Estado arrecadou mais de 20 mil milhões de euros em impostos

A síntese de execução orçamental mostra que, no primeiro semestre deste ano, o Estado arrecadou mais 1.420,7 milhões de euros em impostos do que em igual período do ano anterior. Ao todo, nos primeiros seis meses do ano, o Estado arrecadou 20.118,5 milhões de euros de receita fiscal, o que representa um aumento de 7,6%. Os impostos directos registaram uma subida homóloga de 3,9%, refere a DGO. Este valor é explicado pelo acréscimo de 4,7% do IRC e de 3,7% do IRS, numa atura em que o reembolso de IRS relativo a 2018 já estabilizou. No final de Junho, o valor do reembolso do IRS totalizava 2.588 milhões de euros, o que representa um aumento de 117,4 milhões de euros face ao período homólogo.

Voaram 30 mil milhões para ‘offshores’ em apenas três anos

Valor transferido para ‘offshores’ subiu 67% entre 2016 e 2018, face aos três anos anteriores. Suíça, Hong Kong e Emirados são destinos mais comuns. Nos últimos três anos saíram de Portugal 30 mil milhões de euros para offshores. Um montante que equivale a mais de três vezes o orçamento do Serviço Nacional de Saúde e a 15% do PIB português. E que compara com os cerca de 18 mil milhões de euros que os bancos comunicaram ao Fisco relativos a transferências para paraísos fiscais, entre 2013 e 2015. As Finanças não avançam com qualquer justificação para o crescimento de 67% das transferências no ultimo triénio face aos três anos anteriores. Mas fiscalistas alertam: há cada vez mais particulares e empresas a utilizarem estas sociedades sediadas em territórios com tributação mais favorável.

Portugal foi o país da zona euro que mais compras fez por cartão em 2018

Portugal foi o país da zona euro que mais compras fez por cartão em 2018 em termos percentuais, com 70,5% dos pagamentos feitos por essa via. Relativamente a outros tipos de transacções, os pagamentos a crédito totalizaram 11,9% do total em 2018, uma descida de 0,3 pontos percentuais face a 2017. Já os débitos directos chegaram aos 9,7% do total de pagamentos em 2018, menos 1,4 pontos percentuais do quem em 2017. Em termos de pagamentos por dinheiro electrónico, atingiram o total de 2,9% em 2018, um aumento de 0,2 pontos percentuais face a 2017. Os pagamentos por cheque representaram 1,9% do total em 2018, menos 0,4 pontos percentuais do que em 2017.

Cartões bancários aumentam na zona euro

Em 2018 foram emitidos um total de 554 milhões de cartões bancários, o que representa um rácio de 1,6 cartões por habitante da zona euro (341 milhões de habitantes). Em média, as pessoas da zona euro gastaram 44 euros por transacção através de cartão, já que o número de operações aumentou 13% para 41,4 mil milhões, que totalizaram 1,8 biliões de euros. O relatório do BCE indica também que o total de máquinas de multibanco na zona euro desceu 0,3% para 300 mil, o que representa perto de uma máquina por 1.126 pessoas. Neste indicador Portugal também está à frente, estando juntamente com a Áustria na liderança de países que mais máquinas automáticas têm em relação à população.

Trabalhadores com salário mínimo representam 7% do total do emprego criado

Nos primeiros quatro meses de cada ano, no período mais recente com criação significativa de emprego, tem vindo a reduzir-se progressivamente o peso dos trabalhadores com remuneração igual ao SMN no total do emprego criado em termos homólogos, de 69% em 2017 para 24% em 2018 e apenas 7% em 2019″, indica o relatório sobre os 45 anos do salário mínimo elaborado pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho. O número de trabalhadores a receber o SMN era, em Abril, de 755,9 mil de acordo com as declarações de remunerações à Segurança Social, representando uma descida de 1,6% face ao período homólogo (menos 12 mil trabalhadores).

Portugal ainda não actualizou leis nacionais sobre protecção de dados

Portugal é um dos três países da UE, a par com a Grécia e Eslovénia, que ainda não actualizou leis, apesar de já ter aprovado novas regras. A Comissão continuará a acompanhar a legislação dos Estados-membros a fim de assegurar que, sempre que especifiquem o RGPD nas leis nacionais, estas continuem a estar em conformidade com o regulamento e que as respectivas leis nacionais não resultem em sobre regulamentação”, vinca o executivo comunitário. Se necessário, a Comissão não hesitará em utilizar os instrumentos à sua disposição, incluindo os procedimentos de infracção, para garantir que os Estados-membros transponham e apliquem correctamente as regras”.