Fisco abre perto de mil processos de levantamento de sigilo bancário

No ano passado, o número de processos de levantamento do sigilo bancário no âmbito de investigações fiscais aumentou 12% face a 2016, revela o Relatório do Combate à Fraude. Fisco abriu 983 processos, tendo levantado o sigilo em 200 contas e obtido autorização voluntária dos contribuintes noutros 783 casos. Os casos em que o Fisco pode levantar o sigilo bancário dos contribuintes estão previstos na Lei Geral Tributária e incluem, entre outras, situações em que há indícios de falsas declarações ou da prática de crimes tributários, nomeadamente fraude fiscal. Segundo a AT, no último triénio foram instaurados 2.393 procedimentos de derrogação do sigilo bancário que culminaram com 1.897 processos com autorização voluntária do sujeito passivo ou de terceiros e familiares.

Balança de pagamentos da União Europeia com excedente de 40,5 mil milhões de euros

A conta de operações correntes da balança de pagamentos da União Europeia (UE) a 28, registou um excedente de 40,5 mil milhões de euros, no primeiro trimestre de 2019, o que corresponde a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) comunitário, e sobe face aos 40,2 mil milhões de euros registados nos últimos três meses de 2018. Estas estimativas, ajustadas de sazonalidade, são do Eurostat, o gabinete de estatísticas da União. Porém este valor fica aquém dos 58,3 mil milhões de euros de excedente apurados no primeiro trimestre de 2018 e que correspondiam, na altura, a 1,5% do PIB da UE.

Fim do pagamento especial por conta devolve 150 milhões de euros à economia

A eliminação do Pagamento Especial por Conta devolveu à economia 150 milhões de euros. Portugal tem uma estrutura empresarial de pequenas e médias empresas. O pagamento especial por conta onerava especialmente as pequenas e médias empresas. Outra medida de desagravamento fiscal para as empresas: o aumento da possibilidade de dedução à colecta em IRC do lucro retido e investido. impostos. A reorganização dos benefícios fiscais deverá gerar, “em cada ano nos próximos três anos”, uma poupança de cerca de 90 milhões de euros.

Casas que sejam a morada de família vão ficar livre de penhoras

As casas que sejam morada de família vão ficar livre de penhoras para saldar dívidas ao Fisco ou à Segurança Social, já partir da próxima legislatura. A medida consta da primeira Lei de Bases da Habitação do País. A dação em cumprimento é outro dos pontos-chave da nova lei, podendo os proprietários em “situação económica muito difícil” poder entregar a casa ao banco para pagamento do empréstimo, mesmo que esta solução não conste do contrato de crédito. A Lei de Bases vai ainda impedir o despejo de habitação permanente durante a noite, a não ser em caso de emergência, e obriga a “garantir previamente soluções de realojamento”. A criação de subsídios para cidadãos que não tenham condições de aceder ao mercado privado de habitação é outra das medidas do diploma.

Insolvências de empresas recuam 7,6% até Junho e constituições sobem 9,9%

Em 2019, a média mensal de constituição de novas empresas é de 4.515. As insolvências de empresas em Portugal diminuíram 7,6% no primeiro semestre de 2019 face ao mesmo período de 2018, enquanto as constituições aumentaram 9,9%, com 27 mil novas empresas criadas até Junho, divulgou esta quarta-feira a Iberinform. No primeiro semestre foram criadas 27.088 novas empresas em Portugal, um crescimento de 9,9% face a 2018, embora em Junho tenha ocorrido um decréscimo homólogo de 20,9%, sendo este o único mês a apresentar um valor negativo face ao ano passado. Em 2019, a média mensal de constituição de novas empresas é de 4.515, o que compara com 4.108 em 2018 e 3.653 em 2017. Em termos absolutos, o Porto (711), Lisboa (589) e Braga (344) encabeçaram a lista de distritos com maior número de insolvências.

Governo britânico prepara Brexit sem acordo

O governo criou uma almofada fiscal de cerca de 30 mil milhões de euros para o ‘Brexit’ mas uma saída sem acordo poderá ter um impacto três vezes superior. O país vai precisar “de todo esse dinheiro e mais para responder aos impactos imediatos da perturbação de uma saída sem acordo, e isso significará que não vai haver dinheiro disponível para cortes de impostos ou aumentos da despesa [pública] a longo prazo. O impacto de um ‘Brexit’ sem acordo nas finanças públicas poderá ascender a cerca de 90 milhões de libras (100 milhões de euros) e que “isso terá que ser levado em conta em decisões futuras sobre impostos ou despesas.