Taxa de desemprego baixa para 6,2% mas há menos pessoas a trabalhar

A taxa de desemprego baixou em Março para 6,2%, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). O número é mais baixo do que o verificado em Fevereiro, inferior ao que o que se registava três meses antes e também menor do que o do período homólogo. Porém, há menos 26,2 mil pessoas a trabalhar, o que sugere que muitos dos trabalhadores que perdem o emprego passam directamente para uma situação de inactividade, não contando como desempregados.

Exportações e turismo afundam 9,6% e geram recessão de 2,3%

A evolução da economia dá conta de um colapso de quase 10% em termos homólogos nas exportações de serviços, onde se inclui o turismo, actividade que travou a fundo em Março (por causa da crise pandémica) e praticamente congelou a partir daí. Segundo o INE, “as exportações de bens e serviços em volume registaram uma variação homóloga de -4,9% no 1º trimestre, após o crescimento de 6,2% no trimestre anterior”.

Dívida pública dispara para recorde de 262,1 mil milhões

De acordo com os dados do Banco de Portugal, o endividamento atingiu 262,1 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 7,3 mil milhões de euros face aos 254,78 mil milhões de euros registados em Março. Em termos nominais o valor da dívida pública é agora o mais elevado de sempre. A estimativa do FMI aponta para que a dívida pública em Portugal atinja um recorde de 135% do PIB este ano.

Subsídio de desemprego sobe em Abril para o valor mais alto em 15 anos

Valor médio mensal das prestações de desemprego atingiu 514,4 euros, mais 16,6 euros do que em Março. Apesar de modesto, é o número mais elevado da série de dados da Segurança Social, que começa em 2005. Subida do salário mínimo nos últimos anos deu uma ajuda. O número de pessoas a receber o subsídio de desemprego atingiu 197.949 em Abril, o mais expressivo desde 2017, o valor médio mensal do subsídio de desemprego está 120,6 euros abaixo do valor do salário mínimo, que é de 635 euros mensais – é o mais elevado de toda a série de dados mensais da Segurança Social.

Só 28% do crédito aprovado chegou às empresas

Já estão aprovadas operações de financiamento às empresas afectadas pela pandemia no valor total de 6,2 mil milhões de euros. Mas só 1,7 mil milhões foram contratados, menos de um terço do montante aprovado. O Governo não revela se e quando irá reforçar as linhas. Com as linhas de crédito garantido pelo Estado praticamente esgotadas, o dinheiro continua a tardar em chegar à economia real.

Dívidas das companhias de aviação vão descolar até aos €501 mil milhões

O aumento da dívida é de 28% face ao que existia no início do ano. A indústria saúda as ajudas estatais, mas está aflita com os custos do seu financiamento, especialmente numa altura em que os aviões vão andar mais vazios. A dívida global do sector aéreo pode subir para 550 mil milhões de dólares (501 mil milhões e euros) até o final do ano. Isso representa um aumento de 120 mil milhões de dólares (110 mil milhões de euros) em relação aos níveis de dívida no início de 2020, ou seja, um aumento de 28%.