Trabalhadores em ações de formação vão receber mais

As empresas e trabalhadores que adiram a programas de formação organizados pelo IEFP vão passar a receber mais do que até aqui. A opção depende da empresa. Assim, o trabalhador passa a receber 176 euros em vez dos anteriores 66 euros, enquanto o empregador recebe 131 euros por cada trabalhador envolvido. Está previsto que o apoio vigore até ao final do ano, embora o Governo admita vir a estender as medidas em função da evolução da situação económica.

Aprovado reforço dos apoios para empresas com quebras de 75%

O Governo aprovou as alterações ao chamado apoio à retoma progressiva, permitindo uma redução total de horário aos trabalhadores de empresas com quebras de faturação superiores a 75%, com um apoio integralmente suportado pela Segurança Social. Nestas circunstâncias, segundo a ministra do Trabalho, os trabalhadores vão receber 88%. Foi criado um novo escalão para empresas que tenham uma quebra de faturação de entre 25% e 40% e que até agora não eram abrangidas pelo apoio. Neste caso permite-se a redução de horário até 33%. O Governo não aprovou qualquer alteração às regras de pagamento da TSU que já estavam previstas, o que significa que só as pequenas e médias empresas terão uma redução de 50% nos descontos que incidem apenas sobre a compensação retributiva

O desemprego é a principal preocupação dos líderes empresariais mundiais

As conclusões do relatório “Riscos Regionais dos Negócios 2020”, do Fórum Económico Mundial, indica ainda que as “doenças infeciosas” subiram 28 lugares no ranking e ocupam o segundo lugar. As regiões alvo desta pesquisa incluem Ásia-Pacífico, Eurásia, Europa, América Latina e Caribe, Médio Oriente e norte de África, América do Norte, sul da Ásia e África subsaariana. O “desemprego” é a maior preocupação dos líderes empresariais mundiais, de acordo com o mapa interativo “Riscos Regionais dos Negócios 2020”, do Fórum Económico Mundial. As “crises fiscais” que ocupavam o primeiro lugar em 2019 descem este ano para o terceiro lugar.

EasyJet anuncia bases sazonais em Faro e Málaga na primavera de 2021

Espanha e Portugal acumulam cerca de 26% do total de passageiros transportados em 2019. A companhia área ‘low-cost’ britânica easyJet anunciou que vai estabelecer uma base sazonal em Faro e abrir uma terceira base na cidade de Málaga, em Espanha, na primavera de 2021. A companhia adianta que vai equipar as duas bases (Faro e Málaga) com três aeronaves. Com estas novas bases provisórias, a easyJet pretende reforçar a temporada de verão. Málaga é um dos destinos estratégicos de verão da easyJet e, desde que iniciou as suas operações na cidade, em 1999, já transportou mais de 36 milhões de passageiros. A companhia aérea também anunciou duas novas rotas nas Ilhas Canárias em 13 de fevereiro de 2021 com duas frequências semanais.

Portugueses estão a pagar 30 milhões por uma taxa que já devia ter acabado

Lei de 2017 proibia empresas de gás de cobrar valor aos clientes, mas não foi regulamentada. Em média, a taxa custa às famílias 8,60 euros por mês. Os consumidores pagam 30 milhões de euros, por ano, numa taxa de gás que já devia ter acabado. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) lembra que, em 2017, o Governo aprovou uma lei que proíbe as fornecedoras de cobrar aos clientes as taxas municipais de ocupação do subsolo e lamenta que nunca a tenha regulamentado. O ministério que tutela as autarquias responde com um grupo de trabalho para estudar o tema. A taxa pode chegar a 41% da fatura do gás, na Covilhã, ou a 30% em Lousada.

Colapso no emprego seria quase o triplo se não fosse o lay-off

Empresas que aderiram ao apoio do Estado reduziram pessoal em 7%, mas sem ele a destruição chegaria a 19%. A destruição de emprego em Portugal teria sido quase três vezes maior sem o recurso por parte das empresas ao regime do lay-off simplificado (suspensão e redução parcial de horários). De acordo com um estudo do Banco de Portugal (BdP) e do INE, o emprego afundou cerca de 6,7% no universo das empresas abordadas, mas de acordo com esses empresários, a eliminação de postos de trabalho teria chegado a cerca de 19% (quase o triplo) no período que vai do início da pandemia (em Março) até meados de Julho.