Viabilização de empresas com novo processo

O Governo quer criar um processo extraordinário de viabilização de empresas, de carácter excepcional e temporário, desde que as firmas demonstrem que ainda são susceptíveis de viabilização, segundo o Programa de Estabilização Económica e Social. Este processo, “pode ser utilizado por qualquer empresa que, não tendo pendente um processo especial de revitalização, se encontre em situação económica difícil ou em situação de insolvência iminente ou actual em decorrência da crise económica provocada pela pandemia da doença covid-19, desde que a empresa demonstre que ainda é susceptível de viabilização”.

Novo regime de lay-off

O novo regime de lay-off que aumenta o salário dos trabalhadores face ao regime simplificado, com as empresas a comparticiparem mais no vencimento que é pago e o Estado a reduzir o custo, além de chamar de novo as empresas a financiarem a Segurança Social através da Taxa Social Única (TSU). E, afinal, as grandes empresas vão ter ainda isenção de 50% da TSU. Se as empresas conseguirem criar nos três meses seguintes ao final da concessão do apoio emprego líquido face aos três meses homólogos, “fica isenta de pagamento de contribuições para a Segurança Social pelo período de dois meses na proporção do ganho de emprego desde que mantenha esse ganho de emprego por um período de seis meses”, ou seja, há um duplo benefício para o empregador.

Consumo de electricidade indica queda do PIB de 20%

Mês de Abril terá sido o mais castigado com a crise pandémica. Primeiros dias de Junho apontam para um recuo da economia acima de 16%. A queda da actividade económica em Portugal devido à crise da pandemia de covid-19 terá andado muito perto dos 20% nos meses de maior confinamento com a paragem quase total da economia. O consumo de energia (electricidade e gás natural) é um indicador muito fidedigno – apesar de imperfeito – que traduz de forma muito próxima à realidade o andamento da economia de um país. E a sensibilidade destas variáveis ao comportamento dos agentes económicos permite aferir em que sentido está a avançar ou recuar o produto.

Turismo com 86 milhões de euros para eventos e promoção de rotas aéreas

O Turismo de Portugal terá disponíveis 86 milhões de euros para promoção de rotas aéreas, organização de eventos e extensão do apoio a microempresários, de acordo com o Programa de Estabilização Económica e Social. A acção visa “a valorização e divulgação da oferta turística nacional dirigida aos canais de distribuição nos diversos mercados emissores, mediante a realização de campanhas de marketing de destinos regionais”, refere o Executivo. O Programa contempla uma verba adicional de seis milhões de euros para devolução do IVA pago pelos organizadores de congressos, feiras, exposições, seminários, conferências e similares.

Governo mantém borla na TSU até Setembro

Novo regime de layoff vai custar 713 milhões de euros e proíbe despedimentos ou pagamento de dividendos. Afinal, o Governo vai manter parte da isenção da Taxa Social Única (TSU) às grandes empresas até ao final de Setembro. O novo regime que substitui o layoff simplificado partir do final de Julho, e que custará 713 milhões de euros, permite que as empresas de maior dimensão e que mantenham quebras de facturação superiores a 40% só paguem 50% das contribuições nos meses de Agosto e Setembro.

Apoio ao emprego na retoma

 •Layoff simplificado até ao fim do mês de Julho.

•Após Julho, criação de 3 mecanismos alternativos:

1. As empresas que permanecem encerradas por determinação do Governo continuam a poder beneficiar do regime de layoff simplificado;

2. As empresas que tenham uma quebra de facturação entre 40% e 60% ou superior a 60% podem beneficiar, entre Agosto e até ao final de 2020, de um mecanismo de apoio à retoma progressiva;

3. As empresas que tenham beneficiado do regime de layoff podem agora beneficiar de um incentivo financeiro extraordinário à normalização da actividade empresarial, escolhendo uma de duas modalidades: 1 SMN one-off ou 2 SMN ao longo de 6 meses