EasyJet rejeitou proposta de aquisição

Companhia aérea quer levantar capital para financiar a recuperação para níveis pré-pandémicos que poderá ser mais demorada do que anteriormente previsto. A EasyJet, companhia aérea low-cost, recebeu e rejeitou uma oferta de aquisição, revelou. Apesar de essa proposta não avançar, admite que vai precisar de levantar capital – perto de 1, 4 mil milhões de euros – para fazer face a uma eventual recuperação da atividade mais lenta do que anteriormente esperado. A low-cost britânica pretende angariar 1,2 mil milhões de libras, perto de 1,4 mil milhões de euros (no câmbio atual), um montante que, diz, vai permitir adquirir slots (faixas horárias) que estão disponíveis em alguns aeroportos, nomeadamente no leste europeu.

Economia mundial deverá crescer 6,2% este ano

A recuperação é mais rápida que o previsto, estima a Crédito y Caución. Mas persistem riscos de queda. Com o avanço das campanhas de vacinação, a economia mundial está a recuperar plenamente da grande recessão económica de 2020 provocada pela pandemia da Covid-19. Os estímulos fiscais estão a ser parcialmente ampliados em 2021 e o apoio monetário mantém-se flexível, apesar das crescentes pressões inflacionistas. No entanto, no futuro será “necessário fazer face ao custo económico da pandemia”, uma vez que “o ritmo da recuperação se mantém alto, sobretudo nos mercados avançados com taxas de vacinação elevadas.

Principais bancos europeus têm lucros anuais de 20 mil milhões de euros em paraísos fiscais

Os 36 maiores bancos na Europa guardam, anualmente, quase 20 mil milhões de euros dos seus lucros em paraísos fiscais, o que equivaleria a pelo menos três mil milhões para os países perante um imposto mínimo de 15%. Em causa estão bancos como HSBC, Barclays, Banco Santander, BBVA, Deutsche Bank, BNP Paribas e ING, num total de 13 dos 36 analisados que operam em Portugal. Os lucros reservados pelos bancos em paraísos fiscais são anormalmente elevados: 238 mil euros por empregado, em oposição a cerca de 65 mil euros em países que não têm paraísos fiscais, indica o Observatório Fiscal da EU.

Moratórias estão na recta final

Se as famílias não conseguirem pagar, têm 90 dias, ou seja, até ao final de Dezembro para encontrar uma solução antes de avançarem medidas mais drásticas. Entretanto, o Banco de Portugal (BdP) divulgou os últimos dados: o montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 36,8 mil milhões de euros, menos 0,7 mil milhões do que em Junho. Esta variação resulta do decréscimo tanto dos empréstimos concedidos a particulares como a sociedades não financeiras, que diminuíram 0,2 e 0,5 mil milhões de euros, respetivamente. Os empréstimos das sociedades não financeiras em moratória decresceram em todos os sectores de atividade, totalizando, no final de Julho, 21,8 mil milhões.

Função pública. Contratações não param de aumentar e atingem recordes

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para um aumento de 209 mil empregos na economia portuguesa, o que representa uma subida de 4,5%, o que é “a maior destes novos registos do INE, que remontam a 2011 e 2012”. E, para estes números contribuíram, em especial, as contratações na Função Pública, onde o emprego disparou 17% no segundo trimestre do ano, o que constitui um recorde desde que há registos. A maior parte das contratações surgem na educação (+7.123, em termos homólogos), na saúde (+4.575) e na defesa nacional (+1.509).

Número de desempregados recua 9,5% em Julho

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou em Julho 9,5% em termos homólogos e 2,4% face a Junho, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). De acordo com o IEFP, no fim de Julho, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 368 704 desempregados, um número que representa 66,5% de um total de 554 797 pedidos de emprego. A nível regional, no mês de Julho, o desemprego registado, em termos homólogos, aumentou apenas na região da Madeira (+1,7%). As restantes regiões registaram ‘decréscimos significativos’ do desemprego, com o Algarve a registar a descida mais acentuada (-21,5%). Face a Junho, o desemprego registado desceu em todas as regiões, com as reduções ‘mais expressivas’ a ocorrerem no Algarve (-10,5%) e no Centro (-2,7%). Em termos sectoriais, o desemprego oriundo do sector do alojamento e restauração diminuiu 5,4% em cadeia e 19,1% em termos homólogos.

Paraísos fiscais comunicaram quase 27 mil aplicações financeiras às finanças

Há mais estrangeiros com dinheiro cá do que portugueses com dinheiro lá fora. Mais de metade dos offshores na ‘lista negra’ do Fisco aderiram à troca automática de informações e, nos últimos anos, já subiram para 35 os que fizeram chegar dados bancários às autoridades portuguesas. Hong Kong, ilha de Man, Guernsey, Gibraltar e Emirados Árabes Unidos foram, por esta ordem, os paraísos fiscais que mais informação partilharam com Portugal. No ano passado, a Autoridade Tributária (AT) recebeu do exterior informações sobre 1,6 milhões aplicações financeiras (contas bancárias, mas não só) que os portugueses (ou estrangeiros residentes cá) têm lá fora, noutras jurisdições. Em sentido contrário, enviou para o estrangeiro dados de 2,7 milhões de contas que os não residentes têm cá.

Portugal recebeu 2,37 mil milhões de euros do ‘aumento de capital’ do FMI

Portugal vai receber 1.960 milhões de unidades de Direitos Especiais de Saque (DES), cerca de 2.373 milhões de euros, de acordo com a distribuição proporcional à sua quota no Fundo Monetário Internacional (FMI). A emissão de DES é um instrumento criado pelo FMI para dar liquidez e ampliar os recursos disponíveis dos Estados com necessidades financeiras, funcionando como uma espécie de aumento de capital do FMI, para reforçar o combate à pandemia e relançar o crescimento económico. Um DES é uma unidade em que o dólar americano tem 41,73% do peso, o euro 30,93%, o yuan chinês 10,92%, o iene japonês 8,33% e a libra esterlina 8,09%, e tem uma cotação publicada diariamente pelo FMI. No domingo, 1 DES correspondia a 1,2107 euros.

Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 762,5 mil M€

O endividamento das famílias, empresas e Estado aumentou 14.100 milhões de euros no primeiro semestre face ao final de 2020, para 762.500 milhões, superando o valor homólogo em quase 30.000 milhões de euros, divulgou o BdP. O endividamento do setor não financeiro situou-se em 762.482 milhões de euros, dos quais cerca de 350.500 milhões de euros respeitavam ao sector público e 412.000 milhões de euros ao sector privado. Já o endividamento dos particulares aumentou 2.000 milhões de euros, ‘refletindo o incremento do financiamento obtido junto do sector financeiro’.

Slots: o alfa e o ómega da aviação

Sem slots não há aviões a levantar voo e a aterrar. Em Portugal são atribuídos pela NAV e não são pagos, em Londres podem valer dezenas de milhões. Para a TAP são o trunfo e a peça central para manter uma plataforma estratégica, mas vai ter de abdicar de alguns. O Estado português terá proposto um corte de seis slots. ATAP detém metade dos slots (espaços horários para aterrar ou descolar) do aeroporto de Lisboa (50%), o equivalente a 50 mil slots, um número considerado fundamental pela companhia para manter o hub, uma plataforma giratória que permite trazer passageiros em voos transatlânticos – Brasil e EUA, por exemplo – e distribuí-los pela Europa.