Pagamentos em atraso aumentam até Agosto para 623,7 milhões

No final de Agosto os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 623,7 milhões de euros, o que representou um aumento de 67,3 milhões de euros relativamente ao período homólogo e uma diminuição de 283,5 milhões de euros face ao final do mês anterior, indica a Direção-Geral do Orçamento (DGO). A evolução homóloga é sobretudo explicada pelos Hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial), que registaram um aumento de 101,4 milhões de euros, que foi atenuado pela diminuição de 36,8 milhões de euros na Administração Regional. Os pagamentos em atraso são dívidas que estão por pagar há mais de 90 dias.

Mais de 30% dos portugueses poupa dinheiro para viajar

Mais de 30% dos portugueses apontaram as viagens como o principal motivo para poupar dinheiro, quando em 2019, antes da pandemia de covid-19, eram 31%, concluiu um estudo da Intrum. Quando comparado com a média europeia (41%) ou Espanha (40%), Portugal fica a uma distância de sete e seis pontos percentuais, respetivamente. O estudo concluiu que as famílias sem filhos (37%) são quem mais poupa para viajar em comparação com as famílias com filhos (26%). O relatório anual baseia-se num inquérito externo realizado simultaneamente em 24 países na Europa, entre os quais Portugal, com um total de 24.198 consumidores participantes na edição de 2020.

Pandemia tirou 840 mil milhões ao turismo mundial

Ao fim de pouco mais de um ano e meio de pandemia, o turismo permanece muito aquém dos níveis que se registavam em 2019. Aos poucos, o sector vai dando sinais de retoma, mas esta é desigual entre os vários destinos. Portugal ficou mal na fotografia até Maio deste ano. Entre Janeiro e Maio deste ano, contabilizaram-se cerca de 77 milhões de chegadas turísticas internacionais em todo o mundo, menos 85% do que em igual período de 2019. Menos mil milhões de chegadas internacionais, 840 mil milhões de euros de receitas turísticas perdidas, 120 milhões de postos de trabalho que deixaram de existir. Em pouco mais de um ano e meio, a pandemia virou do avesso o turismo mundial. Os números impressionam pela dimensão, mas, pouco a pouco, o sector dá sinais de estar a recuperar, embora com ritmos diferentes.

Irlanda não quer ser olhada como um paraíso fiscal, mas insiste num IRC de 12,5%

A Irlanda garante que não quer ficar à margem do acordo internacional para estabelecer uma taxa mínima de imposto de 15% sobre as empresas, mas propõe um modelo híbrido, no qual mantém o direito a taxar a 12,5% em determinadas situações. A proposta da Irlanda é manter uma taxa de imposto de 12,5% para as empresas domésticas e também sobre aquelas cujas receitas anuais não ultrapassem os 750 milhões de euros. Os 140 países que estão envolvidos nestas discussões vão reunir-se a 8 de Outubro para aprofundarem os termos do acordo internacional. Os Estados Unidos têm sido impulsionadores deste acordo (e vão ser os grandes beneficiários) tendo vindo a pressionar o ministro das Finanças irlandês de forma que este país ceda, e integre o acordo.

TAP vendeu centenas de milhões de euros em voos cancelados

A companhia recebeu 657 milhões de euros em bilhetes para voos que ainda não se realizaram, mas que vai ter de fazer. A maior parte são viagens canceladas que irão continuar a penalizar as contas. Redução abrupta dos trabalhadores está a provocar danos na relação com os clientes. Várias horas à espera de atendimento telefónico e mais horas na fila do único balcão da TAP no aeroporto de Lisboa têm deixado os clientes da companhia de cabelos em pé. A TAP está a ser vítima do elevado cancelamento de voos devido às restrições provocadas pela pandemia — por vezes de forma inesperada —, mas também da redução abrupta de trabalhadores no serviço ao cliente, devido ao emagrecimento imposto por um plano de reestruturação que aguarda ainda luz verde de Bruxelas. Uma tempestade perfeita que está a provocar danos na relação com o cliente.

