Receita fiscal do Estado aumentou 1.458,6 milhões de euros

A receita fiscal do subsector Estado aumentou 1.458,6 milhões de euros até Novembro, face ao mesmo período de 2018, num total de 41.315,5 milhões de euros, indica a Síntese de Execução Orçamental divulgada esta sexta-feira. Nos primeiros 11 meses do ano a receita fiscal líquida do subsector Estado registou um aumento de 1.458,6 milhões de euros (+3,7%) face ao período homólogo”, refere a Direcção-Geral do Orçamento (DGO) precisando que este resultado é maioritariamente explicado “pela evolução da receita do IVA, ISP e IRS”.

Estado com excedente orçamental de 546 milhões de euros

O excedente das administrações públicas atingiu 546 milhões de euros até Novembro, em contabilidade pública, uma melhoria de 1.131 milhões de euros face ao mesmo período de 2018, em resultado de um crescimento da receita de 4,5% e da despesa de 3,0%, tendo a despesa primária crescido 3,7%. O saldo até Novembro ainda não reflecte o pagamento do subsídio de Natal dos pensionistas, que ocorre em Dezembro, e a sua evolução em contabilidade pública beneficia de efeitos sem impacto no apuramento em contas nacionais, bem como de operações com efeito negativo apenas em contas nacionais no valor de 786 milhões de euros”, adiantam as Finanças.

Excedente da Segurança Social é quase o dobro do previsto

O excedente da Segurança Social atingiu em Novembro 3,1 mil milhões de euros, quase duplicando o valor inicialmente previsto. O saldo global do subsector da Segurança Social atingiu o valor de 3.112,4 milhões de euros, superando o saldo homólogo em 36,7% (835,2 milhões de euros). Este resultado praticamente duplica o saldo previsto no Orçamento do Estado para 2019, que apontava para 1.664,5 milhões de euros. O aumento da receita continua a ser fortemente suportado pelo crescimento das contribuições e quotizações, que registaram um acréscimo homólogo de 8,7% (mais 1.302,9 milhões de euros face a Novembro de 2018).

Economia da Zona Euro volta a abrandar em 2020

A economia da Zona Euro deverá abrandar em 2020 pelo terceiro ano consecutivo, devido à instabilidade política, às tensões comerciais entre os Estados Unidos e os seus parceiros e a uma possível disrupção no sector automóvel. As previsões apontam para uma média de crescimento ligeiramente abaixo de 1%. As opiniões dos economistas, no entanto, andam em torno de um crescimento nulo, do lado mais pessimista, até a uma aceleração de 1,5% no próximo ano, na versão mais optimista.

Portugal vai continuar a envelhecer

Todas as projecções apontam para um envelhecimento da população portuguesa na próxima década. É o resultado de uma série de boas notícias. Mais complicado é desenhar políticas públicas que garantam que as pessoas vivam melhor. Esperava-se que as mulheres jovens acabassem por ter, em média, 2,75 filhos, previa-se que as pessoas não chegassem aos 70 anos. Estávamos em 1975, ano em que Portugal ganhou 347 mil pessoas só por causa das migrações.

Exportações insuficientes para superar crescimento do PIB

Governo vê a economia nacional a crescer 1,9% em 2020, mas instituições nacionais e internacionais estão menos optimistas. Exportações asseguram desempenho, com menor contributo interno no Produto Interno Bruto. Num intervalo que varia entre os 1,6% (FMI) e os 1,8% (OCDE), a Comissão Europeia, o Banco de Portugal e o Conselho de Finanças Públicas alinham estimativas e vêem o PIB a registar uma expansão de 1,7%. Para o governo, a estabilização do crescimento de 1,9% alicerça-se sobretudo num crescimento da procura externa que permite compensar o menor contributo do consumo interno.