Governo prolonga prazo das moratórias de crédito até setembro de 2021

As medidas excecionais de proteção dos créditos das famílias, empresas, instituições particulares de solidariedade social, e demais entidades da economia social, passam a vigorar até 30 de setembro de 2021. As moratórias bancárias, que suspendem o pagamento das prestações dos empréstimos bancários (capital e/ou juros), já tinham sido alargadas pelo Governo até 31 de março de 2021, que agora decidiu novo prolongamento por mais seis meses.

Lay-off para reagir à covid já custou 822 milhões

Para travar a destruição de emprego resultante da quebra de atividade, o Governo simplificou o lay-off. De outro modo, 77% das empresas beneficiárias deste apoio teriam diminuído mais o número de postos de trabalho, estima o Banco de Portugal.  Entre Março e Agosto, a pandemia destruiu 167 mil empregos, mas o impacto seria bem maior sem as medidas adotadas, designadamente o lay-off simplificado. Só esta medida e o apoio extraordinário à retoma progressiva da atividade custaram até Agosto cerca de 822 milhões de euros dos cofres públicos.

Dívida atinge máximo histórico e défice volta a valores de 2014

Em ano de pandemia, o Governo estima que a dívida pública aumente para um valor recorde de 133,8% do Produto Interno Bruto (PIB), interrompendo a tendência de descida iniciada em 2016. O Governo prevê para este ano um défice de 7,0%, acima dos 6,3% apontados no Orçamento do Estado Suplementar, mas em linha com a revisão anunciada em julho pelo ministro das Finanças. O novo valor, reportado na nota do Procedimento dos Défices Excessivos — 2.ª Notificação 2020, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), incorpora as alterações ao Orçamento Suplementar, com impacto na despesa e na receita devido à pandemia de covid-19.

Carga fiscal revista em baixa para 34,7%, mas mantém-se a mais alta de sempre

Segundo o INE, a carga fiscal foi em 2019 de 34,7% do PIB, inferior em uma décima aos 34,8% previstos em Março, mas mantendo-se como a mais elevada de sempre. O INE também reviu em baixa a carga fiscal de 2018, dos anteriores 34,8% para 34,7%. Apesar destes ajustamentos não há na série divulgada pelo INE, que recua a 1995, registo de ano em que a carga fiscal tenha atingido um valor tão alto.

Lufthansa avança com novos cortes

O grupo aéreo Lufthansa anunciou que vai eliminar mais empregos e reduzir em 150 aviões a dimensão da sua frota porque a recuperação “tem sido mais lenta do que esperado”, após a paralisação causada pela pandemia. A Lufthansa indicou que quer reduzir a sua frota, que tem um total de 763 aviões, em 150 aparelhos até 2025, quando até agora previa prescindir de 100 aviões. A companhia, que perde atualmente cerca de 500 milhões de euros por mês, considerou que a redução da sua frota vai levar a “um aumento” dos postos de trabalho “excedentários”, depois de já ter anunciado que pretendia eliminar 22 mil empregos. No quarto trimestre, o grupo Lufthansa, que detém a Swiss, Austrian Airlines e a Brussels Airlines, espera agora que a oferta represente entre 20% e 30% do nível que tinha na mesma altura do ano passado, quando inicialmente apontava para 50%.

Taxa de poupança das famílias aumenta para 10,6% no segundo trimestre

A taxa de poupança das famílias aumentou 3,1 pontos percentuais para 10,6% no segundo trimestre deste ano refletindo sobretudo a redução do consumo privado resultado da pandemia de covid-19. No conjunto do ano passado, a taxa de poupança das famílias foi de 7,2% do rendimento disponível, mais 0,2 pontos percentuais do que em 2018 e uma revisão em alta face ao valor divulgado em Março.