Receita fiscal aumenta 215,8 milhões até Agosto

A receita fiscal do Estado aumentou em 215,8 milhões de euros até Agosto, face a igual período do ano passado, para 27.223,8 milhões de euros (ME), segundo a síntese da execução orçamental. No que diz respeito à receita fiscal líquida do subsetor Estado acumulada até Agosto de 2021, registou-se um crescimento de 215,8 milhões de euros (+0,8%), face ao primeiro período homólogo’, refere a Direção-Geral do Orçamento (DGO). A subida homóloga da receita fiscal observada até agosto assenta sobretudo na evolução dos impostos diretos, designadamente do IRS e do IRC. Já ao nível dos impostos indiretos, ‘registou-se uma evolução negativa de 161,5 milhões de euros (-1%), principalmente influenciada pelo desempenho do IVA, cuja execução acumulada retrai 187,3 milhões de euros face aos primeiros oito meses de 2020 (-1,8%)’, destaca a DGO.

Pagamentos em atraso aumentam até Agosto para 623,7 milhões

No final de Agosto os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 623,7 milhões de euros, o que representou um aumento de 67,3 milhões de euros relativamente ao período homólogo e uma diminuição de 283,5 milhões de euros face ao final do mês anterior, indica a Direção-Geral do Orçamento (DGO). A evolução homóloga é sobretudo explicada pelos Hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial), que registaram um aumento de 101,4 milhões de euros, que foi atenuado pela diminuição de 36,8 milhões de euros na Administração Regional. Os pagamentos em atraso são dívidas que estão por pagar há mais de 90 dias.

Segurança Social regista excedente de 49,5 milhões

A Segurança Social registou um excedente de 49,5 milhões de euros em Agosto, que compara com um défice de 85,9 milhões de euros no mesmo período do ano passado, segundo a síntese de execução orçamental. A receita efetiva da Segurança Social aumentou 7,2% até Agosto face ao período homólogo para 1396,7 milhões de euros. Este aumento deve-se essencialmente ao aumento de 1077,5 milhões de euros em contribuições e quotizações (o que representa um aumento de 9,2%), e ao acréscimo de 109,2 milhões de euros em financiamento do Orçamento do Estado. Por seu lado, a despesa subiu em agosto 6,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, para 20.780,7 milhões de euros.

Número de desempregados recua 9,5% em Julho

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou em Julho 9,5% em termos homólogos e 2,4% face a Junho, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). De acordo com o IEFP, no fim de Julho, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 368 704 desempregados, um número que representa 66,5% de um total de 554 797 pedidos de emprego. A nível regional, no mês de Julho, o desemprego registado, em termos homólogos, aumentou apenas na região da Madeira (+1,7%). As restantes regiões registaram ‘decréscimos significativos’ do desemprego, com o Algarve a registar a descida mais acentuada (-21,5%). Face a Junho, o desemprego registado desceu em todas as regiões, com as reduções ‘mais expressivas’ a ocorrerem no Algarve (-10,5%) e no Centro (-2,7%). Em termos sectoriais, o desemprego oriundo do sector do alojamento e restauração diminuiu 5,4% em cadeia e 19,1% em termos homólogos.

Função pública. Contratações não param de aumentar e atingem recordes

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para um aumento de 209 mil empregos na economia portuguesa, o que representa uma subida de 4,5%, o que é “a maior destes novos registos do INE, que remontam a 2011 e 2012”. E, para estes números contribuíram, em especial, as contratações na Função Pública, onde o emprego disparou 17% no segundo trimestre do ano, o que constitui um recorde desde que há registos. A maior parte das contratações surgem na educação (+7.123, em termos homólogos), na saúde (+4.575) e na defesa nacional (+1.509).

Desempregados inscritos dispararam mais de 50% em 36 concelhos em dois anos

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do IEFP desceu em Junho em 215 dos 278 concelhos de Portugal Continental relativamente a igual mês de 2020. Face a Junho de 2019, contudo, os desempregados só baixaram em 55 municípios. 80% dos concelhos do continente ainda têm mais inscritos do que há dois anos, em Junho de 2019, antes da crise. Os 10 com maiores aumentos estão no Algarve, região que no seu conjunto apresenta uma subida de 154%.