Portugal com menos 2% de habitantes em 10 anos

O INE Apresentou os primeiros resultados da contagem da população portuguesa. Portugal regista um decréscimo populacional de 2,0% e acentua o padrão de litoralização e concentração da população junto da capital. Na última década, Portugal regista um decréscimo populacional de 2,0% e acentua o padrão de litoralização e concentração da população junto da capital. O Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa são as únicas regiões que registam um crescimento da população, sendo o Alentejo aquela que regista o decréscimo mais expressivo, divulga o INE. Em contrapartida, cresceu o número de edifícios e de alojamentos destinados à habitação, embora num ritmo bastante inferior ao verificado em décadas anteriores.

Fundo de Capitalização de Empresas tem duração de 10 anos

O fundo tem uma duração prevista de 10 anos, podendo ser renovável por períodos de cinco anos até um máximo de outros 10. Como tal, no máximo, este instrumento será extinto daqui a 20 anos. O Fundo de Capitalização pode investir em instrumentos financeiros distintos, designadamente de dívida, capital e quase capital, para apoiar empresas, procurando um equilíbrio entre o risco, o rendimento e a utilização de recursos públicos para apoiar projetos viáveis. Desta forma, as operações constituir-se-ão em instrumentos para a participação do Estado nos lucros futuros das empresas, bem como numa estratégia de saída devido à natureza temporária do Fundo.

Balanço dos vistos gold

O programa de concessão de ARI, lançado em Outubro de 2012, registou até Junho último – em termos acumulados – um investimento 5.876.633.851,08 euros. Deste montante, a maior parte corresponde à compra de bens imóveis, que ao fim de mais de oito anos de programa soma 5.317.394.161,44 euros, sendo que a compra para reabilitação urbana totaliza 315.157.475,74 euros. O investimento resultante da transferência de capitais é de 559.239.689,64 euros. Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento estrangeiro, foram atribuídos 9.834 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018, 1.245 em 2019, 1.182 em 2020 e 445 em 2021. Até junho foram atribuídos 9.230 vistos por via de compra de imóveis, dos quais 874 tendo em vista a reabilitação urbana. Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.943), seguida do Brasil (1.024), Turquia (467), África do Sul (407) e Rússia (383).

Investimento dos vistos ‘gold’ cai 38% para 237,6 milhões

O investimento captado através dos vistos ‘gold’ caiu 38% no primeiro semestre, face a igual período de 2020, para 237,6 milhões de euros. No primeiro semestre do ano passado, o investimento captado foi de 383 milhões de euros. Em Junho, o investimento resultante do programa de Autorização de Residência para Investimento (ARI) somou 36,4 milhões de euros, menos 59,5% face a igual período de 2020 (89 milhões de euros). Relativamente a Maio (27,7 milhões de euros), o investimento subiu 29,9%. Segundo o SEF, no mês passado foram concedidos 67 ARI, dos quais 60 por via da aquisição da compra de bens imóveis (15 para reabilitação urbana), seis por transferência de capitais e um por criação de postos de trabalho. Nos primeiros seis meses do ano foram atribuídos 445 vistos ‘gold’, dos quais 55 em Janeiro, 100 em Fevereiro, 73 em Março, 98 em Abril, 52 em Maio e 67 em Junho

Exportações e importações de bens sobem 49,1% e 46,3% no 2.º trimestre

As exportações e as importações de bens aumentaram 49,1% e 46,3% no segundo trimestre face ao mesmo período de 2020, de acordo com a estimativa rápida do Comércio Internacional de bens do INE. O Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que, comparando com o segundo trimestre de 2019, as exportações aumentaram 3,0% e as importações diminuíram 3,2%. No primeiro trimestre deste ano as taxas de variação homóloga das exportações e das importações tinham sido de +6,0% e -4,9%, respetivamente.

Viagens com destino ao estrangeiro caem 89,5% no 1.º trimestre

As viagens turísticas de residentes em Portugal com destino ao estrangeiro caíram 89,5%, no primeiro trimestre, e as viagens em território nacional diminuíram 53,3%, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), tendo sido realizadas 1,6 milhões de viagens, o que correspondeu a uma variação de -57,6% (-57,4% no quarto trimestre de 2020). O recurso à internet sofreu uma grande perda de expressão na organização de viagens, tendo sido utilizada no processo de organização de 4,7% das deslocações (-20,9 pontos percentuais), o que representa o valor mais baixo dos últimos anos.

Excedente da Segurança Social sobe

A Segurança Social registou em Junho um excedente de 587 milhões de euros, mais 234,9 milhões face ao mesmo período de 2020. Para este resultado contribuiu um aumento da receita efetiva de 1.337,1 milhões de euros, e um aumento da despesa efetiva no montante de 1.102,2 milhões de euros, que se deve em grande parte às medidas extraordinárias adotadas para fazer face aos efeitos socioeconómicos da pandemia por covid-19. A receita efetiva da Segurança Social aumentou 9,6%, em termos homólogos, cifrando-se em 15.292,4 milhões de euros. Também a despesa com pensões e complementos cresceu em 212,1 milhões de euros (+2,8%), face a junho de 2020.

Défice do Estado sobe para sete mil milhões de euros até junho

O Estado teve um défice em contabilidade pública de 7.060 milhões de euros até Junho, um agravamento de 150 milhões de euros face a igual período do ano passado, devido ao impacto da pandemia e medidas de apoio. A evolução resulta de uma quebra da receita de 4,6% e do crescimento da despesa primária de 5,7%. O Governo adianta que a despesa do semestre com medidas extraordinárias de apoio às empresas e famílias atingiu os 3.805 milhões de euros, ultrapassando o valor executado em todo o ano 2020, que se cifrou em 3.546 milhões de euros. O Executivo assinala ainda que a receita fiscal e contributiva apresenta uma inversão das quebras observadas ao longo do semestre, registando um acréscimo de 3,9%. “

Ryanair regista perdas de 47% no primeiro trimestre fiscal

A companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair perdeu 272,6 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal (Abril-Junho), mais 47% do que em igual período no ano passado. A empresa com sede em Dublin indicou que a pandemia de covid-19 continua a ‘causar estragos’ no sector apesar de as vacinas e a introdução de certificados digitais na União Europeia terem impulsionado ‘com força’ as reservas para o verão. A Ryanair assinala que o trânsito de passageiros aumentou 7,6% no primeiro trimestre, relativamente a 2020, até aos 8,1 milhões de euros elevando a faturação a 196%.

Empresas pequenas fizeram mais pedidos de ‘lay-off’

Praticamente 82% do número de pedidos de acesso ao “lay-off” simplificado foi feito pelas empresas de menor dimensão, valor que contrasta com os apenas 0,5% de requerimentos realizados pelas maiores empresas. Sector do comércio à frente no número de pedidos. Grande parte das empresas de menor dimensão realizou pedidos de acesso ao ‘lay-off’ simplificado durante o último ano, o que contrasta com o reduzido número de grandes empresas que tentaram aceder a este apoio extraordinário, isto de acordo com o relatório do Centro de Relações Laborais (CRL). Entre Março de 2020 e Janeiro deste ano, 113,1 mil empresas requereram o ‘lay-off’ simplificado.