TAP vendeu centenas de milhões de euros em voos cancelados

A companhia recebeu 657 milhões de euros em bilhetes para voos que ainda não se realizaram, mas que vai ter de fazer. A maior parte são viagens canceladas que irão continuar a penalizar as contas. Redução abrupta dos trabalhadores está a provocar danos na relação com os clientes. Várias horas à espera de atendimento telefónico e mais horas na fila do único balcão da TAP no aeroporto de Lisboa têm deixado os clientes da companhia de cabelos em pé. A TAP está a ser vítima do elevado cancelamento de voos devido às restrições provocadas pela pandemia — por vezes de forma inesperada —, mas também da redução abrupta de trabalhadores no serviço ao cliente, devido ao emagrecimento imposto por um plano de reestruturação que aguarda ainda luz verde de Bruxelas. Uma tempestade perfeita que está a provocar danos na relação com o cliente.

Irlanda não quer ser olhada como um paraíso fiscal, mas insiste num IRC de 12,5%

A Irlanda garante que não quer ficar à margem do acordo internacional para estabelecer uma taxa mínima de imposto de 15% sobre as empresas, mas propõe um modelo híbrido, no qual mantém o direito a taxar a 12,5% em determinadas situações. A proposta da Irlanda é manter uma taxa de imposto de 12,5% para as empresas domésticas e também sobre aquelas cujas receitas anuais não ultrapassem os 750 milhões de euros. Os 140 países que estão envolvidos nestas discussões vão reunir-se a 8 de Outubro para aprofundarem os termos do acordo internacional. Os Estados Unidos têm sido impulsionadores deste acordo (e vão ser os grandes beneficiários) tendo vindo a pressionar o ministro das Finanças irlandês de forma que este país ceda, e integre o acordo.

IVAucher só chegou a 1% dos restaurantes e hotéis

Apenas 1500 empresas de restauração, alojamento e cultura, de um total de 118 mil, estão registadas a uma semana da segunda fase. Os consumidores só poderão descontar o valor amealhado durante o verão no IVAucher nos restaurantes, nos hotéis e nas lojas e espaços culturais que se inscrevam no programa. A maioria das inscrições corresponde a restaurantes. Seguem-se os alojamentos e, por fim, os espaços culturais. Em 2019, de acordo com o anuário das ‘Empresas em Portugal’ publicado este ano pelo Instituto Nacional de Estatística, o país tinha 118 031 negócios de porta aberta nos setores de alojamento e restauração. Feitas as contas, pouco mais de 1% (1,27%) se inscreveu no IVAucher, apesar do processo ser gratuito para os empresários. E, ao não se registarem, os seus clientes ficam impedidos de terem um desconto de 50% nos consumos que fizerem a partir de 1 de Outubro.

40% do mercado de exportação ganha força, mas 25% está a travar

A retoma das economias e do emprego a nível internacional está a ser desigual e esse tipo de divergência também está a marcar os grandes mercados clientes das exportações portuguesas. De acordo com dados da AICEP, do INE e as mais recentes previsões de crescimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), a retoma em 40% do mercado de exportação de Portugal foi revista em alta significativa, mas o ambiente favorável acabou por ser contrariado com o corte no crescimento previsto para mais de 25% desse mercado de clientes.

Remessas dos emigrantes sobem 6,4% em Julho

As remessas dos portugueses a trabalhar no estrangeiro subiram 6,4% em Julho, para 366,8 milhões de euros, ao passo que os imigrantes em Portugal enviaram 43,3 milhões, menos 2% que no período homólogo de 2020. Ainda assim, o valor está abaixo do registado em Julho de 2019, antes da pandemia, mês em que o valor das remessas ficou acima de 370 milhões de euros. A Suíça foi o maior país emissor, ultrapassando os 103 milhões de euros, em linha com os 102,3 milhões enviados em julho de 2020, ligeiramente abaixo dos 103,7 milhões enviados em julho de 2019.

