Google já pode “tirar” negócio aos bancos em Portugal

A Google já foi formalmente registada em Portugal para poder prestar serviços financeiros, na área de pagamentos, como a realização de operações sem que haja intervenção dos bancos com os clientes. Na prática, já pode entrar directamente num negócio que tipicamente está nas mãos das instituições bancárias. O início de actividade da Google Payment Lithuania UAB como instituição de moeda electrónica com sede na União Europeia, em regime de livre prestação de serviços, data de 29 de Março, segundo os dados que constam no site do Banco de Portugal.

Europa dá lucro de €8400 por português

Desde que aderiu à CEE, em 1986, Portugal já recebeu perto de €138 mil milhões do orçamento europeu. O país não tem é conseguido convergir com o nível de vida europeu e emancipar-se dos fundos comunitários. Construíram dezenas de milhares de quilómetros de estradas, ferrovia ou canos de abastecimento de água e de esgotos. Investiram em milhares de equipamentos escolares, hospitalares, ambientais, culturais e desportivos. Modernizaram portos e aeroportos. Expandiram as estações de metro nas duas grandes áreas metropolitanas e até construíram a maior ponte da Europa na capital. A grande dificuldade é mesmo listar que medidas podiam os políticos portugueses ter lançado, ou que obras teriam inaugurado, não fossem os fundos vindos da União Europeia.

92% dos novos sindicatos estão fora das centrais

Desde o início de 2017 surgiram 24 novos sindicatos em Portugal. Só dois se filiaram na UGT e nenhum na CGTP. Oito foram constituídos nesse ano, 11 em 2018 e cinco já em 2019. Mas, apenas dois se filiaram na UGT — o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar, Bebidas e Afins (Setaab) — e nenhum na CGTP. Os outros 22, ou seja, 91,7%, optaram por não ter ligação às centrais sindicais.

Estado encaixa 167 milhões com taxas dos vistos gold

Em sete anos, o Estado ganhou mais de 167 milhões de euros, em média 24 milhões por ano, com a emissão e a renovação dos vistos gold. Os valores das taxas – repartidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e o Fundo para as Relações Internacionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros – resultam de mais de 19 mil vistos emitidos e de mais de 17 mil actos de renovação, suficientes para segurar em Portugal pouco mais de dois terços dos investidores e famílias. Até Março deste ano, houve 19 704 vistos gold aprovados em Portugal. Os títulos, renováveis ao fim do primeiro ano e depois a cada dois anos, conheceram, no mesmo período, 17.242 actos de renovação.

NAV investe 103,8 milhões em novo sistema de tráfego aéreo até 2023

A NAV – Navegação Aérea de Portugal vai investir 103,8 milhões de euros no novo sistema de tráfego aéreo até 2023, num projecto que inclui a construção de uma nova torre de controlo em Lisboa. O investimento tem também em conta a adaptação futura às exigências regulamentares que irão ser brevemente impostas pela União Europeia para aumentar os níveis de segurança. O novo sistema de gestão do espaço aéreo implicou a adesão da NAV à Aliança COOPANS, que integra os prestadores de serviços de navegação aérea da Áustria, Croácia, Dinamarca, Irlanda e Suécia.

Cobrança de dívidas à segurança social com recompensas a funcionários

O Governo criou um sistema de recompensa pela cobrança de dívidas à segurança social e concede poderes de autoridade aos trabalhadores do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Socia. É criado o Fundo de Cobrança Executiva da Segurança Social que tem como receitas até um montante máximo de 25% da taxa de justiça cobrada nos processos de execução de dívidas à segurança social, definido anualmente por portaria dos governantes das finanças e daquela área. Este é um incentivo semelhante ao que existe para os trabalhadores dos impostos através do Fundo de Estabilização Tributária (FET), para o qual o executivo decide todos os anos a percentagem da cobrança coerciva, até um máximo 5%, a ser canalizada consoante o desempenho na cobrança de impostos.