12 Fev 2020 | Destaques
Auditoria do Tribunal de Contas traça quadro insatisfatório das infra-estruturas nacionais. Na ferrovia, apenas 11,3% das linhas estão em bom estado e não vão precisar de qualquer intervenção nos próximos anos. Pontes, viadutos, estradas e linhas de comboio precisam de investimento urgente. O principal problema está nas linhas de comboio. O estado de condição de 62,2% da via ferroviária é inferior a satisfatório. Os resultados dos indicadores evidenciam risco material de inoperacionalidade de infra-estruturas de transportes. Dentro da ferrovia, há 27,9% dos túneis que também estão abaixo do nível satisfatório; o mesmo acontece com 13,7% das pontes ferroviárias. Também é chamada a atenção para as condições da sinalização, do sistema de controlo de velocidade (Convel) e ainda dos aparelhos de via.
11 Fev 2020 | Destaques
Portugal teve a segunda maior quebra das vendas de carros novos a gasóleo no ano passado, em toda a Europa. No entanto, ainda é o segundo país onde mais se compram automóveis a diesel entre os 28 estados-membros, segundo dados da ACEA, a associação que representa os fabricantes de automóveis da Europa. No ano passado, a quota de mercado dos carros a gasóleo em Portugal caiu de 53,3% para 40% – só a Roménia teve uma quebra mais expressiva, de 13,9 pontos percentuais. A Irlanda, ainda assim, é o único país que continua à frente de Portugal nas vendas dos diesel, com uma quota de mercado de 46,6%.
11 Fev 2020 | Destaques
Em 2015, a quota de mercado do gasóleo em Portugal era de 67,5%, o que correspondia ao segundo lugar, segundo os dados facultados da ACEA. Em apenas cinco anos, registou-se uma quebra de 19,4 pontos percentuais, a sexta maior descida entre os 24 países avaliados. A maior redução nos últimos cinco anos ocorreu na Grécia, onde o peso do gasóleo travou, de 63,2% para 26,6%. Por causa da descida do diesel, os carros novos a gasolina foram os mais beneficiados nas vendas e voltaram a ser os preferidos dos portugueses: a quota de mercado deste combustível subiu 9,9 pontos percentuais, para 49,2%. A mesma mudança foi feita no ano passado pela Itália e Bulgária. Entre 2015 e 2019, a quota de mercado dos carros a gasolina subiu 19,4 pontos percentuais. Foi a sétima maior subida entre os 24 países avaliados. O maior aumento registou-se na Letónia, de 35,1% para 65,1%.
10 Fev 2020 | Destaques
O défice da balança comercial de bens registou uma diminuição de 165 milhões de euros face ao mês homólogo de 2018, atingindo 1.425 milhões de euros em Dezembro de 2019. Quando se exclui os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial regista um saldo negativo de 1.195 milhões de euros no mês em análise, correspondendo a uma diminuição do défice de 64 milhões de euros em relação ao mesmo mês de 2018. No conjunto do ano de 2019 as exportações e as importações de bens aumentaram 3,6% e 6,6%, respectivamente (+5,1% e +8,1% em 2018), tendo o défice da balança comercial de bens aumentado 2.842 milhões de euros. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em 2019 as exportações e as importações cresceram respectivamente 4,5% e 7,4% (+5,3% e +7,8% em 2018).
10 Fev 2020 | Destaques
No conjunto do ano de 2019, as exportações e as importações de bens aumentaram 3,6% e 6,6%, respectivamente. As exportações de bens aumentaram 5,4% e as importações subiram 1,2% em Dezembro de 2019, face ao mesmo mês de 2018, em termos nominais, divulgou o Instituto Nacional de Estatística. Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional, em Dezembro de 2019, as exportações e as importações de bens registaram subidas homólogas nominais de 5,4% e 1,2%, respectivamente (+8,4% e +1,0% em Novembro de 2019, pela mesma ordem). Nas exportações, o INE destaca o acréscimo dos combustíveis e lubrificantes, que subiram 38,5%, essencialmente nos produtos transformados e principalmente para Marrocos.
9 Fev 2020 | Destaques
Todos os indicadores começam a apontar para a desaceleração dos preços das casas, sobretudo nas grandes cidades. Na última década, os preços das casas em Portugal subiram, em média, quatro vezes e meia mais do que o ganho médio dos trabalhadores por conta de outrem. No final do ano os preços das casas em Portugal estavam 46% acima dos níveis registados no arranque da década, em 2010. É expectável que em 2020 o mercado nacional comece a reflectir a tendência já sentida em Lisboa, e que os preços acabem por estabilizar em ritmos mais normalizados. A variação média registada em 2019 já sinaliza este abrandamento. No ano passado, o preço das casas subiu 14,9%, muito próximo, mas abaixo dos 15,4% registados em 2018, o ano em que se verificou o maior crescimento da década.