Justiça recebeu mais de 234 mil declarações de registo de beneficiários efectivos

Justiça recebeu mais de 234 mil declarações de registo de beneficiários efectivos. Mais de 234 mil entidades sujeitas a registo comercial entregaram já a declaração inicial para registo central de beneficiários efectivos, de acordo com o Ministério de Justiça. O governo decidiu prorrogar em dois meses o prazo para cumprimento da nova obrigação, argumentando com a complexidade e novidade das regras que passam a aplicar em Portugal as disposições de directivas europeias relativas à prevenção dos crimes de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. A obrigação desta declaração inicial aplica-se a todas as empresas constituídas em Portugal até 1 de Outubro de 2018, sendo necessário identificar accionistas, administradores e beneficiários das empresas. Os beneficiários efectivos incluem aqueles que tenham propriedade ou controlo das sociedades, ainda que através de participações indirectas ou terceira pessoas.

Google já pode “tirar” negócio aos bancos em Portugal

A Google já foi formalmente registada em Portugal para poder prestar serviços financeiros, na área de pagamentos, como a realização de operações sem que haja intervenção dos bancos com os clientes. Na prática, já pode entrar directamente num negócio que tipicamente está nas mãos das instituições bancárias. O início de actividade da Google Payment Lithuania UAB como instituição de moeda electrónica com sede na União Europeia, em regime de livre prestação de serviços, data de 29 de Março, segundo os dados que constam no site do Banco de Portugal.

Europa dá lucro de €8400 por português

Desde que aderiu à CEE, em 1986, Portugal já recebeu perto de €138 mil milhões do orçamento europeu. O país não tem é conseguido convergir com o nível de vida europeu e emancipar-se dos fundos comunitários. Construíram dezenas de milhares de quilómetros de estradas, ferrovia ou canos de abastecimento de água e de esgotos. Investiram em milhares de equipamentos escolares, hospitalares, ambientais, culturais e desportivos. Modernizaram portos e aeroportos. Expandiram as estações de metro nas duas grandes áreas metropolitanas e até construíram a maior ponte da Europa na capital. A grande dificuldade é mesmo listar que medidas podiam os políticos portugueses ter lançado, ou que obras teriam inaugurado, não fossem os fundos vindos da União Europeia.

92% dos novos sindicatos estão fora das centrais

Desde o início de 2017 surgiram 24 novos sindicatos em Portugal. Só dois se filiaram na UGT e nenhum na CGTP. Oito foram constituídos nesse ano, 11 em 2018 e cinco já em 2019. Mas, apenas dois se filiaram na UGT — o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura, Floresta, Pesca, Turismo, Indústria Alimentar, Bebidas e Afins (Setaab) — e nenhum na CGTP. Os outros 22, ou seja, 91,7%, optaram por não ter ligação às centrais sindicais.

Estado encaixa 167 milhões com taxas dos vistos gold

Em sete anos, o Estado ganhou mais de 167 milhões de euros, em média 24 milhões por ano, com a emissão e a renovação dos vistos gold. Os valores das taxas – repartidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e o Fundo para as Relações Internacionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros – resultam de mais de 19 mil vistos emitidos e de mais de 17 mil actos de renovação, suficientes para segurar em Portugal pouco mais de dois terços dos investidores e famílias. Até Março deste ano, houve 19 704 vistos gold aprovados em Portugal. Os títulos, renováveis ao fim do primeiro ano e depois a cada dois anos, conheceram, no mesmo período, 17.242 actos de renovação.

NAV investe 103,8 milhões em novo sistema de tráfego aéreo até 2023

A NAV – Navegação Aérea de Portugal vai investir 103,8 milhões de euros no novo sistema de tráfego aéreo até 2023, num projecto que inclui a construção de uma nova torre de controlo em Lisboa. O investimento tem também em conta a adaptação futura às exigências regulamentares que irão ser brevemente impostas pela União Europeia para aumentar os níveis de segurança. O novo sistema de gestão do espaço aéreo implicou a adesão da NAV à Aliança COOPANS, que integra os prestadores de serviços de navegação aérea da Áustria, Croácia, Dinamarca, Irlanda e Suécia.