Pandemia põe em risco quase um milhão de empregos no curto prazo

Quase um terço do mercado privado de emprego pode estar em risco devido à pandemia de covid-19, segundo um estudo realizado pelo Centro de Economia para a Prosperidade (Prosper) da Universidade Católica. Ao impacto directo que pode chegar a 700 mil postos de trabalho – paralisados pela crise, incompatíveis com teletrabalho e passíveis de robotização –, os investigadores somam até 245 mil que dependem indirectamente, chegando à estimativa total de 945 mil trabalhadores. Os novos desempregados estão escondidos entre a população inactiva e que, não fosse este efeito, a taxa estaria agora na casa dos 8%.

Pandemia do coronavírus provoca recessão “fulminante” na economia portuguesa

Aumento do défice, queda do PIB e desemprego a passar os 10%. Conselho de Finanças Públicas diz que é essencial proteger o emprego e o rendimento das famílias portuguesas. Recessão “fulminante”, incerteza extrema e “choque negativo sem precedentes”. O Conselho de Finanças Públicas não poupou nas palavras para descrever os efeitos da pandemia num documento, em que antecipa o comportamento da economia portuguesa até 2022.

Cenário severo em 2020

Conselho das Finanças Públicas prevê impacto orçamental de 3012 milhões de euros num cenário menos destrutivo. Ou 4564 milhões num quadro severo. No pior dos cenários, e mesmo assim sujeito a riscos negativos, a recessão deste ano pode chegar a uma contracção da economia portuguesa de quase 12%, o desemprego atingirá mais de 13,1% da população activa, a dívida chega a um máximo histórico de 141,85% do produto interno bruto (PIB) e o défice público deve chegar a 9% do PIB ou mais, calcula o Conselho das Finanças Pública (CFP), no estudo “Perspectivas Económicas e Orçamentais 2020-2022”.

Ryanair retoma mais de 120 rotas de e para Portugal

A companhia aérea low-cost Ryanair anunciou que vai retomar mais de 120 rotas de e para Portugal a partir de 1 de Julho, de acordo com um comunicado. O grupo referiu que “restabelecerá mais de 120 rotas de/para Portugal” a partir desse dia, incentivando “os passageiros a começarem a planear as suas escapadinhas de Verão, celebrando que a Europa começa a reabrir para o turismo”. Portugal é um dos destinos de Verão preferidos dos veraneantes ingleses, alemães e franceses em 2020, bem como dos nossos clientes irlandeses e belgas, de acordo com a nossa equipa de Travel Trend Insights”, adiantou o grupo no comunicado.

50% dos portugueses vão fazer férias cá dentro ainda neste verão

As reservas já estavam feitas (77% não chegaram a cancelar) ou são feitas mais em cima da hora. É certo que metade vai passar este verão em território nacional. Viagens para fora, dizem 55%, só em 2021. Dos 25% que tinham planeado viajar para fazer férias no estrangeiro, só 2% mantêm a intenção. Aliás, enquanto não houver vacina ou tratamento eficaz para a covid-19, 73% dos inquiridos consideram pouco provável viajar para fora do país. Como seria de esperar, só os mais jovens, entre os 18 e os 24 anos, admitem que vão de certeza ou muito provavelmente viajar (24%), o que contrasta com os maiores de 55 anos (só 7%). Apesar de 40% acharem que a praia é um local pouco seguro, só 27% consideram provável trocá-la pelo campo neste verão. A tendência é maior na faixa etária entre os 25 e os 34 anos (40%) e menor acima dos 65 (37% não troca).

Taxa de desemprego baixa para 6,2% mas há menos pessoas a trabalhar

A taxa de desemprego baixou em Março para 6,2%, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). O número é mais baixo do que o verificado em Fevereiro, inferior ao que o que se registava três meses antes e também menor do que o do período homólogo. Porém, há menos 26,2 mil pessoas a trabalhar, o que sugere que muitos dos trabalhadores que perdem o emprego passam directamente para uma situação de inactividade, não contando como desempregados.