8 Abr 2019 | Destaques, Fiscalidade
Em
Fevereiro de 2017, o universo político e mediático em Portugal agitou-se com a
revelação de que, entre 2011 e 2014, tinham sido transferidos quase 10 mil
milhões de euros para contas com sede em paraísos fiscais que não foram alvo de
qualquer tratamento por parte do Fisco, embora tivessem sido comunicados à
Administração Tributária (AT) pelas instituições financeiras. Mais de metade
dos 10 mil milhões de euros de transferências para offshores que não apareciam
nas estatísticas entre 2011 e 2014 foram declarados pelo Banco Espírito Santo
(BES), tendo sido os montantes enviados nos dois anos anteriores à resolução do
banco. O BCP surgia em segundo lugar no que toca a estes montantes transferidos
e que escaparam ao radar da máquina fiscal.
8 Abr 2019 | Destaques
Um
estudo realizado pela AirHelp mostra que, em média, 58% dos pedidos de
compensações foram injustamente rejeitados pelas 10 companhias aéreas com maior
actividade em Portugal. Este comportamento impossibilitou os passageiros de
receberem o que tinham direito. A AirHelp, a maior organização do mundo
especializada em direitos dos passageiros aéreos, fez um ranking com as
companhias que mais adoptam este comportamento. Nos dois primeiros lugares
surgem a Iberia e a Easyjet, ambas com uma taxa de compensações rejeitadas
erradamente de 96%. Logo a seguir surge a Ryanair, com uma percentagem de 95%. A
TAP aparece no quarto lugar do ranking, com uma percentagem de 58%, seguida
pela Vueling Airlines (54%), a Lufthansa (51%) e a Air Europa (38%).
7 Abr 2019 | Destaques, Fiscalidade
Há
mais empresas insolventes no primeiro trimestre deste ano do que em período
homólogo do ano passado. Os dados, divulgados pela Iberinform, mostram ainda
que o aumento fé de pouco mais de 5%. Quando há criação de novas empresas, o
valor aumentou 18%. Só no mês passado foram totalizadas 541 insolvências, um
número que representa mais 58 do que no ano passado. Somando este aumento ao
que foi registado em Janeiro, fica totalizado um incremento trimestral de 5,1%.
Lisboa e o Porto são os distritos com mais insolvências, 324 e 393 respectivamente.
As diminuições mais significativas verificaram-se em Vila Real (-56,5%), Évora
(- 44,4%) e Guarda (27,8%); os aumentos mais expressivos foram alcançados nos
distritos de: Ponta Delgada (66,7%), Bragança (62,5%) e Braga (49,1%).
7 Abr 2019 | Destaques
A
criação de novas empresas durante o mês de Março esteve em contraciclo, uma vez
que apresentou uma diminuição de 2,84%, quando comparado a Janeiro (26%) e Fevereiro
(29,7%). Feitas as contas, foram criadas 15,756 empresas, o que representa um
aumento de 17,7% em relação ao mesmo período ano passado, com mais 2.372. Lisboa
voltou a registar o maior número de constituições, seguindo-se o Porto,
Setúbal, Braga, Faro, Aveiro e Leiria. Quanto aos sectores, os que tiveram
maior variação positiva foram os transportes, construções e obras públicas,
indústria extractiva, agricultura, caça e pesca, indústria transportadora e comércio
de veículos.
6 Abr 2019 | Destaques
Desde
o máximo histórico registado em Junho de 2016, o crédito malparado em Portugal
recuou 24.600 milhões de euros. Os bancos portugueses aceleraram a redução do
seu stock de crédito malparado no quarto trimestre de 2018, face ao trimestre
anterior, com a descida de 3.800 milhões de euros nos empréstimos em incumprimento
de empresas e uma queda de 1.300 milhões de euros de malparado dos particulares.
O crédito malparado em Portugal recuou 24.600 milhões de euros, do qual 16.100
milhões de euros relativos a crédito a empresas. No final de 2018, o malparado
representava 9,4% do total dos empréstimos concedidos pelos bancos.
6 Abr 2019 | Destaques
Os
bancos centrais e ministérios das finanças possuem actualmente mais de 33 mil
toneladas de ouro avaliadas, aos preços de hoje, em cerca de 1,4 biliões de
dólares. Enquanto os Estados Unidos (EUA) lideram a tabela com a posse da
maioria do ouro, mais de 8,1 mil toneladas, existem outros países menos óbvios.
Além de guardaram o próprio ouro, há nações que também têm vindo a ser
repositórios deste metal precioso de outros países. Nos últimos anos, nações
como Holanda, Alemanha, Áustria e Bélgica começaram a repatriar a sua soberania
sobre o ouro. Uma das razões prende-se pela alteração da política monetária de
alguns bancos centrais como é o caso da Reserva Federal dos EUA.