Terras ao abandono vão pagar IMI mais alto

Os proprietários de terras que as deixarem ao abandono vão passar a pagar mais Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). A avaliação geral da propriedade rústica vai abranger cerca de 11,5 milhões de terrenos de norte a sul do país, segundo os dados do fisco. Desta forma, o IMI vai funcionar como factor de incentivo ao ordenamento do território e à promoção da agricultura. A avaliação geral já está a ser aplicada como teste-piloto a sul do Tejo, com esta zona a ser escolhido devido à maior dimensão das terras e a uma maior facilidade em elaborar o seu cadastro. Depois, a avaliação será alargada ao resto do país. As receitas do IMI de terrenos rústicos atingiram os 7,7 milhões de euros em 2017, um valor bastante abaixo dos 1,48 mil milhões de euros gerados com os imóveis urbanos.

Portugal e Reino Unido garantem direito de voto dos cidadãos pós-Brexit

Portugal e Reino Unido assinaram um acordo que garante aos cidadãos britânicos recenseados em terras lusas e aos portugueses que vivem em terras de Sua Majestade que poderão permanecer e continuar a participar em eleições locais no futuro. O recém-formado acordo vem garantir que “todos os direitos” daqueles que estão recenseados no Reino Unido e em Portugal “se manterão depois da saída. Assim, vamos começando já a construir a relação futura com o Reino Unido. Portugal é um dos primeiros países da União Europeia” a celebrar este tipo de acordo com as autoridades britânicas.

Portugal continua a perder população, mas a um ritmo menor

No ano passado, Portugal perdeu 14.410 residentes. O país continua a encolher, mas a um ritmo menor do que o que se tinha verificado em 2017. Segundo o INE, havia no ano passado 10.276.617 pessoas a residir no país. A diminuição da população está a ser ditada por um saldo natural cada vez mais negativo. Ou seja, sem contar com os fluxos migratórios os residentes no país estão a encolher a um ritmo maior: no ano passado este saldo agravou-se para uma perda de quase 26 mil pessoas, enquanto em 2017 se tinha registado uma contracção de 23,4 mil pessoas. Foi o saldo migratório que contribuiu para atenuar esta tendência, tendo registado uma melhoria de 4.886 pessoas em 2017, para 11.570 pessoas em 2018.

Saldos e promoções com novas regras

Em defesa dos consumidores, o Governo aprovou o decreto-lei que altera a Lei dos Saldos, Promoções e Liquidações, “simplificando e harmonizando os procedimentos que os comerciantes devem cumprir sempre que comunicam à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) que pretendem realizar vendas em saldo ou liquidação”. Quando se proceda a saldos, promoções ou liquidações, tem de se oferecer um desconto relativamente ao preço mais baixo praticado no período de 90 dias anterior à promoção, saldo ou liquidação, com excepção de saldos, promoções ou liquidações anteriores.

Notícias falsas: preocupação está a tornar as pessoas “mais cuidadosas”

A preocupação pública relativa à desinformação (fake news) está a tornar as pessoas “mais cuidadosas” com as marcas que escolhem e os conteúdos que partilham online. A preocupação relativa às fake news “continua extremamente alta (média de 55% em 38 países) e cresceu de forma significativa no ano passado em alguns países, apesar das tentativas das plataformas e dos governos” no combate à desinformação, refere. Uma das consequências desta preocupação, adianta o Digital News Report, “parece ser uma maior consciência e afinidade com marcas de notícias confiáveis”.

Taxa de desemprego na OCDE desce ligeiramente em Abril e fixa-se em 5,2%

A taxa de desemprego na OCDE recuou uma décima em Abril, em comparação com o mês anterior, para 5,2%, com o número de desempregados a fixar-se em 33,2 milhões. Segundo um comunicado da Organização para a Cooperação (OCDE), na zona euro, destacou-se Espanha, com uma descida de duas décimas para 13,8%, e a Lituânia, também com uma descida de duas décimas, para 5,8%. Já em Portugal, o desemprego fixou-se em 6,7%, mais duas décimas face ao valor registado no mês anterior. As maiores descidas (de até um ponto percentual) registaram-se em Espanha, Irlanda e Letónia, enquanto Itália (31,4%), Espanha (32,7%) e Grécia (40,4%, em Março) apresentam os níveis mais elevados.