Desemprego atinge novos mínimos na zona euro

A taxa de desemprego atingiu um novo mínimo de 7,5% na zona euro em Junho e estabilizou na União Europeia (UE) em 6,3%. No que toca à média da UE, a taxa de desemprego fixou-se em 6,3%, mantendo-se inalterada face à percentagem registada em Maio deste ano e baixando relativamente a Junho de 2018, quando atingiu 6,8%. Em Portugal, a taxa de desemprego fixou-se em 6,7% em Junho deste ano, acima dos 6,6% verificados em Maio, mas abaixo dos 6,9% registados no mesmo mês do ano passado. As taxas de desemprego mais baixas registaram-se na República Checa (1,9%), Alemanha (3,1%), Hungria, Malta e Holanda (3,4% nos três países).

Fisco lança mega-operação a milhares de restaurantes, padarias, bares e cafés

A operação “Ementa turística” centra-se nas áreas de maior concentração de restauração, como os centros históricos, as zonas da baixa das cidades e zonas balneares, numa altura em que estão mais turistas em Portugal e que muitos portugueses estão também de férias. Em causa está a correcta aplicação do IVA, da fuga ao fisco e da utilização de software certificado. A AT pretende também recolher no terreno dados que permitam conhecer a dimensão e o modo de funcionamento da actividade desenvolvida pelo estabelecimento em causa, para “permitir uma monitorização subsequente e uma eficaz análise de risco para selecção para inspecção.

Cada português paga 4310 euros em impostos

Cada português pagou, em média, 4310 euros em impostos no ano passado. O valor é o mais elevado desde 1972, primeiro ano de registos. Cada português pagou 1919,70 euros em impostos directos, como o IRS, e outros 2390 euros em impostos indirectos, como o IVA. No ano passado, o Estado arrecadou 44,3 mil milhões de euros em impostos, também o valor mais alto desde que há memória estatística. O imposto que mais contribuiu para encher os cofres do Estado foi o IVA, que valeu quase 16,7 mil milhões de euros. Já o IRS vale outros quase 12,9 mil milhões. Foi em 2017, com o actual Governo, que o valor médio de impostos pago por cada português ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos quatro mil euros.

Notas falsas atingiram mais de 570 mil euros, avança Banco de Portugal

É importante saber reconhecer a autenticidade das notas no momento em que são recebidas, dado que não é possível trocar uma nota contrafeita por uma nota genuína. O Banco de Portugal retirou mais de 7.400 notas falsificadas de circulação durante o primeiro semestre. As mais falsificadas foram as notas de 20 euros e 50 euros, correspondendo a 80%. No total, o valor falsificado correspondia a mais de 570 mil euros. As notas retiradas de circulação durante os primeiros seis meses de 2019 representou um aumento de 10% face ao segundo semestre do ano anterior, quando se registou 6.757 notas contrafeitas, cujo valor se fixou em 304 mil euros.

Estudo ambiental viabiliza aeroporto do Montijo mas alerta para ameaças às aves e ruído

O EIA entrou em consulta pública, que se prolonga até 19 de Setembro, podendo os interessados participar para que os contributos sejam considerados no parecer da Agência Portuguesa de Ambiente. O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) ao futuro aeroporto do Montijo viabiliza a construção desta infra-estrutura nos terrenos da Base Aérea nº6 e a sua exploração, mas aponta “impactes significativos” para o ambiente. De acordo com o documento, os principais impactes negativos para o ambiente são as ameaças para as aves e o ruído, que tem efeitos na saúde humana. Em causa está o “aumento de pessoas, veículos e aeronaves” nessa zona. Ainda assim, o estudo diz que “nenhuma das espécies estudadas terá as suas populações afectadas”.

Carga fiscal em máximos de 1995

Os dados económicos apontam, no entanto, para uma subida significativa dos impostos cobrados aos portugueses ao longo dos quatro anos de governação socialista, tendo a carga fiscal superado valores do tempo da troika. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados em Março, indicam que a carga fiscal aumentou em 2018 para 35,4% do PIB. Este é o valor mais alto desde pelo menos 1995, o início da série disponibilizada pelo INE. O Governo prevê, no Programa de Estabilidade 2019-2023, uma redução da carga fiscal para 35,1% do PIB ainda este ano. A percentagem deve manter-se em 2020, e nos dois anos seguintes, deverá cair para 35%.