Bruxelas prolonga ajudas de Estado à banca portuguesa até 2019

A Comissão Europeia decidiu prolongar até 9 de Fevereiro de 2019 as ajudas de Estado à banca portuguesa e a garantia ao financiamento concedido através do Banco Europeu de Investimento (BEI). Aprovado pela primeira vez em 2008, o regime excepcional é um pacote de emergência destinado a estabilizar os mercados financeiros através da concessão de garantias a operações de financiamento de instituições de crédito elegíveis. O regime permitirá a continuidade do financiamento concedido pelo BEI à economia real e evitará a ruptura do crédito atribuído pelo BEI através de todos os bancos que participam no regime.

Companhias aéreas poupam mais de 5 mil milhões em indemnizações

A maioria dos passageiros não conhece a legislação e, por isso, não pede compensações. Todos os anos ficam por reclamar, a nível mundial, mais de 5 mil milhões de euros por incumprimento das companhias aéreas. De acordo com um estudo da AirHelp, 87% dos passageiros não conhecem os direitos e isso faz com que as transportadoras consigam encaixar milhões por compensações que não são pedidas. A plataforma avança mesmo que falamos de cerca de 13 milhões de passageiros afectados todos os anos. Destes, apenas metade reclama.

Portugal ocupa segundo lugar dos países que mais fundos recebem de Bruxelas

Até ao final de Junho de 2018 foram transferidos 5.711 milhões de euros para Portugal pela Comissão Europeia (CE). Este valor equivale a 21,9% do valor programado no Portugal 2020 e mantém-se acima da média da UE [União Europeia] (que se encontrava em 14,6%), sendo a taxa mais elevada entre os Estados-membros com envelopes financeiros mais elevados (acima de sete mil milhões de euros). Deste modo, Portugal passa a ocupar a segunda posição entre os Estados-membros no que se refere a montantes recebidos de Bruxelas, sendo que, até ao final de Março, ocupava o terceiro lugar com quase cinco mil milhões de euros (18,6% do valor programado no Portugal 2020).

Mais de um quinto do emprego criado é a prazo ou muito precário

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), no final do segundo trimestre havia 755,5 mil pessoas com contratos a prazo e mais 142 mil com outro tipo de vínculos ainda mais precários. São 898 mil trabalhadores, 22,1% do total dos empregados. A economia portuguesa conseguiu criar 133,5 mil empregos por conta de outrem entre o segundo trimestre de 2017 e igual período deste ano, dos quais 28,5 mil eram vínculos com termo e “outras situações”. Ou seja, um quinto do emprego criado ainda pode ser considerado mais precário.

Portugal, o pior a seguir a Polónia e Espanha em trabalho temporário

O Eurostat indicou ontem que o país aparece com a segunda maior taxa de incidência de “trabalho temporário” na União Europeia, o conceito que agrega os tais vínculos com termo e as outras situações. Este fenómeno, que é um espelho da precariedade, é quase o dobro em Portugal quando se compara com a média europeia. A proporção de emprego temporário varia entre os Estados membros, com os níveis mais elevados a serem observados na Polónia e em Espanha (ambos com 26%), Portugal (22%) e Croácia (20%). Os níveis mais baixos foram registados na Roménia (1%), na Lituânia (2%) e Estónia e Letónia (ambos com 3%).

Economia europeia cresce com Portugal acima da média

As economias da zona euro e da União Europeia cresceram no segundo trimestre 2,2% em termos homólogos e 0,4% face ao trimestre anterior. Já a economia portuguesa cresceu 2,3% comparativamente ao segundo trimestre do ano passado e 0,5% face ao trimestre anterior, em ambos os casos uma décima acima da média da zona euro e da UE, e a um ritmo também ligeiramente superior ao crescimento que registara no primeiro trimestre (quando progredira 2,1% em termos homólogos e 0,4% em cadeia.