PIB da zona euro com subida em cadeia história no terceiro trimestre

Portugal teve, neste período, a quarta maior subida (+13,3%) entre os países da moeda única. PIB da zona euro encontra-se, porém, a níveis de 2017. As economias da zona euro e da União Europeia (UE) registaram no terceiro trimestre as maiores subidas em cadeia, de 12,5% e 11,5% respetivamente, invertendo a tendência de queda verificada nos dois trimestres anteriores. França (+18,7%), Espanha (+16,7%) e Itália (+15,9%), foram os Estados-membros que registaram crescimentos em cadeia mais elevados do Produto Interno Bruto (PIB). As perspetivas do gabinete estatístico europeu para o quarto trimestre são, todavia, menos otimistas, uma vez que o Eurostat antevê um forte travão na recuperação devido às novas restrições que foram impostas pelos Governos em muitos países europeus, numa tentativa de mitigar os efeitos da segunda vaga da pandemia.

OCDE aponta para recuperação lenta de Portugal nos próximos meses

A economia portuguesa subiu em Novembro apenas uma décima (96,6) face a outubro ficando abaixo da média dos países da moeda única (98,3) e do conjunto dos países da OCDE considerados (99,0). Em sentido contrário à recuperação da maioria dos países da OCDE, está a Espanha, o principal parceiro comercial de Portugal. Em França, Itália e na Alemanha, o CLI mostra sinais de crescimento moderado, indica a OCDE.

Emprego sobe em cadeia 1,0% na zona euro e 0,9% na UE

Na UE, a taxa de emprego teve a maior subida de sempre em cadeia (0,9%) no terceiro trimestre, interrompendo, assim, uma tendência de recuo nos períodos anteriores (-0,2% no primeiro trimestre e -2,8% no segundo). De acordo com o gabinete estatístico europeu, face ao mesmo trimestre de 2019, o emprego caiu 2,3% na zona euro e 2,0% na UE no terceiro trimestre de 2020 (após quedas de 3,1% e 2,9%, no primeiro e segundo trimestres, respetivamente). No caso de Portugal, foi registado, no terceiro trimestre, uma subida de 1,2% na taxa de emprego face ao anterior e um recuo de 2,6% em comparação com o mesmo período de 2019 (ambos os dados acima da média).

Cerca de 2,1 milhões de portugueses têm salário abaixo dos 900 euros

Perto de 70% dos trabalhadores portugueses têm ganho inferior a 1200 euros. Só 2% da força de trabalho recebe acima de 2500 euros. Mais de metade dos trabalhadores portugueses, ou seja cerca de 2,1 milhões de pessoas, levam para casa menos de 900 euros por mês. Os valores são divulgados num estudo e têm por base os dados do inquérito ao emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativo ao terceiro trimestre deste ano.

Governo pondera aumento do salário mínimo para 665 euros

O Governo admite um aumento de 30 euros no salário mínimo a aplicar a partir do próximo ano. A proposta oficial será apresentada numa reunião de concertação social sobre o assunto, onde também deverão ser debatidos apoios à tesouraria das empresas. Antes da aprovação do orçamento, o Governo tinha apontado para uma subida em linha com a média anual da última legislatura, ou seja, de 4,4%, o que implicaria um aumento de 23,75 euros. Os parceiros sociais têm de ser ouvidos sobre o aumento do salário mínimo, mas a decisão cabe ao Governo, pelo que não é obrigatório que haja um acordo.