22 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
As novas medidas ainda não são conhecidas em detalhe – falta legislar – mas a ideia essencial é que os trabalhadores passem a manter uma parte maior do salário. Nos meses de Agosto e Setembro, as retribuições de lay-off serão no mínimo de 77%, mas a percentagem pode subir em função da redução de trabalho decidida pelas empresas. Já a partir de Outubro, serão pagos no mínimo 88% do salário do trabalhador. No lay-off da retoma fica afastada a possibilidade de suspender contratos. Só poderá haver reduções máximas de horário de 70%, consoante a quebra de facturação das empresas. Por outro lado, todas as horas trabalhadas passam a ser pagas pelos empregadores, com a parte não trabalhada a ser coberta em dois terços nos meses de Julho e Agosto, e em 80% de Outubro a Dezembro.
21 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
As companhias aéreas British Airways, EasyJet e Ryanair lançaram uma acção legal contra o Governo britânico para eliminar a quarentena imposta aos viajantes que chegam ao Reino Unido, alegando que a quarentena por um período mínimo de três semanas, terá um efeito devastador no turismo e na economia do Reino Unido e destruirá milhares de empregos. As companhias aéreas pediram que o assunto fosse levado à justiça o mais depressa possível. Segundo as empresas, a quarentena é muito restritiva e não se baseia em nenhuma consulta
21 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
As tarifas por quarto devem registar, em média, uma descida de 5%, uma vez que, face à procura, uma guerra de preços não iria garantir, a longo prazo, um maior proveito para os hotéis. A pandemia de covid-19 deverá causar, este ano, uma queda de mais de 60% na receita europeia por quarto disponível, que não deverá conseguir recuperar até pelo menos 2023. Por outro lado, a desvalorização dos preços tende a deteriorar a imagem e competitividade da marca, segundo a agência. As estimativas da Fitch Ratings apontam para uma recuperação gradual a partir de 2021, mas a RevPAR vai permanecer 15% abaixo dos níveis de 2019. Já em 2022, antes da recuperação total, a receita por quarto deverá ser inferior em 5% à totalizada em 2019.
20 Jun 2020 | Destaques
O Comité do IVA da Comissão Europeia não manifestou a oposição à mudança solicitada pelo Governo português para adequar esta taxa na factura da luz ao escalão do consumo. Isto significa, então, que o país pode avançar com a alteração legislativa, embora este seja um órgão consultivo sem competência para autorizar ou reprovar a medida proposta. Para avançarem com taxas reduzidas do IVA em certos domínios, como a electricidade, os Estados-membros têm de consultar o Comité do IVA da Comissão Europeia, mas este processo é apenas uma formalidade, dado que o organismo não pode aprovar ou rejeitar a medida proposta.
20 Jun 2020 | Destaques
Só a Islândia e a Nova Zelândia surgem melhor que Portugal no Global Peace Index. Em 2014, Portugal ocupava o 18.º lugar, tendo subido ao terceiro em 2019. Portugal surge com a mesma posição e pontuação do ano passado (1.247 pontos), contrariando a tendência geral de diminuição. Não se registaram alterações nas sete primeiras posições do ranking, pelo que à frente de Portugal continua a Islândia e a Nova Zelândia. O Afeganistão, pelo segundo ano consecutivo, é o país menos pacífico do mundo, seguido de perto pela Síria, Iraque, Sudão do Sul e Iémen. O IEP calcula que o custo económico da violência em Portugal representa 5% do PIB, um dos mais baixos entre os países analisados.
19 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
A despesa do Estado com subsídios de desemprego no ano de 2020 deverá crescer 320 milhões face ao gasto em 2019, e mais 311,2 milhões do que o previsto no Orçamento do Estado de 2020. O agravamento dos valores é fruto dos efeitos observados e estimados sobre o impacto da pandemia da Covid-19 no país. Desta forma, o aumento da despesa com prestações de desemprego vai crescer 27%, para 1.508,9 milhões de euros, este ano.
19 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
Em Abril, o défice da balança comercial de bens registou uma diminuição de 672 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019, atingindo 1131 milhões de euros, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, atingiu um saldo negativo de 879 milhões de euros, correspondente a uma diminuição do défice de 468 milhões de euros em relação a Abril de 2019. As exportações diminuíram 39,8% e as importações recuaram 39,1% em Abril, em comparação com o mesmo mês de 2019, “reflectindo os constrangimentos à actividade económica determinados pelas medidas de contenção à disseminação da pandemia covid-19.
18 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
França, Itália e Espanha foram os países da União Europeia com o pior desempenho no primeiro trimestre. O PIB da Zona Euro recuou 3,6% no primeiro trimestre deste ano, face aos três meses anteriores, o que representa a quebra em cadeia mais acentuada desde 1995, quando estes dados começaram a ser recolhidos. Ainda assim, o valor revelado pelo Eurostat representa uma revisão em alta, já que a primeira estimativa do gabinete de estatística da Comissão Europeia apontava para uma contracção de 3,8%. França, Itália e Espanha registam o pior desempenho, com o PIB destes países, que foram também dos mais afectados pela pandemia da covid-19, a sofrerem uma contracção acima de 5%.
18 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
A recessão que a economia portuguesa está a enfrentar este ano pode atingir os 11,3%, caso se venha a verificar uma segunda vaga de covid-19, no final de 2020. Admitindo que tal não acontece, e que a doença fica relativamente contida, o PIB deverá encolher, ainda assim, 9,4%. As projecções são da OCDE e são as mais pessimistas reveladas até ao momento. A covid-19 é a pior crise económica e sanitária desde a Segunda Guerra Mundial, prejudicando a saúde, o bem-estar, os empregos e criando uma incerteza extraordinária. Outra consequência duradoura será para a dívida pública. A OCDE diz que a dívida vai subir para 139,9% este ano, no cenário de duas vagas; ou 135,9%, no cenário de vaga única.
17 Jun 2020 | Covid-19, Destaques
Uma das consequências mais duradouras da crise pandémica será sentida nas contas públicas, antecipa a OCDE. Para os peritos, o défice orçamental este ano atingirá os 9,5%, caso se concretize a segunda vaga de covid. Se a pandemia se ficar pela primeira vaga, ainda assim o buraco das contas públicas ficará em 7,9%. Mais: no próximo ano Portugal vai continuar a apresentar contas desequilibradas, com um défice orçamental acima do limite de 3% do PIB, previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento. Mesmo no cenário em que haverá apenas uma vaga de covid-19, o défice em 2021 será de 4,7%, antecipa a OCDE. No cenário mais negativo, o défice será de 7,4%.