Cerca de 86% das empresas portuguesas não cumprem prazos de pagamento

Apenas 14,2% das empresas portuguesas cumpriam prazos de pagamento no final de Fevereiro. Ou seja, perto de 86% não cumprem os prazos. Segundo a Informa D&B, o número de empresas que não cumprem prazos de pagamento mantém-se o mais alto de sempre. Um fenómeno, diz, que “é transversal a todas as regiões do país e a todos os sectores de actividade”. Entre as empresas que não cumprem os prazos de pagamentos, 65,5% fazem-no com um atraso até 30 dias. A percentagem de empresas com atrasos superiores a 90 dias é de 7,4%, valor semelhantes ao do mês de Janeiro deste ano. A média de atrasos nos pagamentos face aos prazos acordados foi, em Fevereiro, de 26,5 dias, valor idêntico ao que se regista desde Dezembro de 2018.

Reino Unido é o 4º país com mais empresas com controlo de capital em Portugal

O Barómetro de Pagamentos dá ainda conta de que Mais de 500 empresas em Portugal têm controlo de capital do Reino Unido, sendo o quarto país entre os que têm maior número de empresas com controlo de capital em Portugal. A sua importância em volume de negócios destaca-se em especial nos sectores dos Grossistas (2,34 mil milhões de euros) e das Tecnologias de Informação e Comunicação (1,37 mil milhões de euros). Reino Unido é um dos países com quem Portugal tem relações comerciais mais relevantes e mais antigas. E alerta: “O Brexit poderá ter implicações nas relações comerciais entre o Reino Unido e outros países da União Europeia; as incertezas geradas por este processo poderão também deteriorar os prazos de pagamento das empresas do Reino Unido, que já são, como Portugal, um dos mais baixos da Europa”.

Zonas ‘duty free’ agregam negócio de mais de 60 mil milhões

Não pagar impostos é a motivação de uma actividade comercial que já não é monopólio dos aeroportos e que deverá chegar aos 75 mil milhões em 2020. O negócio expandiu-se a ‘reboque’ da indústria do turismo – que se multiplicou exponencialmente com as companhias aéreas low cost – e é cada vez mais importante para uma vasta linha de sectores, nomeadamente no que tem a ver com as marcas de luxo. Em 2020, este negócio específico deverá atingir aos 75 mil milhões de euros, e o seu espectro não deverá sofrer grandes alterações: a moda, acessórios e a perfumaria continuarão a agregar quase 50% dos gastos dos viajantes, para, logo a seguir, surgirem as bebidas alcoólicas (16,7%), o tabaco (10,9%), artigos de relojoaria e joalharia (8,3%), artesanato (7,3%) e artigos electroeletrónicos, brindes e outros itens (7%).

Bruxelas considera que isenções fiscais na Zona Franca da Madeira são “um auxílio ilegal”

Na decisão preliminar sobre a investigação aprofundada às isenções fiscais concedidas pelas autoridades portuguesas a empresas na ZFM, Bruxelas conclui “preliminarmente que o regime executado por Portugal constitui um auxílio ilegal que não pode ser considerado compatível com o mercado interno”. Em especial, a Comissão Europeia tem “sérias dúvidas” quanto à aplicação “das isenções de imposto sobre os rendimentos provenientes de actividades efectiva e materialmente realizadas na região” e à “ligação do montante do auxílio à criação e manutenção de empregos efectivos na Madeira”.

Facturas vão ter novas regras a partir de Maio

Qual a data em que termina o período de fidelização e como contestar os valores facturados são duas das informações que vão passar a constar das facturas de telecomunicações a partir de Maio. Os períodos de fidelização, a facturação e as práticas comerciais desleais são algumas das queixas recorrentes neste sector, que lidera as reclamações em Portugal. Nesse sentido, as novas regras das facturas pretendem “tornar a informação que consta das facturas mais compreensível e transparente permitindo aos utilizadores verificar os consumos cujo pagamento lhes é exigido”, segundo a Anacom.

Mais de três quartos das famílias portuguesas têm dificuldades em pagar as contas

77% das famílias portuguesas têm dificuldades em pagar as contas do dia-a-dia e 7% vivem em situação de pobreza. A associação de defesa do consumir avaliou o nível de vida das famílias portuguesas “com base na facilidade que estas têm (ou não) em fazer face a seis grandes conjuntos de despesas: habitação, saúde, alimentação, educação, mobilidade e tempos livres”. Entre os quase 2 mil inquiridos, apenas 23% admitem viver com conforto. O índice do barómetro situou-se em 44,5 pontos, ou seja, no intervalo de dificuldades financeiras (entre 29,7 e 51,8 pontos).