Depósitos bancários atingem valor recorde

Os depósitos bancários atingiram em Junho o valor mais elevado de sempre (268 mil milhões de euros), valor que representa um aumento de 2,8% em relação ao primeiro trimestre do ano. Importa ainda salientar que neste período o Rácio de NPL diminuiu para os 8,3%. Significa que os bancos já reduziram em mais de metade (27 mil milhões de euros) o valor bruto destes activos face ao máximo atingido em Junho de 2016. Este esforço é ainda mais significativo se considerarmos o valor de NPL (malparado) líquido de imparidades. Face ao máximo histórico de Dezembro de 2015, o valor de NPL líquido de imparidades registou uma descida de 62%, situando-se agora nos 11,2 mil milhões de euros”, frisa a APB.

Novas regras facilitam apoio no desemprego

O acesso ao subsídio social de desemprego vai ser simplificado. A partir do dia 1 de Novembro, bastará que o trabalhador tenha quatro meses de descontos para a Segurança Social, contra os actuais seis meses, para beneficiar deste apoio, de acordo com um decreto-lei publicado em Diário da República. O diploma determina ainda que a atribuição deste subsídio, que se destina sobretudo a famílias de baixos rendimentos, passe a contemplar também pessoas que tenham sido despedidas durante o período experimental ou quando cumpriam um contrato a prazo. Apenas podem beneficiar do subsídio social de desemprego as pessoas de agregados familiares com rendimentos mensais que não ultrapassem 348,61 euros (80% do indexante dos apoios sociais, que este ano foi fixado, pelo Governo, no valor de 435,76 euros).

Roubo de dinheiro pode ser deduzido ao IRC apenas em casos excepcionais

O roubo de valores em dinheiro pode ser usado pela empresa afectada como uma dedução ao lucro tributável desde que este tenha ocorrido em condições muito excepcionais, como o envolvimento de armas de fogo, esclarece o fisco. Na sequência de furtos, para que as perdas registadas possam ser aceites fiscalmente terão de verificar-se, precisa o fisco, “circunstâncias muito excepcionais, um roubo à mão armada, por exemplo” e ainda outras condições especificamente definidas para as situações de furto de valores monetários, nomeadamente, que este não possa ser atribuído a deficiências de controlo interno, que tenha havido participação às autoridades e que não seja atribuído a sócio ou dirigente da empresa, ou familiares dos mesmos.

Carga fiscal mantém-se nos 34,9% em 2019 e recua uma décima em 2020

A carga fiscal deverá manter-se nos 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 e baixar uma décima, para 34,8%, em 2020. Segundo dados provisórios do INE para 2018, conhecidos em Setembro, a carga fiscal, que inclui receita de impostos e contribuições efectivas fixou-se em 34,9%, contra a anterior previsão feita em Março, de 35,4% do PIB. No Projecto de Plano Orçamental para 2020 estima-se que a carga fiscal recue para 34,8% do PIB em 2020. No Programa de Estabilidade 2019-2023, apresentado em Abril, o Governo projectava uma carga fiscal de 35,1% em 2019 e 2020; de 35,0% em 2021 e 2022; e de 34,8% em 2023.

Governo faz revisão em baixa do défice orçamental

Para este ano, o Governo melhorou em uma décima a previsão para o défice, de 0,2% para 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). No Programa de Estabilidade 2019-2023, apresentado em Abril, o Governo estimou um défice de 0,2% do PIB este ano e um excedente de 0,3% em 2020. O Governo antecipa no Projecto do Plano Orçamental para 2020 que o rácio da dívida pública fique em 2019 e em 2020 em 119,3% e 116,3% do PIB, respectivamente, quando no Programa de Estabilidade apontava para 118,6% e 115,2%. O Governo estima que em 2023 este indicador atinja um nível muito próximo de 100%. Para atingir esse objectivo, todas as receitas extraordinárias devem continuar a ser alocados à redução da dívida pública.

Cerca de 14% da comida produzida no mundo é desperdiçada antes de chegar às lojas

Em todo o mundo, foram perdidos cerca de 400 mil milhões de dólares em comida, antes de ser sequer entregue nas lojas, de acordo com um relatório das Nações Unidas. Ásia, América do Norte e Europa são as regiões que mais desperdiçam. Cerca de 14% da comida produzida a nível mundial foi desperdiçada, em 2016, antes de chegar aos postos de venda. Desperdiçar comida significa uma grande pressão sobre o meio ambiente e uma utilização de recursos naturais desnecessária para a produzir.