Função pública. Contratações não param de aumentar e atingem recordes

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para um aumento de 209 mil empregos na economia portuguesa, o que representa uma subida de 4,5%, o que é “a maior destes novos registos do INE, que remontam a 2011 e 2012”. E, para estes números contribuíram, em especial, as contratações na Função Pública, onde o emprego disparou 17% no segundo trimestre do ano, o que constitui um recorde desde que há registos. A maior parte das contratações surgem na educação (+7.123, em termos homólogos), na saúde (+4.575) e na defesa nacional (+1.509).

Desempregados inscritos dispararam mais de 50% em 36 concelhos em dois anos

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego do IEFP desceu em Junho em 215 dos 278 concelhos de Portugal Continental relativamente a igual mês de 2020. Face a Junho de 2019, contudo, os desempregados só baixaram em 55 municípios. 80% dos concelhos do continente ainda têm mais inscritos do que há dois anos, em Junho de 2019, antes da crise. Os 10 com maiores aumentos estão no Algarve, região que no seu conjunto apresenta uma subida de 154%.

Insolvências sobem 11,6% nos primeiros sete meses

As insolvências diminuíram para 382 em Julho, menos 1,3% do que as registadas no período homólogo de 2020 (387), mas em termos acumulados subiram 11,6% face aos primeiros sete meses do ano passado. Segundo o estudo da Iberinform foram registadas 3.129 insolvências até final de Julho de 2021. Os distritos do Porto e de Lisboa foram os que apresentaram um maior número de insolvências, com 783 e 736, respetivamente, que refletem aumentos de 27,8% e 11,4% face ao mesmo período de 2020.

Cresce número de novas empresas

A Iberinform refere que no distrito de Lisboa já foram constituídas 7.347 novas empresas até Julho deste ano, mais 8,38% do que em igual período de 2020, enquanto no distrito do Porto os valores atingiram 4.409 empresas, mais 12,5%. Com exceção de Vila Real, que registou um decréscimo de 9,3%, todos os outros distritos registam um aumento de novas empresas, sendo os mais relevantes os registados em Bragança (+54,9%), Horta (+52,6%), Madeira (+52%), Viana do Castelo (+22,4%), Guarda (+21,7%), Leiria (+20,7%), Angra do Heroísmo (+20,3%), Santarém (+18,2%), Beja (+18%), Évora (+17,6%) e Viseu (+16,4%).

Portugal é o terceiro país europeu em que o capital privado investido nas empresas menos pesa no PIB

No ano passado, o capital privado (private equity) investido nas empresas pesou apenas 0,026% no produto interno bruto (PIB) português, mostram dados da Invest Europe. Portugal é assim o terceiro país europeu em que o capital privado pesa menos no PIB, sendo este investimento, em proporção, 13 vezes inferior ao realizado pela vizinha Espanha (0,358%) e 19 vezes inferior ao da média europeia. O país está assim a anos-luz de França (em que o capital privado pesa 0,819% do PIB), do Luxemburgo (1,193%) e, fora da União Europeia (UE), do Reino Unido (1,394%), com uma aplicação proporcional 53 vezes superior à portuguesa. Pior que Portugal estão apenas a Grécia (0,024%) e a Roménia (0,009%). A falta de capital é um problema central do tecido empresarial português.

Prolongamento das moratórias bancárias publicado em Diário da República

O prolongamento das moratórias aplica-se aos ‘particulares e empresas que desenvolvem a sua atividade em setores especialmente afetados pela pandemia de covid-19’, como os do alojamento, restauração, cultura e transportes. O prolongamento das moratórias bancárias, na componente capital, entre 01 de Outubro e 31 de Dezembro foi publicado, por lei do parlamento, sujeitando a execução das medidas a regulamentos e supervisão da Autoridade Bancária Europeia (EBA). As entidades que pretendam beneficiar da prorrogação prevista no presente artigo devem comunicar às instituições esse facto no prazo mínimo de 20 dias anteriores à data de cessação da medida de apoio de que beneficiam.