Investimento em vistos ‘gold’ sobe 2,9% no primeiro semestre para 383 milhões de euros

Entre Janeiro e Junho, foram atribuídos 700 vistos ‘dourados’, 171 dos quais no último mês. China lidera atribuição de vistos ‘gold’, seguida do Brasil, Turquia, África do Sul e Rússia Seis anos de vistos gold rendem 4 mil milhões de euros. Chineses já investiram 1,9 mil milhões de euros para obter Vistos Gold. Nos primeiros seis meses do ano, o investimento total resultante da concessão de Autorização de Residência para Investimento (ARI) ascendeu a 383.003.719,56 euros, mais 2,9% em relação ao primeiro semestre de 2019 (372.243.909,50 euros). Em mais de sete anos – o programa ARI foi lançado em Outubro de 2012 -, o investimento acumulado até Junho passado totalizou 5.375.257.550,51 euros, com a aquisição de bens imóveis a somar 4.858.374.412,75 euros.

Número de desempregados inscritos baixa em Junho face ao mês de Maio

O desemprego registado baixou 0,6% face a Maio, o que traduz uma redução de 2.269 desempregados inscritos. O número de pessoas desempregadas inscritas nos centros de emprego do IEFP persistia acima dos 400 mil no final de Junho, embora tenha registado uma queda ligeira face a Maio, mês em que tinha atingido um máximo de Janeiro de 2018. Segundo os dados divulgados pelo IEFP, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 406.665 indivíduos desempregados, número que representa 74,8% de um total de 543.662 pedidos de emprego. Na comparação homóloga (Junho deste ano contra Junho de 2019), regista-se um aumento de 36,4% no número de desempregados, o que representa mais 108.474 inscritos.

Desemprego aumenta no Algarve

A região do Algarve continua a ser a mais penalizada com o aumento do desemprego devido à forte dependência do turismo. Em termos homólogos o número de desempregados aumentou 231,8% para 26.140 pessoas. Norte, Centro e Alentejo também baixaram o desemprego em Junho face a Maio, sendo que só em Lisboa e Vale do Tejo se registo um crescimento em cadeia. Na comparação homóloga todas as regiões registam um agravamento, com LTV a sofrer a maior subida (48,5%) depois do Algarve. No que respeita à actividade económica de origem do desemprego, dos 35.6577 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 73% tinham trabalhado em actividades do sector dos serviços.

Exportações baixam

Até Maio, as exportações de bens e serviços decresceram 22,2% (17,7% nos bens e 31,0% nos serviços) e as importações diminuíram 17,1% (16,7% nos bens e 18,7% nos serviços). A balança de capital registou um efeito positivo nas contas externas, mas numa dimensão insuficiente para compensar a degradação das restantes balanças. O saldo cresceu 367 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado, “em resultado de um aumento dos recebimentos de fundos comunitários e de uma redução das aquisições de activos intangíveis.

Taxa de inflação anual sobe em Junho na zona euro e UE

A taxa de inflação anual fixou-se em Junho nos 0,3%, na zona euro, uma ligeira recuperação face aos 0,1% de Maio, mas longe dos 1,3% homólogos, e nos 0,8% na União Europeia (0,6% e 1,6%, respectivamente), segundo o Eurostat. As mais baixas taxas de inflação foram registadas em Chipre (-2,2%), na Grécia (-1,9%) e na Estónia (-1,6%) e, as mais altas, na Polónia (3,8%), República Checa (3,4%) e Hungria (2,9%). Em Portugal, a inflação anual subiu 0,2%, que se comparam com os -0,6% de Maio e os 0,7% de Junho de 2019.

Injecção estatal na TAP eleva défice até 9,8%

A injecção de até 1,2 mil milhões de euros na TAP poderá, num cenário menos optimista traçado pelo Conselho de Finanças Públicas (CFP), fazer disparar o défice público para 9,8% da riqueza que o País vai gerar este ano. A projecção divulgada não contempla ainda os novos gastos inscritos no Orçamento Suplementar, destinados a fazer face à crise desencadeada pela Covid-19, que levaram o Governo ajustar a previsão do défice para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). A juntar aos riscos de incerteza sobre a evolução da economia causados pela situação pandémica, o CFP junta o auxílio financeiro à TAP, que irá pressionar ainda mais as contas públicas devido ao acréscimo das necessidades de financiamento.