Exportações sobem 5,8% e importações 13,2% em Setembro

As exportações de bens aumentaram 5,8% e as importações subiram 13,2% em Setembro face ao mesmo mês de 2018, recuperando da quebra de 4,5% registada em ambos os fluxos em Agosto. Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), “destacam-se os acréscimos nas exportações e importações de ‘material de transporte’ (+19,8% e +30,1%, respectivamente) e nas importações de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+40,4%)”. Excluindo os “combustíveis e lubrificantes”, em Setembro as exportações aumentaram 7,2% e as importações cresceram 10,3% (-0,1% e +4,0%, respectivamente, em Agosto de 2019).

Salário médio sobe para 1220 euros brutos. Saiba quanto paga cada sector

Profissionais ligados ao sector energético recebem em média 2652 euros brutos mensais. Os seguros e a Banca são dos sectores que melhor pagam aos seus trabalhadores. Os salários brutos dos trabalhadores portugueses, entre os que estão ao serviço do Estado e os do sector privado, subiram em média 35 euros até Setembro, face ao igual período do ano passado. Um crescimento de 3%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos práticos os trabalhadores portugueses passaram a levar para casa em média, 1220 euros, contra os 1185 euros que recebiam em 2018.

Zona Euro “perto da estagnação” em Outubro

O indicador da IHS Markit para o andamento da economia da Zona Euro antecipa que haja uma contracção no quarto trimestre. O PMI compósito – que mede a actividade da indústria e dos serviços – fixou-se em 50,6 pontos em Outubro, ligeiramente acima dos 50,1 pontos fixados em Setembro. Apesar da melhoria, este número continua a ser um dos mais baixos em mais de seis anos e a economia da Zona Euro mantém-se “perto da estagnação” há dois meses. A linha dos 50 pontos diferencia o crescimento (acima de 50) da contracção (abaixo de 50) da economia. Neste momento, o crescimento dos serviços ainda é demasiado fraco para conseguir compensar a forte desaceleração na indústria e a queda geral da actividade económica na Alemanha.

Dívida pública aumentou para 252,3 mil milhões

Governo pretende atingir uma meta de 118,6% este ano. A dívida pública portuguesa subiu para os 252,3 milhões de euros no mês de Setembro face ao mês de Agosto. Regulador informa que “para este aumento contribuiu essencialmente o aumento das responsabilidades em depósitos, parcialmente compensado pela diminuição dos títulos de dívida e dos empréstimos”. Já no que diz respeito aos activos em depósitos das administrações públicas, estes registaram um aumento de mil milhões de euros, factor pelo qual a dívida pública líquida de depósitos registou em Setembro uma diminuição de 0,7 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando os 232,4 mil milhões de euros.S

Salários começam a cair no centro e no Algarve

Recuperação do salário médio líquido nacional fraqueja e sobe apenas 2%, ritmo mais baixo em 2 anos e meio. Emprego perde gás desde o início de 2018. O Algarve, onde trabalham 220 mil pessoas, também já começou a ressentir-se da compressão salarial. O mercado de trabalho português está a enviar sinais contraditórios. A taxa de desemprego total caiu para 6,1% da população activa no terceiro trimestre deste ano, o valor mais baixo em 16 anos e a taxa de desemprego jovem também aliviou ligeiramente para 17,9%. Mas a que preço isto acontece? Há já regiões do país, como o centro e o Algarve, que sofrem reduções ao nível dos respectivos salários médios nestes três meses, que costumam ser marcados pelo ressurgimento dos empregos de Verão e ligados a um maior fluxo do turismo (Julho a Setembro).

Salários evoluem acima da média nacional em Porto e Lisboa

Os dados desagregados indicam que a região norte (com 1,7 milhões de trabalhadores) teve o maior reforço do salário médio (mais 3,3%, para 854 euros líquidos neste terceiro trimestre), logo seguida da Grande Lisboa, onde o ordenado médio obteve um ganho de 3,1% (até 1064 euros mensais). A área metropolitana da capital tem, actualmente, 1,3 milhões de trabalhadores. A subida homóloga do emprego foi essencialmente explicada pelo aumento de 3,1% no número de contratos sem termo, que agora abrangem quase 3,3 milhões de pessoas. O INE alerta que mais de metade dos desempregados (52,4%) estão há procura de trabalho há um ano ou mais. Há agora 169,3 mil desempregados “de longa duração”.