Défice da balança comercial

O défice da balança comercial de bens cresceu 609 milhões de euros face ao mês homólogo de 2020 (diminuiu 347 milhões de euros em relação a Junho de 2019), atingindo 1 523 milhões de euros em Junho de 2021. Comparando com o segundo trimestre de 2019, as exportações subiram 2,9% e as importações diminuíram 2,9%. “Estes resultados, refletindo a inclusão de nova informação, reveem 0,1 p.p. em baixa a taxa de variação homóloga das exportações e 0,4 p.p. em alta a taxa de variação homóloga das importações do 2º trimestre de 2021 apresentadas na estimativa rápida trimestral”, avança o INE.

Coleta de IMI cai pela primeira vez em cinco anos

Este ano, por referência a 2020, a coleta do IMI recuou 1,6%, depois de ter estado sempre a subir desde 2016. Valor patrimonial tributário no país ultrapassa os 550 mil milhões de euros. As Finanças contabilizam, em todo o país, 8.245.816 prédios urbanos. Os rústicos são mais de 11 milhões. As liquidações do IMI realizadas este ano, com referência aos imóveis propriedade dos contribuintes a 31 de Dezembro de 2020, somaram 1.503,535 milhões de euros, de acordo com as estatísticas mais recentes, divulgadas pelas Finanças. Comparando com o ano anterior, verifica-se uma redução de 1,6%, sendo que, desde 2016, a coleta do IMI tem vindo sempre a subir.

Insolvências sobem 11,6% nos primeiros sete meses

As insolvências diminuíram para 382 em Julho, menos 1,3% do que as registadas no período homólogo de 2020 (387), mas em termos acumulados subiram 11,6% face aos primeiros sete meses do ano passado. Segundo o estudo da Iberinform foram registadas 3.129 insolvências até final de Julho de 2021. Os distritos do Porto e de Lisboa foram os que apresentaram um maior número de insolvências, com 783 e 736, respetivamente, que refletem aumentos de 27,8% e 11,4% face ao mesmo período de 2020.

Desempregados inscritos dispararam mais de 50% em 36 concelhos em dois anos

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do IEFP desceu em Junho em 215 dos 278 concelhos de Portugal Continental relativamente a igual mês de 2020. Face a Junho de 2019, contudo, os desempregados só baixaram em 55 municípios. 80% dos concelhos do continente ainda têm mais inscritos do que há dois anos, em Junho de 2019, antes da crise. Os 10 com maiores aumentos estão no Algarve, região que no seu conjunto apresenta uma subida de 154%.

Portugal é o terceiro país europeu em que o capital privado investido nas empresas menos pesa no PIB

No ano passado, o capital privado (private equity) investido nas empresas pesou apenas 0,026% no produto interno bruto (PIB) português, mostram dados da Invest Europe. Portugal é assim o terceiro país europeu em que o capital privado pesa menos no PIB, sendo este investimento, em proporção, 13 vezes inferior ao realizado pela vizinha Espanha (0,358%) e 19 vezes inferior ao da média europeia. O país está assim a anos-luz de França (em que o capital privado pesa 0,819% do PIB), do Luxemburgo (1,193%) e, fora da União Europeia (UE), do Reino Unido (1,394%), com uma aplicação proporcional 53 vezes superior à portuguesa. Pior que Portugal estão apenas a Grécia (0,024%) e a Roménia (0,009%). A falta de capital é um problema central do tecido empresarial português.

Cresce número de novas empresas

A Iberinform refere que no distrito de Lisboa já foram constituídas 7.347 novas empresas até Julho deste ano, mais 8,38% do que em igual período de 2020, enquanto no distrito do Porto os valores atingiram 4.409 empresas, mais 12,5%. Com exceção de Vila Real, que registou um decréscimo de 9,3%, todos os outros distritos registam um aumento de novas empresas, sendo os mais relevantes os registados em Bragança (+54,9%), Horta (+52,6%), Madeira (+52%), Viana do Castelo (+22,4%), Guarda (+21,7%), Leiria (+20,7%), Angra do Heroísmo (+20,3%), Santarém (+18,2%), Beja (+18%), Évora (+17,6%) e Viseu (+16,4%).

Prolongamento das moratórias bancárias publicado em Diário da República

O prolongamento das moratórias aplica-se aos ‘particulares e empresas que desenvolvem a sua atividade em setores especialmente afetados pela pandemia de covid-19’, como os do alojamento, restauração, cultura e transportes. O prolongamento das moratórias bancárias, na componente capital, entre 01 de Outubro e 31 de Dezembro foi publicado, por lei do parlamento, sujeitando a execução das medidas a regulamentos e supervisão da Autoridade Bancária Europeia (EBA). As entidades que pretendam beneficiar da prorrogação prevista no presente artigo devem comunicar às instituições esse facto no prazo mínimo de 20 dias anteriores à data de cessação da medida de apoio de que beneficiam.

Só 16% das empresas dão formação obrigatória aos trabalhadores

Em 2019 as empresas passaram a ter de cumprir 40 horas de formação, em vez das 35 horas mínimas que existem desde 2003, mas a maioria não as executa. Governo assinou “acordo histórico” na semana passada e admite benefícios fiscais para quem vá além da lei. O Governo assinou na semana passada com os parceiros sociais um “acordo histórico” para a formação profissional mas, se a história se repetir, o “desígnio estratégico”, como foi apelidado no aperto de mão, terá parcos resultados. Apesar de há vários anos as empresas serem obrigadas a dar um número mínimo anual de formação aos seus trabalhadores, são poucas as que acabam por fazê-lo – tal como são escassas as multas aplicadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho.

Ryanair duplica número de passageiros. Voaram 9,3 milhões em julho

A companhia aérea irlandesa ‘low cost’ Ryanair transportou 9,3 milhões de passageiros em Julho, mais do dobro do que no mesmo mês do ano passado. A companhia aérea com sede em Dublin diz que a retoma do tráfego coincide com a entrada em vigor do certificado covid da União Europeia (UE), que permitiu flexibilizar as restrições de viagens durante a pandemia. Durante os meses mais difíceis desta crise sanitária, a Ryanair cancelou mais de 90% dos voos previstos, com breves períodos de reabertura, como em Julho de 2020, quando transportou 4,4 milhões de passageiros. O grupo Ryanair, composto pelas companhias aéreas Laudamotion, Buzz, Malta Air e Ryanair UK, afirmou que efetuou mais de 61.000 voos na sua rede de rotas europeias em Julho. No primeiro trimestre fiscal, a Ryanair perdeu 272,6 milhões de euros, mais 47% do que no mesmo período do ano anterior.

Ryanair vai investir 253,4 milhões no aeroporto de Lisboa com reforço da frota

A companhia aérea Ryanair vai investir 300 milhões de dólares (253,4 milhões de euros) no aeroporto de Lisboa, onde irá alocar mais três aeronaves a partir de Novembro como parte da sua programação de inverno 2021. Assim, a companhia área irlandesa vai passar a ter um total de sete aeronaves na base em Lisboa e irá operar 50 rotas e mais de 250 voos semanais desde Lisboa, incluindo 22 novas rotas para destinos, nomeadamente, em Itália, Marrocos, França, Espanha, Polónia, Reino Unido, Dinamarca e Alemanha.