Crédito ao consumo sobe 260 milhões em Fevereiro

A dívida das famílias aumentou em quase 100 milhões de euros em Fevereiro à boleia do aumento do recurso ao crédito ao consumo. O montante de empréstimos ao consumo concedido às famílias aumentou 260 milhões de euros em Fevereiro, levando o endividamento total dos portugueses a subir 100 milhões de euros face a Janeiro. O crédito à habitação desceu 163 milhões de euros, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal. “O rácio de crédito vencido das famílias diminuiu 0,1 pontos percentuais, para 3,3%. A percentagem de devedores com crédito vencido aumentou 0,1 pontos percentuais face a Janeiro, para 10,3. O crédito concedido a empresas subiu 41 milhões de euros em termos mensais para um total de 68.878 milhões de euros.

Taxa de desemprego estabiliza nos 7,8% em Fevereiro

A taxa de desemprego estabilizou nos 7,8%, em Fevereiro, na Zona Euro. A taxa de desemprego manteve-se assim no nível mais baixo desde Outubro de 2008. Já na União Europeia a taxa de desemprego manteve-se em 6,5%, nível mais baixo desde que o Eurostat começou a fazer estas estatísticas (Janeiro de 2000). Esta taxa de desemprego significa que há mais de 16 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia, destas, 12,7 milhões são da Zona Euro. Em Portugal, a taxa de desemprego desceu para 6,3%, em Fevereiro, o que corresponde a um mínimo de 2002.

Inflação na Zona Euro recua para 1,4% em Março

O crescimento dos preços na região da moeda única voltou a desacelerar em Março, com a taxa de inflação a cair para 1,4%. Segundo o Eurostat, a taxa de inflação na região da moeda única desceu de 1,5%, em Fevereiro, para 1,4%, em Março. A subida dos preços na região foi, assim, mais moderada do que era esperado pelos economistas, que antecipavam que a inflação se manteria nos 1,5%. Olhando para os principais componentes da inflação, a energia terá registado a subida de preços mais elevada (5,3%, em Março, em termos homólogos, comparando com 3,6% em Fevereiro), seguida pela categoria de alimentos, bebidas e tabaco, com um aumento de 1,8%.

Dívida pública cresceu 1,2 mil milhões de euros para 249,3 mil milhões de euros em Fevereiro

O Banco de Portugal (BdP) fez saber que a dívida pública se situou nos 249,3 mil milhões de euros, valor que representa um aumento de 1,2 mil milhões de euros entre os meses de Janeiro e Fevereiro deste ano. “Para este aumento contribuiu essencialmente o acréscimo dos títulos de dívida”, lê-se na nota do regulador da banca nacional. Os activos em depósitos das administrações públicas aumentaram mil milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos registou um acréscimo de duzentos milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 227,7 mil milhões de euros”.

Easyjet culpa Brexit pela queda de vendas na Europa

Na segunda metade, estamos a assistir a um abrandamento no Reino Unido e na Europa, que acreditamos que provém da incerteza macroeconómica e de muitas questões sem resposta que rodeiam o Brexit. A companhia low cost EasyJet planeava uma perda de receita de 275 milhões de libras (320 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal. Ainda assim, espera que a receita para os seis meses, que encerraram em Março, apresente crescimentos de 7,3%, na linha de 2,34 mil milhões de libras (2,73 mil milhões de euros).

Investimento público está a crescer abaixo do que Portugal precisa

Sinais de recuperação em 2018 não impedem novo agravamento do défice de reposição de capital. Economistas alertam para impacto na produtividade. A Formação Bruta de Capital Fixo das administrações públicas aumentou para 3.965,2 milhões de euros em 2018 – face aos 3.563,5 mihões de euros do ano anterior, segundo as Contas Nacionais por Sector Institucional, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística esta semana. Por outro lado, o consumo de capital fixo fixou-se em 5.545,3 milhões de euros no ano passado, o que se traduz numa diferença de 1.580,1 milhões entre as duas componentes em 2018.

Corrupção – 1235 inquéritos, mas só 2,3% de acusações

Relatório Anual de Segurança Interna revela que se mantém uma percentagem muito elevada de arquivamento de processos-crimes relacionados com a corrupção – apesar de este crime ter tido mais 30% de participações. Em 2018 foram abertos 1235 inquéritos por corrupção, mas desses só 29 (2,3%) chegaram a uma acusação do Ministério Público (MP). Um balanço feito no âmbito do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que será entregue no Parlamento, indica que 573 desses processos foram arquivados, 22 obtiveram suspensão provisória e 489 foram “transferidos de comarca em razão da competência territorial ou a processos remetidos para incorporação”. Em relação a 2017, houve um aumento de 30% dos processos instaurados, mas nesse ano o número de acusações concluídas dos 945 inquéritos foi ligeiramente superior: 3,4% (33).

Companhia aérea de baixo custo WOW Air cessou operações

A companhia aérea de baixo custo Wow Air com sede em Reiquiavique, na Islândia, anunciou ter cessado as suas operações na sequência de problemas económicos, afectando milhares de passageiros de dois continentes. A companhia tinha informado horas antes da suspensão dos voos que estava iminente um aumento de capital, mas no final optou pela cessação de toda a actividade após o fracasso do acordo. A Wow Air negociou sem sucesso nos últimos quatro meses com a sua rival Icelandair e com um fundo de capital dos EUA. Fundada em 2011, a Wow Air operou voos entre a Islândia, a Europa e a América do Norte e, no ano passado, transportou 3,5 milhões de passageiros.

Pagamentos em atraso caem para 738 milhões de euros em Fevereiro

Os pagamentos em atraso nas entidades públicas totalizaram 738 milhões de euros, uma redução de 528 milhões de euros face ao período homólogo, indica a síntese de execução orçamental divulgada pela DGO. Comparando com o mês anterior, os pagamentos em atraso (dívidas por pagar há mais de 90 dias) caíram 4,0 milhões de euros, segundo a Direcção-Geral do Orçamento (DGO). Para a evolução homóloga contribuíram, sobretudo, os hospitais EPE (entidade pública empresarial), que registaram uma redução do valor em dívida de 504 milhões de euros, totalizando 520 milhões. Já relativamente a Janeiro, registou-se uma diminuição de 10 milhões de euros.

Fisco aperta vigilância a mais de 860 contribuintes com fortunas

A Unidade dos Grandes Contribuintes (UGC) identificou 868 novos contribuintes com mais de 750 mil euros de rendimento ou mais de cinco milhões de euros de património, manifestações de fortuna correspondentes ou uma “relação jurídica ou económica” com essas pessoas afortunadas. Com os 758 cidadãos que esta unidade do serviço central da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) já acompanhava, o número de singulares em Portugal no radar do fisco – por via da UGC – deverá chegar aos 1.600. Os contribuintes que já eram seguidos pela AT foram sujeitos a mais de 450 acções de fiscalização, que levaram à correcção da situação tributária em 146 situações nas quais se verificou que havia 3,4 milhões de euros de impostos em falta (ou seja, em média, 23,4 mil euros por pessoa).