40% do mercado de exportação ganha força, mas 25% está a travar

A retoma das economias e do emprego a nível internacional está a ser desigual e esse tipo de divergência também está a marcar os grandes mercados clientes das exportações portuguesas. De acordo com dados da AICEP, do INE e as mais recentes previsões de crescimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), a retoma em 40% do mercado de exportação de Portugal foi revista em alta significativa, mas o ambiente favorável acabou por ser contrariado com o corte no crescimento previsto para mais de 25% desse mercado de clientes.

IVAucher só chegou a 1% dos restaurantes e hotéis

Apenas 1500 empresas de restauração, alojamento e cultura, de um total de 118 mil, estão registadas a uma semana da segunda fase. Os consumidores só poderão descontar o valor amealhado durante o verão no IVAucher nos restaurantes, nos hotéis e nas lojas e espaços culturais que se inscrevam no programa. A maioria das inscrições corresponde a restaurantes. Seguem-se os alojamentos e, por fim, os espaços culturais. Em 2019, de acordo com o anuário das ‘Empresas em Portugal’ publicado este ano pelo Instituto Nacional de Estatística, o país tinha 118 031 negócios de porta aberta nos setores de alojamento e restauração. Feitas as contas, pouco mais de 1% (1,27%) se inscreveu no IVAucher, apesar do processo ser gratuito para os empresários. E, ao não se registarem, os seus clientes ficam impedidos de terem um desconto de 50% nos consumos que fizerem a partir de 1 de Outubro.

Remessas dos emigrantes sobem 6,4% em Julho

As remessas dos portugueses a trabalhar no estrangeiro subiram 6,4% em Julho, para 366,8 milhões de euros, ao passo que os imigrantes em Portugal enviaram 43,3 milhões, menos 2% que no período homólogo de 2020. Ainda assim, o valor está abaixo do registado em Julho de 2019, antes da pandemia, mês em que o valor das remessas ficou acima de 370 milhões de euros. A Suíça foi o maior país emissor, ultrapassando os 103 milhões de euros, em linha com os 102,3 milhões enviados em julho de 2020, ligeiramente abaixo dos 103,7 milhões enviados em julho de 2019.

EasyJet admite que ‘pior já passou’, mas… ‘nunca se sabe’

A EasyJet admite que o pior da crise que assolou a aviação europeia e mundial já deverá ter passado, mas alerta para os efeitos que eventuais restrições – com vista a combater a evolução da pandemia – podem vir a ter sobre o sector. ‘Investimos em cinco aviões em bases sazonais. São dois em Málaga, dois em Palma de Maiorca e um em Faro. Fizemo-lo porque vimos que foram bem-sucedidos durante este verão’, disse o presidente executivo da companhia, numa conferência de imprensa à margem de um evento da Airbus, em Toulouse, França, defendendo que a ideia que existia de que com a pandemia as pessoas iriam voar menos ‘não é correcta’, estando já muitos a voar e a própria easyJet conta já com operações que estão em níveis de 2019, como é o caso da de Amesterdão.

EasyJet com mais um avião em Faro

A EasyJet vai colocar um novo avião na base de Faro no próximo verão, o que vai levar a empresa a criar cerca de 30 novos postos de trabalho no Algarve. O novo avião chega graças à ‘recuperação do mercado de aviação europeu’. Além de Faro também Málaga e Palma de Maiorca, ambas em Espanha, terão mais dois aviões cada. No Algarve, o novo avião ‘representa um aumento de mais de 60% desde 2019, com um novo avião na base do Porto – desde o verão de 2020 – e quatro novos aviões em Faro [um deles em 2022], desde a abertura desta base em Junho de 2021’. No total, a frota portuguesa fica com 13 aviões, cinco dos quais em Lisboa e quatro no Porto.