Preço das casas abranda, mas mantém subida perto dos 15%

O índice de preços, elaborado pelo site Confidencial Imobiliário, é um indicador que acompanha a evolução do comportamento dos preços de habitação com base nas transacções de venda. A subida do preço de venda das casas em Portugal continental abrandou ligeiramente em termos homólogos para 14,7% no terceiro trimestre deste ano, confirmando a tendência de suavização do crescimento observado no trimestre anterior. Neste período, que consolida a recuperação do mercado residencial, o preço de venda das casas tem vindo a subir, quase sempre, em torno dos 15% em termos homólogos e acima dos 3% em termos trimestrais.

Estado gasta menos no rendimento social

O Estado português gastou, até Agosto, quase 236 milhões de euros para pagar o chamado Rendimento Social de Inserção (RSI). O valor é 5,7 milhões de euros inferior ao montante gasto no mesmo período do ano passado. A quebra de 2,4% no custo desta contribuição social, vulgarmente conhecida como rendimento mínimo, é confirmada na última execução orçamental da Segurança Social.

Excedente orçamental sobe para 2.542 milhões de euros até Setembro

O saldo orçamental aumentou 1.231 milhões de euros até Setembro face a 2018, fixando-se em 2.542 milhões de euros. A receita fiscal cresceu 4,4%, explica pelo aumento do IVA de 7,3%. “Esta evolução positiva ocorre apesar da redução das taxas de vários impostos, tais como o IRS (aumento do número de escalões e do mínimo de subsistência), o IVA (diminuição da taxa de vários bens e serviços) e o ISP (redução da taxa aplicada à gasolina em 3 cêntimos)”. As Finanças explicam ainda que o mercado de trabalho também se reflectiu na evolução da receita das contribuições para a Segurança Social, que atinge o valor mais elevado dos últimos anos”, crescendo 8,7% até Setembro.

Receita fiscal aumentou 1345 milhões de euros até Setembro

Nos primeiros três trimestres do ano a receita fiscal líquida do subsector Estado registou um aumento de 1.345 milhões de euros (+4,1%) face ao período homólogo, maioritariamente explicado pela evolução da receita de IVA, ISP e IRS. Em termos acumulados, a receita fiscal totalizou 34.154,8 milhões de euros até Setembro, o que corresponde a um aumento de 4,1%. Em Agosto, o valor total de impostos arrecadado pelo Estado tinha registado um aumento de 4,4%. Os números da execução orçamental mostram que o aumento da receita fiscal foi sustentado sobretudo pelos impostos indirectos, que subiram 6,9% até Setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Depois da sardinha, Bruxelas agora quer cortar em 50% a pesca de carapau em águas portuguesas

Em relação ao carapau, Bruxelas propõe um corte de 50% nos totais admissíveis de capturas (TAC) na zona IX – as águas continentais portuguesas – para as 46.659 mil toneladas, seguindo a recomendação dos peritos em espécies pelágicas (que vivem em cardumes). Também as capturas de pescada deverão sofrer um corte geral de 20% no próximo ano, de modo a manter as unidades populacionais (‘stocks’) em boa forma. Para o linguado, a Comissão Europeia propõe uma redução de 40%, incluindo em águas nacionais, para a lagosta uma redução de 23% e de 20% para os TAC de solha. A juliana (-10%) e o tamboril (-3%) são as espécies para as quais é recomendada uma redução mais ligeira nas capturas.

Investimento de 50 milhões vai permitir ao Alqueva ter o maior projecto fotovoltaico flutuante da Europa

O investimento de 50 milhões de euros em dez unidades de energia solar a instalar nos espelhos de água que dão suporte ao sistema de rega e que irão produzir 90GWh/ano vai permitir ao Alqueva ter o maior projecto fotovoltaico flutuante da Europa. Esta foi a solução encontrada pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) para fazer face aos custos elevados que a EDP cobra pelo fornecimento de energia às centrais hidroeléctricas de Alqueva e Pedrógão que o mega sistema de rega consome para levar água aos 120 mil hectares de regadio a que, até 2025, irão somar-se mais 50 mil hectares. Com uma produção estimada em 90GWh/ano, a energia obtida pelo conjunto destas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer cerca de dois terços de toda a população do Baixo Alentejo.

Taxa de desemprego nos 5,9% em 2020.

Subsídio social de desemprego destina-se aos trabalhadores que não reúnem as condições para aceder ao subsídio de desemprego. Prazo de acesso ao subsídio social de desemprego reduzido para 120 dias. O número de portugueses desempregados vai continuar a diminuir e até mais depressa do que o governo estava à espera. A taxa de desemprego deverá descer para 6,3% da população activa este ano e para 5,9% em 2020, um valor abaixo das previsões que constam do Programa de Estabilidade apresentado em Abril. Já em relação aos salários, a taxa de crescimento da remuneração média por trabalhador em termos nominais deverá acelerar de 2,5% em 2018, para 2,8% em 2019, e novamente para 2,9% em 2020″.

Portugal está em 39.º lugar no “ranking” de fazer negócios do Banco Mundial

Portugal surge na 39.ª posição do ranking do Banco Mundial sobre a facilidade de fazer negócios, que integra 190 países, numa lista onde a Nova Zelândia ocupa a posição cimeira e a Somália surge no último lugar. “Considerando Portugal, a sua pontuação agregada relativa à facilidade de fazer negócios é 76,5, pontua 90,9 para iniciar um negócio e 100,0 para negócios além-fronteiras, mas [tem uma pontuação de] apenas 62,0 na protecção dos investidores minoritários e 45,0 na obtenção de crédito”, lê-se no estudo “Doing Business 2020” (Fazer Negócios 2020). O Banco Mundial indica também Portugal como uma das economias avaliadas com o melhor desempenho regulatório ao nível do número de procedimentos (um) para registo de propriedade, a par da Noruega, Geórgia e outros dois países (não identificados).

Impostos levam rombo milionário com paraísos fiscais

Património transferido para sociedades offshore ronda 50 mil milhões. Estudo da Comissão Europeia não concretiza quais os destinos offshore para onde é transferido património, mas as ilhas Caimão são um destino tradicional. O Fisco português perdeu 1300 milhões de euros entre 2004 e 2016 devido às transferências para sociedades offshore. O cálculo consta do estudo ‘Estimativa de Evasão Fiscal Internacional por Indivíduos’, publicado pela Comissão Europeia, que faz uma avaliação aos 28 Estados-Membros. As perdas para a Autoridade Tributária e Aduaneira, mostra o documento, correspondem a 1% do Produto Interno Produto (PIB).