Alterações climáticas vão pressionar mudanças nos impostos

A OCDE refere que em 2019, face aos anos anteriores, houve menos países a levarem a cabo reformas fiscais, à excepção da Holanda, onde houve alterações significativas, bem como na Lituânia, Itália e Polónia. Porém, a OCDE sinaliza que os desafios futuros – onde se incluem as previsões de crescimento económico mais fraco em alguns países, bem como as desigualdades em termos de rendimento e de bem-estar, além das mudanças na própria natureza do trabalho e as alterações climáticas – vão, necessariamente, levar a mudanças mais arrojadas das políticas fiscais, em conjunto com outras reformas estruturais.

Portugal é dos países da OCDE onde a carga fiscal mais subiu desde a crise

O peso dos impostos na economia portuguesa continua acima de valores pré-crise. Entre 2007 e 2017, a carga fiscal subiu de 31,8% do PIB para 34,7%. Este aumento, de 2,9 pontos percentuais, é dos maiores da OCDE, segundo um relatório agora divulgado. A carga fiscal cresceu na casa dos três pontos percentuais no Japão, Holanda, França, Eslováquia e Argentina. No México, a subida foi de 4,2 pontos (de 12% para 16,2% do PIB). E foi na Grécia que se verificou o maior aumento da carga fiscal: de 31,2% para 39,4% do PIB. Olhando para os países da OCDE, a carga fiscal média atingiu um novo recorde em 2017, ao subir de 34% para 34,2%.

Fisco analisa 11 benefícios fiscais

A análise é para que os deputados decidiam se os incentivos que terminam no final do ano se mantêm ou acabam mesmo. Há 11 benefícios fiscais de IRS, IRC, IVA e imposto de selo que caducam no final deste ano de 2019. Para que continuem a vigorar, o Parlamento tem de tomar uma decisão nos próximos meses. Nesse sentido, o ministério das Finanças já pediu ao fisco para começar a fazer a avaliação técnica individual de cada incentivo.

Código do Trabalho: a lei que dividiu a geringonça entra em vigor em Outubro

As alterações ao Código do Trabalho foram publicadas em Diário da República. É o culminar de um longo processo. Os contratos de trabalho temporário terão um limite máximo de seis renovações. Empresas ficam obrigadas a informar o trabalhador temporário do motivo para a celebração do contrato e, em caso de violação das regras, terão de integrar os trabalhadores. Os contratos de muito curta duração serão alargados dos 15 para os 35 dias e generalizados a todos os sectores. Para isso basta que as empresas comprovem um acréscimo excepcional, decorrente por exemplo de efeitos de sazonalidade. O aumento do número mínimo de horas de formação, das actuais 35 para as 40 horas anuais, foi aprovada. O limite máximo dos contratos a termo reduz dos três para os dois anos e os contratos podem ser renovados até três vezes.

Ouro. Preço da onça acima de 1400 euros, novo máximo histórico

O preço da onça de ouro continua a subir, fechando num novo máximo histórico de 1413,46 euros e mantém-se acima da linha dos 1400 euros. Considerado um activo seguro de refúgio em períodos de aumento de pânico financeiro, o preço do metal precioso amarelo em euros subiu 26% desde final do ano passado.

Portugal está mais competitivo no sector do turismo e alcança primeiro lugar em duas categorias

Esta é a posição mais elevada de sempre, sendo que desde 2013 Portugal já subiu oito posições, uma vez que nesse ano se encontrava posicionado em 20º lugar. No Relatório de Competitividade no Turismo de 2019 do Fórum Económico Mundial, Portugal atingiu o 12º lugar no ranking de competitividade, em termos mundiais. Portugal conseguiu o primeiro lugar nos indicadores de ‘oferta turística’ e das ‘infra-estruturas turísticas’. Esta é a primeira vez que o país consegue a liderança mundial em dois indicadores, que avalia a qualidade da oferta turística, tendo ficado à frente de países como Áustria, EUA e Espanha.