Contribuintes adiam entrega ao Estado de €1.321 milhões em impostos

Mais de 94 mil contribuintes aderiram à flexibilização do pagamento de alguns impostos, uma possibilidade dada pelo Governo no âmbito das medidas fiscais de resposta à pandemia. O regime excecional e temporário de cumprimento de obrigações fiscais teve a adesão de 94.066 contribuintes, dos quais 73.525 são empresas, 78% do total, indicou ao Expresso o Ministério das Finanças. Ao todo, o valor do IVA (mensal ou trimestral) e das retenções na fonte de IRS e de IRC que estão a ser liquidados faseadamente ascende a 1.321 milhões de euros.

Apoio à retoma atrai 1268 empresas

O regime de apoio à retoma, que substituiu o layoff simplificado no início de Agosto, atraiu 1268 empresas nos primeiros 15 dias. Em período idêntico, o layoff simplificado registou o triplo da adesão: 3361 empresas. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que as empresas que aderiram ao regime da retoma progressiva representam um universo de cerca de 11 mil trabalhadores. Estas 1268 empresas ficam muito abaixo das 6376 empresas que optaram pelo incentivo extraordinário à normalização da atividade empresarial, com um “cheque” por cada trabalhador segurado após o layoff. Cerca de 92 mil trabalhadores foram abrangidos pelas medidas de apoio ao emprego que entraram em vigor em Agosto.

Em seis meses, pandemia destrói quase metade do emprego criado em seis anos na Zona Euro

O impacto económico da pandemia originou a perda de 4,996 milhões empregos entre os 19 países que compõe a Zona Euro, nos primeiros seis meses deste ano. Quase metade dos cerca de 12 milhões de postos de trabalho que foram acumulados desde a crise de dívida soberana, nos últimos seis anos. Desde o segundo trimestre de 2014, quando o emprego da região começou a dar sinais de retoma dos resquícios da crise de dívida dos países do Sul da Europa – que levou à explosão das taxas de juro nos países da chamada periferia – a região foi capaz de criar 12,161 milhões de novos empregos até ao final do ano passado.

Layoff sobe custos nas empresas

Menos horas trabalhadas aumentaram 13,5% o custo do trabalho no segundo trimestre. A forte redução nas horas trabalhadas devido ao layoff simplificado fez o Índice de Custo do Trabalho aumentar 13,5% no segundo trimestre deste ano face ao período homólogo. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), “esta evolução resultou da conjugação do decréscimo de 0,7% no custo médio por trabalhador com a redução de 12,2% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador”. O INE realça que “o decréscimo das horas trabalhadas foi transversal a todas as atividades económicas analisadas. Os custos do trabalho por cada hora trabalhada, sofreram também um aumento de 15,2% e 5,4%, respetivamente, entre Abril e Junho deste ano, “tendo estas variações sido significativamente mais acentuadas que as observadas no trimestre anterior (7,7%, 7,6% e 8,1% respetivamente), exceto para os outros custos”.

Banco de Fomento empresta a partir de outubro

Instituição para apoio a empresas arranca com capital social de 255 milhões de euros. O Banco Português de Fomento (BPF), que apoiará as empresas na resposta à crise provocada pela pandemia, deverá estar a funcionar em Outubro. O foco será o crédito às empresas, assentando sobretudo no dinheiro vindo dos fundos comunitários e das linhas de crédito do Banco Europeu de Investimento nos próximos anos. À lista de competências junta-se a “gestão do sistema de garantias de Estado” associadas às linhas de crédito bem como os apoios à exportação e internacionalização das empresas nacionais.

Lay-off simplificado leva custo do trabalho a subir 13,5% no segundo trimestre

Portugal registou um acréscimo homólogo do índice de custo do trabalho superior à média da União Europeia, que é de 6,5%. “Esta evolução resultou da conjugação do decréscimo de 0,7% no custo médio por trabalhador com a redução de 12,2% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador”, explica o INE. As duas principais componentes dos custos do trabalho por hora efetivamente trabalhada – custos salariais e outros custos – aumentaram 15,2% e 5,4%, respetivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o INE, Portugal registou um acréscimo homólogo do ICT superior à média da União Europeia, que é de 6,5%. No primeiro trimestre de 2020, o ICT tinha crescido 7,7%