Governo vai devolver às empresas aumento de despesas com TSU devido à subida do salário mínimo em 2021

Este mecanismo de devolução visa devolver às empresas o aumento de despesas com a Segurança Social devido à subida do salário mínimo nacional em 2021. Governo avança que será pago a totalidade, ou um valor próximo da totalidade, do aumento de despesas com a TSU. Assim, a subida das despesas com a Taxa Social Única (TSU) vai ser coberta pelo Governo através de um único pagamento a realizar no “primeiro trimestre” do próximo ano.

Plano para a TAP prevê nova injeção milionária

Companhia perde 17 aviões e dois mil trabalhadores. O plano prevê uma redução da frota, despedimentos e cortes salariais, mas a TAP pode precisar de mais financiamento público até 2024. A TAP pode precisar de três mil milhões até 2024. Plano da empresa prevê novos financiamentos públicos “até um valor da ordem dos 1,8 mil milhões de euros” através de injeções de fundos públicos ou de garantias de Estado a novos empréstimos, além dos 1,2 mil milhões de ajudas já injetados. O financiamento poderá resultar de verbas de fundos públicos ou de garantias de Estado a novos empréstimos. O plano de reestruturação que o Governo vai apresentar à Comissão Europeia prevê que TAP continue a voar com 88 aviões, quando começou o ano com 105

PIB da zona euro com subida em cadeia história no terceiro trimestre

Portugal teve, neste período, a quarta maior subida (+13,3%) entre os países da moeda única. PIB da zona euro encontra-se, porém, a níveis de 2017. As economias da zona euro e da União Europeia (UE) registaram no terceiro trimestre as maiores subidas em cadeia, de 12,5% e 11,5% respetivamente, invertendo a tendência de queda verificada nos dois trimestres anteriores. França (+18,7%), Espanha (+16,7%) e Itália (+15,9%), foram os Estados-membros que registaram crescimentos em cadeia mais elevados do Produto Interno Bruto (PIB). As perspetivas do gabinete estatístico europeu para o quarto trimestre são, todavia, menos otimistas, uma vez que o Eurostat antevê um forte travão na recuperação devido às novas restrições que foram impostas pelos Governos em muitos países europeus, numa tentativa de mitigar os efeitos da segunda vaga da pandemia.

OCDE aponta para recuperação lenta de Portugal nos próximos meses

A economia portuguesa subiu em Novembro apenas uma décima (96,6) face a outubro ficando abaixo da média dos países da moeda única (98,3) e do conjunto dos países da OCDE considerados (99,0). Em sentido contrário à recuperação da maioria dos países da OCDE, está a Espanha, o principal parceiro comercial de Portugal. Em França, Itália e na Alemanha, o CLI mostra sinais de crescimento moderado, indica a OCDE.

Emprego sobe em cadeia 1,0% na zona euro e 0,9% na UE

Na UE, a taxa de emprego teve a maior subida de sempre em cadeia (0,9%) no terceiro trimestre, interrompendo, assim, uma tendência de recuo nos períodos anteriores (-0,2% no primeiro trimestre e -2,8% no segundo). De acordo com o gabinete estatístico europeu, face ao mesmo trimestre de 2019, o emprego caiu 2,3% na zona euro e 2,0% na UE no terceiro trimestre de 2020 (após quedas de 3,1% e 2,9%, no primeiro e segundo trimestres, respetivamente). No caso de Portugal, foi registado, no terceiro trimestre, uma subida de 1,2% na taxa de emprego face ao anterior e um recuo de 2,6% em comparação com o mesmo período de 2019 (ambos os dados acima da média).

Cerca de 2,1 milhões de portugueses têm salário abaixo dos 900 euros

Perto de 70% dos trabalhadores portugueses têm ganho inferior a 1200 euros. Só 2% da força de trabalho recebe acima de 2500 euros. Mais de metade dos trabalhadores portugueses, ou seja cerca de 2,1 milhões de pessoas, levam para casa menos de 900 euros por mês. Os valores são divulgados num estudo e têm por base os dados do inquérito ao emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativo ao terceiro trimestre deste ano.