Produtores de vinho no Algarve triplicam e relançam sector

A produção de vinhos algarvios já ultrapassa um milhão de garrafas e numa década o número de produtores triplicou, após o abandono quase total das vinhas na região devido ao ‘boom’ turístico a partir da década de 1970. Há dois anos foi atingido um marco no crescimento na produção, quando foi ultrapassada a barreira de um milhão de selos”, revelou à Lusa a presidente da Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA), Sara Silva, acrescentando que o número de produtores triplicou de 16, em 2010, para 45, no ano passado. No Algarve há actualmente 1.500 hectares de vinha cultivada, mas “apenas 800 são controlados pela comissão e inscritos para a produção de vinho de indicação geográfica e denominação de origem Algarve, havendo ainda uma parte da vinha que não é canalizada para a produção de vinho de qualidade.

Insolvências em Portugal “disparam” 27,8% nos primeiros dois meses do ano

O número de constituição de novas empresas em Janeiro e Fevereiro de 2020 também caiu – 20,1%, para as 9237 (contra as 11 559 criadas em igual período de 2019). Os processos de insolvência em Portugal aumentaram 27,8% nos primeiros dois meses de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em Fevereiro, regista5ram-se 490 insolvências, mais 79 (+19,2%) em termos homólogos, mas ainda assim menos 81 que em Janeiro deste ano (mês em que se verificaram 571 insolvências). Porto e Lisboa permanecem os distritos com o valor de insolvências mais elevado, com 251 e 237, respectivamente. A maioria dos sectores de actividade apresenta aumentos nas insolvências, com destaque para as áreas da Eletricidade, Gás e Água (+200%), Agricultura, Caça e Pesca (+109,1%) e Indústria Extractiva (+100,0%).

Número de novas empresas diminui

O número de novas empresas em Janeiro e Fevereiro de 2020 caiu 20,1%, para as 9237 (contra as 11 559 criadas em igual período de 2019). Em Fevereiro, a constituição de novas caiu 23,3%, em termos homólogos, para um total de 3752 novas entidades. O número mais significativo de constituições aconteceu em Lisboa, com 3093 empresas, e no Porto, com 1651. No entanto, ambos os distritos apresentam diminuições face ao ano passado: -15,1% em Lisboa e -21,2% no Porto. Ponta Delgada (com 79 novas empresas) e Angra do Heroísmo (28), que mantêm variação nula, e Portalegre, com um aumento de 10,6% face a 2019, foram os únicos distritos que não enfrentaram uma diminuição do número de novas empresas constituídas.

Britânica Flybe entra em liquidação

A britânica Flybe cessou a sua actividade, com efeito imediato, e entrou em liquidação judicial. A companhia aérea regional justificou a situação como sendo consequência do surto do novo coronavírus. A empresa contava com mais de 2.000 funcionários e transportava cerca de oito milhões de passageiros por ano, sobretudo dentro do Reino Unido, mas também para França, Alemanha, Irlanda, Holanda, Suíça, Itália e Luxemburgo. Em Janeiro, o Governo britânico aceitou adiar o pagamento de 106 milhões de libras (124 milhões de euros) que a Flybe devia em impostos, e os accionistas tinham-se comprometido a injectar mais fundos.

TAP cancela cerca de mil voos devido ao coronavírus

A TAP decidiu reduzir a capacidade em Março e Abril devido ao “forte abrandamento” nas reservas, em pleno surto de Covid-19, num total de mil voos, indicou a companhia aérea em comunicado. “O volume de reservas para Março e Abril mostra, desde as últimas duas semanas, quebras significativas relativamente ao ano passado”. “Este forte abrandamento da procura faz com que a TAP tenha procedido ao cancelamento imediato de voos com menor procura, reduzindo a capacidade em 4% em Março e 6% em Abril, o que representa um total de cerca de 1000 voos”, explicou a transportadora.

Perdas de companhias aéreas devido ao Covid-19 podem chegar aos 101 mil milhões

As companhias aéreas mundiais podem registar perdas de receitas até 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros) devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, estimou a associação internacional de transporte aéreo (IATA). “A situação que resulta do Covid-19 não tem quase precedentes”, sublinhou a IATA num comunicado publicado na sequência de uma reunião em Singapura.