Endividamento da economia aumenta

No total, o endividamento da economia – sector público e privado, excluindo o sector financeiro – aumentou 400 milhões de euros em Agosto, face ao mês anterior, fixando-se em 724 mil milhões de euros. A subida deveu-se ao maior endividamento do sector público. Do valor de endividamento total, o sector público é responsável por 319,8 mil milhões de euros, cabendo ao sector privado um montante de 404,2 mil milhões de euros. Face ao mês de Agosto de 2018, o endividamento da economia subiu 1417 milhões de euros. No caso das empresas privadas, o endividamento caiu 200 milhões de euro em Agosto.

O Algarve Litoral tornou-se uma grande dor de cabeça para o governo

A concessão Algarve Litoral tornou-se no primeiro dossiê delicado que o governo terá de resolver. Banca e consórcio construtor exigem indemnizações. No Parlamento, o ministro já admitiu resgatar a concessão. Após o chumbo do Tribunal de Contas (TdC), a concessão da Infra-estruturas de Portugal (IP) tornou-se um enredo de litígios e hostilidades. Segundo o TdC a avaliação sobre o Algarve Litoral pode contaminar outros contratos já renegociados, designadamente da Transmontana e do Baixo Alentejo. O consórcio Rotas do Algarve Litoral (RAL) que detém a subconcessão já avisou a IP a intenção de rescindir o contrato que considera ser inviável, após o chumbo do TdC. No processo de arbitragem a concessionária da Algarve Litoral exige à IP 445 milhões de euros de indemnização.

Risco de pobreza – Portugal em linha com UE

A percentagem de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social em Portugal em 2018 (21,6%) está em linha com a média da União Europeia (UE) (21,7%). Esta avaliação foi feita com base em três critérios: estar em perigo mesmo sendo beneficiária de subsídios sociais (16,9% na UE e 17,3% em Portugal), existir risco de privação material severa (5,8% na UE e 6% em Portugal) e viver viviam em agregados familiares com baixa intensidade de trabalho (9% na UE e 7,2% em Portugal). Quanto aos restantes Estados-membros, sete tinham, em 2018, mais de um quarto da população em risco de pobreza: Bulgária (32,8%), Roménia (32,5%), Grécia (31,8%), Letónia (28,4%), Lituânia (28,3%), Itália (27,3%) e Espanha (26,1%). Os países com menor taxa eram a República Checa (12,2%), Eslovénia (16,2%), Eslováquia (16,3%, segundo dados de 2017), Finlândia (16,5%), Holanda (16,7%), Dinamarca e França (17,4% cada) e Áustria (17,5%).

Franceses continuam a liderar compra de casas em Portugal

Franceses foram os que mais compraram casas em Portugal no primeiro semestre deste ano. Segue-se o Reino Unido, Brasil, Alemanha e China. As compras francesas representam 21%. Seguem-se o Reino Unido e o Brasil, ambos com a mesma representatividade (18%), a Alemanha (9%) e a China (7%). No que diz respeito ao investimento britânico, apesar das dúvidas que ainda existem sobre o Brexit, o responsável considera que este mercado vá manter a sua representatividade. As tipologias mais procuradas são os T3, com 46%, seguindo-se os T2 (37%) e os T1 (15%). Em termos de representatividade, nos primeiros seis meses deste ano, o investimento estrangeiro representou cerca de 16% do total das transacções.

Actividade económica aumenta, clima económico diminui

O indicador de actividade económica, disponível até Agosto, registou um ligeiro aumento em Portugal. Já o indicador de clima económico, disponível até Setembro, diminuiu. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na Síntese Económica de Conjuntura e revelam ainda que o indicador quantitativo do consumo privado também desacelerou em Agosto, “reflectindo um contributo positivo menos expressivo da componente de consumo corrente, tendo o consumo duradouro apresentado um contributo nulo”.

Inflação baixa

No que diz respeito ao Índice de Preços no Consumidor (IPC), este apresentou uma variação homóloga negativa de 0,1% em Setembro, uma taxa que foi idêntica à do mês anterior. Observou-se ainda, explica o gabinete de estatística, uma variação também negativa de 0,7% na componente de bens (idêntica à do mês anterior) e de 0,8% na de serviços nos meses de Agosto e Setembro. Na Área Euro, indicador de confiança dos consumidores aumentou, ao contrário do que aconteceu com o indicador de sentimento económico que diminuiu. Os dados são referentes ao mês de Setembro.