Número de desempregados abaixo dos 300 mil pela primeira vez em 27 anos

O número de desempregados ficou abaixo das 300 mil pessoas pela primeira vez em 27 anos. O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego em Junho desceu para as 298,2 mil pessoas, segundo comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Em três regiões, o desemprego atingiu os níveis mais baixos de que há registo: região Centro (40,8 mil desempregados), do Alentejo (13,5 mil) e da região de Lisboa e Vale do Tejo (88,9 mil). No Norte, o desemprego recuou para o patamar mais baixo em 17 anos, num total de 124,9 mil desempregados. Mais a sul, no Algarve, o desemprego está ao nível do observado no início dos anos 2000.

Há quase mais 50 mil imóveis de luxo a pagar AIMI

Há quase mais 50 mil casas a pagar o Adicional do IMI, o imposto que incide sobre os imóveis com valor patrimonial superior a 600 mil euros. No ano passado, o número de prédios abrangidos pelo AIMI subiu de 439 711 em 2017 para 486 845, um aumento de 10%. São mais 47 134 imóveis a pagar imposto. Este crescimento no número de prédios de luxo rendeu aos cofres do Estado 139,6 milhões de euros, mais oito milhões do que no ano anterior. E não está ainda contabilizada a receita relativa aos verbetes (contribuintes que ainda não tinham os imóveis associados ao seu NIF nas cadernetas prediais).De acordo com os dados divulgados pela Autoridade Tributária e Aduaneira, no ano passado entraram no raio de alcance do fisco 71 945 contribuintes, mais 5,4% do que em 2017, quando 68 252 sujeitos passivos – particulares e empresas – liquidaram este imposto.

IMT perde gás. Fim do ano foi pior

Tem sido um dos impostos com um ritmo de crescimento mais robusto desde 2015 arrastado pelo boom da venda de casas. Desde esse ano que a variação homóloga da receita do Imposto Municipal sobre as Transacções Onerosas (IMT) tem estado sempre acima dos 20%. Mas no ano passado ficou abaixo dessa fasquia: a receita bruta de IMT foi de 1037 milhões de euros, um crescimento de 15%; em 2017, o melhor ano do período, a receita fiscal tinha subido 24%. “A variação da receita foi positiva em quase todos os meses, exceptuando Novembro e Dezembro em que a variação homóloga foi negativa”, explica a Autoridade Tributária. Ou seja, venderam-se menos casas ou o valor dos imóveis foi mais baixo.

Reciclagem em Portugal cresceu 11% no primeiro semestre

As 175 mil toneladas de embalagens recolhidas no âmbito do sistema da SPV – Sociedade Ponto Verde são equivalentes ao peso de 450 aviões comerciais. Portugal começou 2019 com dados positivos na reciclagem de embalagens da recolha selectiva, com um crescimento de 11% no primeiro semestre do ano, face ao período homólogo, atingindo cerca de 175 mil toneladas de resíduos encaminhados para reciclagem. Um valor equivalente ao peso de 450 aviões comerciais”, destaca um comunicado da Sociedade Ponto Verde (SPV). De acordo com esse documento, “entre os materiais que registaram maior aumento de toneladas recolhidas destaca-se o vidro, que teve um crescimento de 10%, reflectindo um caminho positivo para um material que tem em si grandes desafios para atingir as suas metas”.

Vistos gold: Investimento chinês recua 28,5% no primeiro semestre

Nos primeiros seis meses de 2018, o investimento de origem chinesa captado através de Autorizações de Residência para Actividade de Investimento (ARI) ascendeu a 168,9 milhões de euros, num total de 302 vistos ‘dourados’ atribuídos. Neste semestre foram concedidos 218 ARI a cidadãos da China. O investimento chinês por via de atribuição de vistos ‘gold’ recuou 28,5% no primeiro semestre, face a igual período de 2018, para 120,7 milhões de euros, de acordo com dados pedidos pela Lusa ao SEF. Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.291), seguida do Brasil (764), Turquia (347), África do Sul (299) e Rússia (263). Desde o início do programa foram atribuídas 12.874 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 1.059 este ano.

Dívida pública recua na zona euro e na União Europeia

As dívidas públicas da zona euro e da União Europeia (UE) recuaram no primeiro trimestre do ano face ao período homólogo, mantendo Portugal o terceiro lugar dos países mais endividados. Segundo dados do gabinete estatístico europeu, na zona euro a dívida pública estabeleceu-se nos 85,9% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 87,1% do primeiro trimestre de 2018, mas com um ligeiro agravamento face aos 85,1% do PIB registados entre Outubro e Dezembro últimos. Na UE, o rácio da dívida foi de 80,7% do PIB, abaixo dos 81,6% homólogos, mas superior ao de 80,0% do quarto trimestre de 2018. Portugal continua a apresentar a terceira maior dívida pública (123,0% do PIB), depois da Grécia (181,9%) e da Itália (134,0%).