EasyJet admite que ‘pior já passou’, mas… ‘nunca se sabe’

A EasyJet admite que o pior da crise que assolou a aviação europeia e mundial já deverá ter passado, mas alerta para os efeitos que eventuais restrições – com vista a combater a evolução da pandemia – podem vir a ter sobre o sector. ‘Investimos em cinco aviões em bases sazonais. São dois em Málaga, dois em Palma de Maiorca e um em Faro. Fizemo-lo porque vimos que foram bem-sucedidos durante este verão’, disse o presidente executivo da companhia, numa conferência de imprensa à margem de um evento da Airbus, em Toulouse, França, defendendo que a ideia que existia de que com a pandemia as pessoas iriam voar menos ‘não é correcta’, estando já muitos a voar e a própria easyJet conta já com operações que estão em níveis de 2019, como é o caso da de Amesterdão.

Endividamento do sector público baixou

O endividamento da economia – que inclui administrações públicas, empresas e particulares – diminuiu 1,2 mil milhões de euros em Julho em relação ao mês anterior, para 761,3 mil milhões de euros. Esta queda ligeira resultou sobretudo da diminuição do endividamento do sector público para 347,3 mil milhões de euros, sobretudo junto do exterior. Pelo contrário, o endividamento do sector privado, que inclui as empresas privadas e particulares aumentou dois mil milhões de euros, para 414,0 mil milhões de euros. O endividamento dos particulares que subiu para 144,5 mil milhões de euros, aumentou junto do sector financeiro 0,5 mil milhões de euros face a Junho.

EasyJet com mais um avião em Faro

A EasyJet vai colocar um novo avião na base de Faro no próximo verão, o que vai levar a empresa a criar cerca de 30 novos postos de trabalho no Algarve. O novo avião chega graças à ‘recuperação do mercado de aviação europeu’. Além de Faro também Málaga e Palma de Maiorca, ambas em Espanha, terão mais dois aviões cada. No Algarve, o novo avião ‘representa um aumento de mais de 60% desde 2019, com um novo avião na base do Porto – desde o verão de 2020 – e quatro novos aviões em Faro [um deles em 2022], desde a abertura desta base em Junho de 2021’. No total, a frota portuguesa fica com 13 aviões, cinco dos quais em Lisboa e quatro no Porto.

Entra em exploração a maior central solar do país

A central Solara4, em Alcoutim, é agora a maior do país. Tem 220 megawatts e ocupa mais de 300 hectares. São 660 mil painéis solares que ocupam 320 hectares, em terrenos acidentados no concelho de Alcoutim, no Algarve. O longo caminho do licenciamento e construção da central Solara4 terminou. O empreendimento acaba de obter a licença de exploração. No total a central de Alcoutim tem uma potência de 219 megawatts (MW), cerca de cinco vezes a dimensão da mítica central da Amareleja (46 MW), que deu a Portugal, em 2008, mas apenas durante alguns meses, o estatuto de detentor da maior central solar do mundo. A sua exploração vai evitar anualmente a emissão de 177 mil toneladas de CO2 (dióxido de carbono) e permitirá abastecer de eletricidade o equivalente ao consumo de 200.000 casas’, explica a DGEG.

Desempregados inscritos caem 10% em Agosto

Os dados do IEFP dão conta de uma redução de 10% no número de desempregados inscritos no mês de agosto, face ao mês homólogo, o equivalente a menos 40.927 inscritos. Algarve e Alentejo foram as regiões que registaram a maior descida. Os dados do Eurostat mostram que 6% das mulheres ficaram sem emprego na primeira vaga da pandemia. Foi uma das maiores quebras na UE. Na análise regional, o desemprego diminuiu em todas as regiões em termos homólogos, com destaque para as regiões do Algarve (menos 19,9% de inscritos) e Alentejo (menos 18,8%). Em termos setoriais, o desemprego oriundo do setor do alojamento e restauração, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19, recuou 4,4% em cadeia e 19,9% em termos homólogos.