Novo lay-off reduz encargos do Estado e cortes salariais

O primeiro-ministro apresentou uma reformulação do lay-off para as empresas que retomem a actividade: novo mecanismo vai depender da facturação e apoios serão pagos em função das horas não trabalhadas, acabando por reduzir custos para o Estado e trabalhador. Após semanas de suspense sobre a solução transitória para o regime de lay-off, o primeiro-ministro anunciou um modelo que procura agradar a gregos e troianos. Respondendo às exigências das confederações patronais.

Moratórias alargadas, reforço das linhas de apoio e garantias para seguros crédito

O governo aprovou o prolongamento das moratórias de crédito até Março de 2021 como já se antevia, reforça o montante dos apoios às linhas até ao montante dos 13 mil milhões de euros já aprovado por Bruxelas vai criar uma linha de 2 mil milhões de euros para os seguros de crédito. A adesão ao regime das moratórias depende do pedido das famílias e empresas e como tal estas terão de dar indicação de que o querem prolongar, avisando o banco. Foi criada uma linha de 2 mil milhões de euros para responder à necessidades das empresas que precisam de seguros de crédito quer para exportar quer para fazer transacções no mercado nacional.

Bazuca reforçada com mais 600 mil milhões de euros

O Banco Central Europeu (BCE) reforçou o seu programa de emergência de compra de activos públicos e privados (PEPP) em 600 mil milhões de euros, alargando para 1350 mil milhões de euros o mecanismo para combater os efeitos da pandemia na economia da Zona Euro, tendo ainda decidido não mexer nos juros de referência. Estes 600 mil milhões de euros adicionais à semelhança dos 750 mil milhões do pacote inicial poderão ser utilizados, até Junho de 2021, com o BCE a acrescentar seis meses ao prazo inicial que terminava no final deste ano, para a aquisição de todas as categorias de títulos de dívida elegíveis ao abrigo do programa do banco central.

Alojamento e restauração isentos do pagamento por de IRC, sem necessidade de demonstrar quebra de facturação

O Turismo tem sido um dos sectores mais afectados pela crise gerada pela pandemia Covid-19. Por isso, do Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) constam algumas medidas de excepção para o sector. Uma dessas medidas é a isenção do pagamento por conta de IRC até Dezembro, sem necessidade de fazer demonstração de quebra de facturação superior a 40%. As empresas do alojamento e da restauração têm imediatamente o tratamento das empresas que registem uma quebra de facturação superior a 40%”. Esta medida vai constar do Orçamento Suplementar.

Pandemia põe em risco quase um milhão de empregos no curto prazo

Quase um terço do mercado privado de emprego pode estar em risco devido à pandemia de covid-19, segundo um estudo realizado pelo Centro de Economia para a Prosperidade (Prosper) da Universidade Católica. Ao impacto directo que pode chegar a 700 mil postos de trabalho – paralisados pela crise, incompatíveis com teletrabalho e passíveis de robotização –, os investigadores somam até 245 mil que dependem indirectamente, chegando à estimativa total de 945 mil trabalhadores. Os novos desempregados estão escondidos entre a população inactiva e que, não fosse este efeito, a taxa estaria agora na casa dos 8%.

Pandemia do coronavírus provoca recessão “fulminante” na economia portuguesa

Aumento do défice, queda do PIB e desemprego a passar os 10%. Conselho de Finanças Públicas diz que é essencial proteger o emprego e o rendimento das famílias portuguesas. Recessão “fulminante”, incerteza extrema e “choque negativo sem precedentes”. O Conselho de Finanças Públicas não poupou nas palavras para descrever os efeitos da pandemia num documento, em que antecipa o comportamento da economia portuguesa até 2022.