Consumo e rendimento das famílias na UE e zona euro recuam

O consumo e o rendimento das famílias por habitante recuaram, no quarto trimestre de 2020, tanto na zona euro quanto na União Europeia (UE), segundo dados divulgados pelo Eurostat. Na zona euro, o rendimento ‘per capita’ diminuiu 2,9%, após um aumento de 12,4% no trimestre anterior e face a um recuo homólogo de 0,3%. Por seu lado, o rendimento familiar real por habitante recuou 0,8% no quarto trimestre de 2020, após um aumento de 4,2% no período anterior e uma quebra de homóloga de 0,5%. Na UE, o consumo real das famílias ‘per capita’ diminuiu 2,7% no quarto trimestre de 2020, face ao aumento de 11,7% no anterior e à diminuição de 0,3% no período homólogo.

Receita fiscal com quebra homóloga de 1.057 ME

A receita fiscal caiu 1057 milhões de euros até Março, recuando 10,1% face ao mesmo período de 2020, segundo a Direção-Geral do Orçamento, sendo este o terceiro mês consecutivo com uma quebra homóloga a dois dígitos. No que diz respeito à receita fiscal líquida do subsetor Estado acumulada até Março de 2021, regista-se uma redução significativa, de 1057,1 milhões de euros (-10,1%), face ao primeiro trimestre de 2020. A justificar a quebra da receita fiscal está o comportamento da generalidade dos impostos indiretos e também dos diretos, com o IRS a apresentar a única variação homóloga positiva (0,7%). O valor arrecadado pelo Estado ascendeu aos 9411,7 milhões de euros até Março.

Época balnear regressa às datas pré-pandemia

Volta a haver semáforos para ocupação. Distanciamento físico no areal e entre mesas nas esplanadas serão obrigatórios. Cascais e Albufeira abrem a 15 de Maio e Norte a 12 de Junho. A época balnear vai começar este ano a 15 de Maio e estende-se até final de Outubro, à semelhança do que ocorria em anos anteriores à pandemia. No ano passado, começou a 6 de Junho, enquanto no ano anterior, pré-pandemia, a 1 de Maio. Os semáforos que ditam a ocupação nas praias vão regressar e o distanciamento físico entre grupos no areal e entre mesas nas esplanadas também serão obrigatórios.

Parlamento Europeu aprova certificado de vacinação

O Parlamento Europeu aprovou a proposta para a criação de um “certificado verde digital”, visando facilitar a liberdade de circulação na União Europeia. A medida deverá entrar em vigor até ao Verão. Em causa está a proposta legislativa apresentada pelo executivo comunitário em meados de Março para a criação de um certificado digital para comprovar a vacinação, testagem ou recuperação da covid-19, um documento bilingue e com um código QR (para ser facilmente lido por dispositivos eletrónicos) que deve entrar em vigor até junho para permitir a retoma da livre circulação na UE no verão. Igualmente aprovada pelos eurodeputados foi a posição relativa à proposta da Comissão Europeia para que cidadãos europeus residentes em países terceiros sejam abrangidos por este certificado, com 540 votos a favor, 80 contra e 70 abstenções.

Sines recebe investimento até €3,5 mil milhões em megacentro de dados

Investimento de potencial interesse nacional vai criar 1200 postos de trabalho qualificados e pode colocar Portugal no centro da rede de dados europeia. A Start Campus, empresa detida pelos norte-americanos Davidson Kempner (DK) e pelos britânicos Pioneer Point Partners (PPP), vai investir até €3,5 mil milhões na criação de um megacentro de processamento de dados sustentável em Sines. O Sines 4.0 vai ter capacidade até 450 megawatts (MW), o que o tornará um dos maiores centros de dados da Europa. O fundo DK foi um dos que compraram crédito malparado ao Novo Banco, tendo em 2019 comprado a carteira “Nata 2” com um desconto de cerca de 90%.

Pagamentos em atraso do Estado aumentam 134,3 milhões de euros

Os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 563,5 milhões até Março de 2021, traduzindo um aumento de 134,3 milhões de euros face ao mesmo período de 2020. Segundo a Síntese de Execução Orçamental divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), aquele valor representa um aumento de 67,3 milhões de euros face ao valor verificado no final do mês anterior. Para a evolução homóloga, contribuíram, sobretudo, os Hospitais EPE que registaram um aumento de 146,4 milhões de euros, atenuado pela diminuição de 23,6 milhões de euros na Administração Regional. O saldo orçamental das Administrações Públicas (AP) agravou-se em 2.358 milhões de euros no primeiro trimestre face ao mesmo período do ano passado, registando no final de Março um défice de 2.255 milhões de euros.