Despesa com regime fiscal para estrangeiros subiu 6% em 2018 para 525 milhões

A despesa social associada ao regime fiscal do residente não habitual (RNH) ascendeu em 2018 a 525 milhões de euros, uma subida de 6,19% face ao ano anterior, segundo dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Relativamente aos benefícios considerados no ano de 2018, a despesa fiscal atingiu o montante de 1.057 milhões de euros (8,81% do IRS liquidado), sendo que, do total, 49,61% resultam do Regime dos Residentes não Habituais. Da restante despesa, 34,84% resulta dos benefícios às pessoas com deficiência, 6,23% da dedução do IVA por exigência de fatura e 5,53% dos relativos a Planos de Poupança Reforma (PPR).

Queda do PIB revela que Portugal está entre os países mais afetados da UE

Segundo as estimativas do INE, no segundo trimestre de 2020 o PIB português decresceu, em volume, 16,3% em termos homólogos e 13,9% face ao trimestre anterior. “Esta queda era esperada dada a conjuntura sanitária interna e externa e as medidas assumidas para a controlar. A queda registada situa Portugal entre o grupo dos países mais afetados da UE, em geral países onde a componente da atividade turística tem maior peso”, diz o ISEG. Globalmente, estima-se que o PIB tenha crescido entre 10,4% e 12,8% em relação ao segundo trimestre e que a variação homóloga para o PIB no 3º trimestre se venha a situar entre -8% e -6%.

Dívida pública de Portugal atinge recorde de 267 mil milhões de euros

A dívida pública de Portugal atingiu os 267,1 mil milhões de euros em Agosto, aumentando 2,4 mil milhões de euros face ao mês anterior. Segundo o Banco de Portugal, “para este aumento contribuíram essencialmente as emissões de títulos de dívida, no valor de 2,6 mil milhões de euros”. De acordo com as estatísticas da dívida pública relativas a Agosto de 2020 (na ótica de Maastricht, a que conta para a Comissão Europeia), divulgadas pelo Banco de Portugal, “os ativos em depósitos das administrações públicas cresceram 5,4 mil milhões de euros”. “Assim, a dívida pública líquida de depósitos diminuiu 2,9 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 242,6 mil milhões de euros”.

Quase 80% das falências antes da pandemia já eram de famílias

As insolvências de particulares representam perto de 80% de todos os processos do género decretados pelos tribunais e mais do que triplicaram, no primeiro trimestre deste ano em comparação com 2007, o primeiro ano em que começaram a ser registadas estatísticas. A preocupação é que a tendência seja de agravamento, e também por isso foram estendidas, até Setembro do próximo ano, as moratórias de crédito. As insolvências das famílias têm vindo a crescer, nos últimos anos, e passaram a representar mais processos do que os das empresas, chegando a ultrapassar 80% no final do ano passado.

Portugal desce três lugares no ‘ranking’ da competitividade digital

Portugal voltou a perder competitividade digital, mantendo a tendência verificada há cinco anos (só em 2018 a conseguiu inverter). O país está agora em 37º lugar do ranking mundial, tendo caído três posições na ‘calculadora’ que agrega conhecimento, tecnologia e estratégia. Os Estados Unidos da América continuam na liderança do “IMD Digital Competitiveness Ranking”, no qual Portugal está a meio de uma tabela com 63 países, mas à frente de oito Estados-membros da União Europeia sobretudo impulsionado pela pontuação no indicador «conhecimento» (33º).

Benefícios fiscais crescem 800 milhões

O Estado concedeu mais de 3,2 mil milhões de euros em benefícios fiscais no ano passado, quase mais 800 milhões de euros do que no ano anterior. O maior beneficiário foi o Fundo de Pensões do BCP, com 124 milhões de euros, segundo dados divulgados pelo Ministério das Finanças. No topo da tabela constam ainda, além dos vários fundos de pensões da banca, empresas do setor automóvel.