Praias abrem a 6 de Junho com sistemas de alerta de ocupação

Entre famílias e grupos de pessoas diferentes a distância tem de ser de metro e meio. Chapéus de sol, toldos e outros equipamentos terão de manter distância mínima de 3 metros e não devem ter ocupação superior a 5 pessoas, de forma a assegurar regras de distanciamento. Os toldos só podem ser alugados por meio dia, se houver procura. Ou de manhã, até às 13h30, ou à tarde, a partir das 14h. Interditas actividades desportivas, excepto as de água. Jogar à bola ou ténis vai ser proibido. O sinal verde, amarelo ou vermelho, sinalizando que está livre, bastante ocupada, ou que está cheia, respectivamente. Vai ser interdito o estacionamento fora dos parques e zonas ordenadas de estacionamento.

Despedimentos colectivos já superam os da crise de 2008

A crise gerada pela covid-19 tem mais um efeito visível: os despedimentos colectivos dispararam em Abril. Durante o último mês, 140 empresas recorreram a este mecanismo para dispensar mais de 1300 trabalhadores. O número supera em mais de quatro vezes os despedimentos colectivos iniciados no mesmo mês de 2008, altura em que o país enfrentava outra crise, mas só 32 empresas recorreram a este mecanismo. E há outros. Durante o mês passado 1323 trabalhadores foram abrangidos por despedimentos colectivos. Até dia 8 de Maio 14 empresas tinham já iniciado o processo, tendo em vista o despedimento de 104 trabalhadores. Estes indicadores não têm efeito imediato nas contas do desemprego já que o despedimento colectivo é um processo moroso que cumpre várias etapas. Mas, certamente, estes números serão reflectidos nas contas dos próximos meses.

Adesão ao pagamento de impostos por débito directo aumentou

O número de adesões ao pagamento de impostos por débito directo aumentou 212%, para 138.094, face ao valor registado no final de 2018, e o IMI é o imposto em que mais pessoas pagam por este meio. A Autoridade Tributária e Aduaneira tem neste momento o registo de 138.094 adesões ao débito directo. Deste total, 46,3% visam o pagamento do Imposto Municipal sobre os Imóveis (IMI) e 40,7% do Imposto Único Automóvel (IUC). Destas adesões, apenas 8,9% visam o pagamento do IRS.

Turismo europeu precisa de 375 mil milhões de euros para recuperar da crise do coronavírus

As estimativas da União Europeia são à volta de 255 mil milhões de euros para ajudar os Estados-membros a recuperar a indústria e mais cerca de 120 mil milhões de euros para investimento extra, para ajudar os empreendedores e operadores a restabelecerem as suas operações. Com o turismo europeu estagnado, devido às medidas restritivas adoptadas pelos Estados-membros da UE para tentar conter a propagação da pandemia, incluindo com limitações nas viagens entre países, o responsável assinala que “o turismo passou de [uma actividade] de 100% para zero” e está hoje “reduzido a praticamente 10% do que era, dadas as perdas totais. Sem liquidez, nenhuma empresa irá sobreviver, é uma questão de proteger o mercado.

Turismo vai ser mais beneficiado por apoios europeus

Presidente da UE afirmou saber que o PIB vai cair em todos os países, mas cairá de forma mais acentuada nuns estados-membros do que noutros, e haverá prejuízos maiores nuns sectores do que noutros, como no do turismo, apontou, numa referência que terá agradado a Portugal, tal como Itália, Espanha e Grécia, bastante dependentes deste sector. 540 mil milhões é o que o Mecanismo Europeu de Estabilidade vai disponibilizar em linhas de crédito aos países da UE. Para Portugal, está previsto uma verba de 4 mil milhões de euros.

Portugal entre países europeus onde turismo mais cai em 2020 com recuo de 40% devido à pandemia de coronavírus

Portugal é dos países europeus onde o turismo internacional mais cai este ano devido à pandemia, com uma queda de 40% no número de visitantes, apenas superada por Espanha e Itália, de acordo com estudo da Oxford Economics. Segundo o estudo desta consultora britânica sobre os impactos da covid-19 no turismo europeu. Em Portugal deverão registar-se menos sete milhões de entradas internacionais este ano, em comparação com 2019, o equivalente a uma queda de 40%. Em termos percentuais, Portugal é apenas superado na redução dos visitantes por Itália (com uma queda de 49%, menos 31 milhões de visitantes) e por Espanha (recuo de 42%, menos 34 milhões de visitantes), que são desde logo os mais afectados pela pandemia, seja em número de mortes ou de casos.