Ministério Público trava 518 operações suspeitas de branqueamento de capitais

O Ministério Público recebeu entre Janeiro e Outubro 7.019 comunicações de operações suspeitas de branqueamento de capitais que deram origem a 518 decisões de suspensão de operações. Nestas decisões de suspensão das operações estavam envolvidos 751 milhões de euros, cerca de mil milhões de dólares norte-americanos e 560 mil libras esterlinas. Neste contexto, a eficácia do combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo” na perspectiva repressiva depende em larga medida da atenção dispensada a esta dimensão patrimonial do crime.

Carga fiscal em Portugal subiu para 35,4% do PIB em 2018

A carga fiscal em Portugal subiu dos 34,3% do PIB em 2017 para os 35,4% em 2018, o valor mais elevado desde 2000, acima da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). O rácio dos impostos pagos face ao Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal aumentou 1,0 pontos percentuais entre 2017 e 2018, um crescimento que foi de apenas de 0,1 pontos no conjunto dos países da OCDE neste período. Portugal ocupa a 16.ª posição da lista de 36 países da OCDE para os quais existem dados disponíveis, com um peso dos impostos mais elevado do que a média de 34,3% do PIB e do que países como Espanha (34,4%) ou o Reino Unido (33,5%). Os países com maior carga fiscal são a França (46,1%) e a Dinamarca (44,9%) e, do lado oposto da tabela, estão o Chile (21,1%) e o México (16,1%).

Portugal tem o 3º pior investimento público per capita da UE

Portugal regista o terceiro pior investimento público médio anual per capita da União Europeia quando o montante investido entre 2016 e 2019 é dividido pela população. Só na Roménia e na Bulgária tem um desempenho pior do que o português. O investimento público concretizado pelo Estado português desde 2016 não chega para atingir uma média anual de €350 por habitante.

Fisco detecta mais 921 contribuintes particulares de elevado rendimento

Os processos de troca de informação e reporte de saldos de contas permitiram à AT detectar mais 921 contribuintes particulares de elevado rendimento aumentado para quase dois mil este universo. Com a troca de informação automática que nós tivemos, com as informações como por exemplo o reporte de saldos bancários, o cadastro individual de contribuintes de elevada capacidade, acrescentou aos 758 que existem actualmente, mais 921.

Taxa de desemprego recua em Outubro na zona euro e União Europeia

De acordo com o gabinete estatístico europeu, em Outubro, a taxa de desemprego recuou, na zona euro, para os 7,5% – a mesma de Agosto, quando atingiu um novo mínimo desde Julho de 2008 -, face aos 8,0% homólogos e aos 7,6% de Setembro. Na UE, o desemprego fixou-se nos 6,3%, estável na comparação com o mês anterior, mas abaixo dos 6,7% de Outubro de 2018. As menores taxas de desemprego foram registadas na República Checa (2,2%), Alemanha (3,1%) e Polónia (3,2%), enquanto as mais altas se observaram na Grécia (16,7% em agosto) e Espanha (14,2%). Em Portugal, a taxa de desemprego fixou-se nos 6,5% em Outubro, estável face a Setembro e abaixo dos 6,6% do mês homólogo.

Inflação anual da zona euro aumenta para 1% em Novembro

A taxa de inflação anual da zona euro avançou para os 1,0% em Novembro, face aos 0,7% de Outubro, e Portugal volta a valores positivos (0,2%) segundo uma estimativa rápida divulgada pelo Eurostat. Na zona euro contribuiu principalmente o sector da alimentação, álcool e tabaco, que viu subir a inflação anual em 2%, face aos 1,5% de Outubro, seguindo-se o dos serviços (1,9%, face aos 1,5% de Outubro) e o dos bens industriais não energéticos (0,4%, que se compara com 0,3% do mês anterior). Para Portugal, o Eurostat prevê, em Novembro, uma taxa anual de 0,2%, voltando a terreno positivo depois de quatro meses de inflação negativa.