14 Abr 2019 | Destaques
A variação homóloga do Índice de Preços no
Consumidor (IPC) foi 0,8% em Março de 2019, taxa inferior em 0,1 pontos
percentuais (p.p.) à do mês anterior. O indicador de inflação subjacente
(índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos)
registou uma variação homóloga de 0,7%, taxa inferior em 0,3 p.p. à registada
em Fevereiro. Assim, a variação média dos últimos doze meses fixou-se em 1,0%,
uma taxa idêntica à registada no mês anterior. A região com a variação mensal
mais elevada foi a da Madeira (0,6%), e as regiões com as variações mensais
mais baixas foram as do Alentejo e do Centro (ambas com 0,2%).
14 Abr 2019 | Destaques
Nos
primeiros três meses do ano, o investimento proveniente de Autorização de
Residência para Actividade de Investimento (ARI) totalizou 196.858.014 euros,
uma redução de 33% face aos 293.894.642 euros registados no período homólogo do
ano passado. Em Março, o investimento captado atingiu 48.368.488 euros, uma
queda de 53% em termos homólogos e uma redução de 23% face a Fevereiro, de
acordo com contas feitas com base nas estatísticas mensais divulgadas pelo
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Em mais de seis anos – o programa
ARI foi lançado em Outubro de 2012 -, o investimento acumulado até Março
totalizou 4.446.656.792,63 euros. Desde a criação deste instrumento, que visa a
captação de investimento, foram atribuídos 7.291 ARI: dois em 2012, 494 em
2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e
329 em 2019.
13 Abr 2019 | Destaques
As
possíveis perdas com empréstimos improdutivos e quedas no valor dos títulos
soberanos (…) poderiam acarretar um impacto significativo no capital de
alguns bancos, podendo a “pressão sobre o sector financeiro” ser
“repassada, mais uma vez, para as empresas e as famílias”. O FMI
considera ainda que as vulnerabilidades na economia mundial “continuam a
aumentar” graças à manutenção de políticas acomodatícias, e que o
“aperto” do final de 2018 “não alterou os riscos de médio
prazo”. Entre as vulnerabilidades identificadas pelo fundo estão ainda a
dívida empresarial nas economias avançadas e os desequilíbrios financeiros da China.
13 Abr 2019 | Destaques
As
reclamações sobre contas de depósitos à ordem passaram desde 2015 a ser a
matéria mais reclamada pelos clientes bancários ao Banco de Portugal e por
norma mais de 90% das queixas tem a ver com uma coisa: as comissões bancárias. Apesar
de terem diminuído cerca de 5% face ao ano anterior, as comissões fazem com que
as contas de depósito continuem a ser a matéria mais reclamada, com mais de 4.300
participações ao supervisor. No ano passado o Banco de Portugal recebeu ao todo
15.254 reclamações dos clientes dos bancos, um número praticamente idêntico ao
de 2017 (15.282). A segunda matéria mais reclamada é o crédito aos consumidores,
com um aumento de 10,1% nas queixas.
9 Abr 2019 | Destaques
Entre
Janeiro de 2017 e Agosto de 2018, o número de residentes não habituais (RNH) em
Portugal aumentou 83%, Ao todo são já 23.767 os cidadãos estrangeiros que moram
pelo menos 183 dias por ano no país e usufruem do regime fiscal criado em 2009.
O regime dos RNH permite a trabalhadores que integram uma lista de profissões
consideradas de elevado valor acrescentado pagar uma taxa de IRS de 20% sobre
os rendimentos do trabalho e confere uma dupla isenção de tributação aos
reformados nas suas pensões. RNH, contudo, pode também ser usado por
portugueses desde que não tenham residido no país nos cinco anos anteriores.
Porém, poucos o fazem. Apenas 1502 residentes não habituais (6%) têm naturalidade
portuguesa.
9 Abr 2019 | Destaques
As
dez famílias mais ricas de Portugal, com um património conjunto superior a 14
mil milhões de euros, dão emprego a apenas 65 mil pessoas no país, 1,3% do
total de 4,8 milhões dos trabalhadores portugueses. A fortuna da maioria destes
grupos empresariais está hoje assente em operações no estrangeiro. “Todos
têm negócios fora do país, são grandes empresas a nível internacional e grande
parte da riqueza é feita no exterior”. A família Amorim, a mais rica de
Portugal – a sua fortuna está avaliada em 4502 milhões de euros (números da
Forbes Portugal), tem activos financeiros, imobiliários e turísticos espalhados
por mercados como Angola, Moçambique ou Brasil. A participação de 33,3% na Galp
é a força motriz do grupo e consolida a sua internacionalização.