OCDE corta crescimento da economia mundial para 2,9%

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento projecta um crescimento do PIB mundial de 2,9% no próximo ano e da zona euro de 1,2%. Instituição alerta para a necessidade de acções políticas “imediatas” para diminuir a incerteza internacional e aumentar a resiliência contra os riscos. Para este ano, a OCDE prevê um crescimento de 1,9%, enquanto em 2021 vê a economia a ter uma expansão de 3%. Já para a zona euro, a OCDE projecta um crescimento de 1,2% nos três anos em análise. A instituição insta os governos a agirem, considerando que “a perspectiva económica moderada e os crescentes riscos negativos exigem acções políticas imediatas para reduzir a incerteza”, de modo garantir apoio suficiente à procura, aumentar a resiliência contra riscos e fortalecer as perspectivas de padrões de vida a médio prazo

Turismo ajudou em 50% na subida do consumo em Portugal

Sector permite directa ou indirectamente criar riqueza equivalente a 17% do Produto Interno Bruto. Turismo está a ajudar a hotelaria. Os turistas britânicos, mais frequentes no Algarve, são quem mais gasta. Os turistas são responsáveis por mais de 50% do crescimento do consumo registado em Portugal desde a crise económica.

Impostos sobem

Segundo as projecções do Outono, o peso dos impostos e dos descontos para a Segurança Social deverá subir dos actuais 34,9% do produto interno bruto (PIB), valor que já era um máximo de sempre, para 35% em 2020. Bruxelas faz ainda uma projecção para 2021 (cenário de políticas constantes, sem medidas novas) e considera que a carga fiscal portuguesa pode bater um novo recorde, chegando aos 35,1% do PIB.

Carga fiscal vai continuar a bater recordes em 2020 e 2021

Governo já disse que não quer abdicar de receita fiscal. O alívio que fizer no IRS terá de ser compensado através de uma “transferência progressiva da carga fiscal sobre o trabalho para a poluição e o uso intensivo de recursos”. Seja qual for a medida usada, a Comissão Europeia (CE) indica que a carga fiscal portuguesa vai continuar a bater recordes no próximo ano e seguinte. Isto é, a receita em impostos e contribuições vai continuar a crescer mais rápido do que a economia. O governo e o ministério das Finanças dizem que não: prevêem uma descida da carga fiscal.

Aumento da receita é mérito da economia

A receita fiscal cresceu 4,4%, com destaque para o aumento do IVA em 7,3%” e que “esta evolução positiva ocorre apesar da redução das taxas de vários impostos, tais como o IRS (aumento do número de escalões e do mínimo de subsistência), o IVA (diminuição da taxa de vários bens e serviços) e o ISP (redução da taxa aplicada à gasolina em 3 cêntimos)”. “Temos tido um aumento de 9% de contribuições da Segurança Social porque tivemos o recorde da criação de emprego” e esse aumento da receita “é o que explica este aumento da carga fiscal”.

Governo ultima medidas para restringir a rega no Algarve

Os ministérios do Ambiente e da Agricultura analisam medidas restritivas ao uso de água, concretamente por parte dos regantes. Esta é a segunda vez que aquela comissão, que junta representantes de oito ministérios, reúne este ano, tendo como pano de fundo o agravamento da seca meteorológica, sobretudo no Sul. A situação mais preocupante é a que se vive no Algarve, concretamente no sotavento, que viu a seca extrema agravar-se, no mês passado, quase um ponto percentual, para 4,3%. A 31 de Outubro, mais de um terço do território estava em situação de seca severa e extrema, com especial impacto no Sul, tendo a Região Norte registado um desagravamento.