13 Jul 2019 | Destaques
As importações aumentaram 14,7% em resultado da
evolução registada em ambos os tipos de comércio, sendo de destacar o aumento
das importações de ‘material de transporte’ (+27,4%), em resultado principalmente
da aquisição de ‘outro material de transporte (sobretudo aviões) e de
combustíveis e lubrificantes (+43,2%), contribuindo com +4,7 pontos percentuais
e +4,0 pontos percentuais, respectivamente, para a taxa de variação homóloga. No
trimestre terminado em Maio de 2019, as exportações e as importações de bens
aumentaram, respectivamente, 5,6% e 12,3% face ao mesmo período de 2018 (+4,5%
e +11,2%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em Abril de 2019).
12 Jul 2019 | Destaques
A esmagadora maioria diz respeito ao crime de abuso
de confiança fiscal devido a impostos retidos na fonte como o IRS dos
trabalhadores e o IVA de clientes, de montantes superiores a 7.500 euros, valor
a partir do qual é considerado crime. A Administração Tributária (AT)
instaurou, no ano passado, 4.352 inquéritos crime, menos 4,1% face aos
processos abertos em 2017. Abuso de confiança fiscal é o crime que está na base
de 81% da totalidade dos inquéritos. A retenção indevida de impostos representa
81% dos processos instaurados no ano passado, num total de 3.509 casos de abuso
fiscal. Este é o universo de contribuintes, essencialmente administradores e
gestores, que se arriscam a pena de prisão até cinco anos.
12 Jul 2019 | Destaques
O investimento feito pelas empresas na formação dos
trabalhadores está a cair e representa hoje, em média, menos 150 euros do que
em 2010. O gasto por cada acção de formação está agora em 349 euros. E, ainda
assim, são menos de um quinto do total as empresas que apostam na formação
contínua, mesmo que a lei exija 35 horas anuais de actualização de
conhecimentos a cada trabalhador. Só 19,6% das empresas portuguesas asseguram a
formação contínua dos trabalhadores. A percentagem é baixa, mas, apesar de
tudo, está a crescer. Em Outubro de 2017, os últimos dados disponíveis, um
total de 50 001 entidades patronais garantia formação profissional, mais 10% do
que igual período do ano anterior. E a taxa de participação dos trabalhadores
subiu aos 40%, com mais de um milhão a frequentar as acções pagas pelas
empresas. O número cresceu 15%.
11 Jul 2019 | Destaques
Um estudo da Organização Mundial do Trabalho conclui
que as desigualdades entre quem ganha muito e quem ganha pouco aumentaram nos
últimos anos. E, em Portugal, os trabalhadores viram diminuir a parcela dos
salários no PIB. Se há 10% que recebem quase metade dos rendimentos do
trabalho, aqueles que têm os salários baixos ficam apenas com 6,4% desse bolo.
E cerca de 650 milhões de trabalhadores, ou seja, 20% dos que têm os salários
mais baixos, ficam com menos de 1% da remuneração mundial. Aliás, os mais mal
pagos precisariam de trabalhar mais de 300 anos para ganhar o mesmo que os mais
bem pagos fazem num ano. E, quanto à distribuição desses rendimentos, Portugal
está mais próximo dos países do Leste da Europa do que dos vizinhos.
11 Jul 2019 | Destaques
A média europeia de trabalhadores com vínculo
precário sem o querer é de 45%. Portugal está bem acima e pior só mesmo o
Chipre, com 90%. Mais de 80% dos contratados a termo em Portugal dizem sofrer
desse problema; pior só em Chipre (quase 90%), revelam dados do Eurostat. A
média europeia é cerca de metade (45%). O fenómeno afecta “mais as
mulheres do que os homens (53,7% versus 51,9%), sendo que “em cinco
Estados membros (Espanha, Croácia, Itália, Chipre e Portugal) pelo menos quatro
em cinco funcionários temporários estão a trabalhar involuntariamente nesse
tipo de contrato”. Segundo o Eurostat, Chipre lidera com uma taxa de
incidência do problema na ordem dos 89%, Portugal tem 82%, Espanha tem quase
82% também.
10 Jul 2019 | Destaques, Fiscalidade
A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) tem por
cobrar 15.019 milhões de euros em impostos, sendo que mais de metade da dívida
dos contribuintes está suspensa, revela o Relatório de Combate à Fraude e
Evasão Fiscais e Aduaneiras com o balanço de 2018. A dívida suspensa atingiu,
no ano passado, os 8.664 milhões de euros (menos 459 milhões de euros face a
2016), estando em causa dívidas fiscais que estão suspensas, seja por se
aguardar uma decisão dos tribunais ou por causa de processos de
insolvência. Já a dívida activa
(considerada cobrável) atingiu, no ano passado, os 6.355 milhões, mais 2,6% face
aos 6.157 milhões de euros registados em 2017. Ou seja, mais 180 milhões de
euros de dívidas fiscais estão por cobrar.