Existem 6000 empresas ainda sem receber layoff

Há um mês e meio que os serviços da Segurança Social não dão quaisquer informações aos empresários. Quase dois meses depois de ter entrado em vigor o layoff simplificado, e com o primeiro-ministro a reafirmar no Parlamento que está tudo pago, existem 6000 empresas que pediram ajuda e que ainda não receberam qualquer apoio. Pior, os serviços da Segurança Social não dão qualquer informação aos empresários sobre o estado dos seus pedidos de ajuda há um mês e meio.

95% dos portugueses querem manter teletrabalho

Segundo um estudo realizado pela JLL em Portugal, 95% dos portugueses quer continuar a trabalhar a partir de casa pelo menos um dia por semana. Dois a três dias é considerada a dose ideal, sendo uma opção indicada por 57% dos inquiridos. Apesar de até aqui o teletrabalho não ser habitual na vida da maioria dos profissionais (66% não trabalhava remotamente), e, não obstante a sua repentina implementação devido à pandemia de covid-19, este regime está a ser muito bem aceite pelos portugueses e há uma clara vontade de o manter no futuro. A capacidade tecnológica e digital das empresas, disponibilizando ferramentas eficazes de trabalho remoto e colaboração em equipa foram determinantes, com 86% dos inquiridos a considerar que as suas empresas se adaptaram totalmente ao teletrabalho.

Algarve é a região mais afectada pelo desemprego

Os dados revelados pelo IEFP indicam que a região do Algarve foi a que sentiu o maior agravamento do desemprego. Os Açores tiveram um comportamento contrário com diminuição do número de desempregados inscritos. “A nível regional, no mês de Abril de 2019, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com excepção da Região Autónoma dos Açores. Dos aumentos homólogos o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+123,9%). No oposto encontra-se a região dos Açores com -6,2%”, refere o IEFP. As subidas percentuais mais acentuadas, por ordem decrescente, verificaram-se nas actividades de: “alojamento, restauração e similares” (+60,6%), “actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (+41,2%) e “transportes e armazenagem” (+37,4%)”, refere o IEFP.

“Lay-off”: 90 mil pedidos validados e 735 mil trabalhadores abrangidos

A Segurança Social já validou 90 mil pedidos de empresas para adesão ao “lay-off” simplificado, abrangendo 735 mil trabalhadores. O valor total dos processos ascende a 284 milhões de euros e o tempo médio de resposta dos pedidos por parte da Segurança Social é de 16 dias. Até ao dia 15 de Maio foram pagos 83.324 pedidos de “lay-off” e que, entretanto, foram corrigidos cerca de seis mil processos, havendo 5400 com dívidas à Segurança Social ou à Autoridade Tributária e cerca de quatro mil “não tinham condições de elegibilidade”.

Mais de 1600 pessoas perderam o emprego por dia em Abril

O número de desempregados em Portugal cresceu 22,1% durante o mês de Abril em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com números do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), foram mais 392 mil os inscritos em centros de emprego no passado mês – um aumento de 14,1% em relação a Março. Ao todo, o número de desempregados registados em Portugal indica um aumento de mais de 48 mil inscritos em relação a Março. Tal significa que, em média, 1.615 pessoas perderam o emprego por dia em Portugal durante Abril.

Bruxelas estima que turistas europeus poderão mover-se livremente no espaço comum

A Comissão Europeia estimou que, no Verão, os turistas europeus sejam capazes de “se mover livremente” na União Europeia (UE). Com o surto a estabilizar na Europa, os governos estão agora a levantar algumas medidas, nomeadamente no que toca aos transportes e ao turismo, dois dos sectores mais afectados pela paralisação imposta pela covid-19, e foi para os orientar que Bruxelas emitiu algumas orientações, visando medidas coordenadas. Comissão Europeia propôs aos Estados-membros critérios para a reabertura gradual das fronteiras internas da União Europeia no actual contexto da pandemia da covid-19, sublinhando que deve ser respeitado o princípio da não-discriminação.