Desemprego aumenta no Algarve

A região do Algarve continua a ser a mais penalizada com o aumento do desemprego devido à forte dependência do turismo. Em termos homólogos o número de desempregados aumentou 231,8% para 26.140 pessoas. Norte, Centro e Alentejo também baixaram o desemprego em Junho face a Maio, sendo que só em Lisboa e Vale do Tejo se registo um crescimento em cadeia. Na comparação homóloga todas as regiões registam um agravamento, com LTV a sofrer a maior subida (48,5%) depois do Algarve. No que respeita à actividade económica de origem do desemprego, dos 35.6577 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 73% tinham trabalhado em actividades do sector dos serviços.

Exportações baixam

Até Maio, as exportações de bens e serviços decresceram 22,2% (17,7% nos bens e 31,0% nos serviços) e as importações diminuíram 17,1% (16,7% nos bens e 18,7% nos serviços). A balança de capital registou um efeito positivo nas contas externas, mas numa dimensão insuficiente para compensar a degradação das restantes balanças. O saldo cresceu 367 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado, “em resultado de um aumento dos recebimentos de fundos comunitários e de uma redução das aquisições de activos intangíveis.

Taxa de inflação anual sobe em Junho na zona euro e UE

A taxa de inflação anual fixou-se em Junho nos 0,3%, na zona euro, uma ligeira recuperação face aos 0,1% de Maio, mas longe dos 1,3% homólogos, e nos 0,8% na União Europeia (0,6% e 1,6%, respectivamente), segundo o Eurostat. As mais baixas taxas de inflação foram registadas em Chipre (-2,2%), na Grécia (-1,9%) e na Estónia (-1,6%) e, as mais altas, na Polónia (3,8%), República Checa (3,4%) e Hungria (2,9%). Em Portugal, a inflação anual subiu 0,2%, que se comparam com os -0,6% de Maio e os 0,7% de Junho de 2019.

Injecção estatal na TAP eleva défice até 9,8%

A injecção de até 1,2 mil milhões de euros na TAP poderá, num cenário menos optimista traçado pelo Conselho de Finanças Públicas (CFP), fazer disparar o défice público para 9,8% da riqueza que o País vai gerar este ano. A projecção divulgada não contempla ainda os novos gastos inscritos no Orçamento Suplementar, destinados a fazer face à crise desencadeada pela Covid-19, que levaram o Governo ajustar a previsão do défice para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). A juntar aos riscos de incerteza sobre a evolução da economia causados pela situação pandémica, o CFP junta o auxílio financeiro à TAP, que irá pressionar ainda mais as contas públicas devido ao acréscimo das necessidades de financiamento.

Crise do turismo arrasta PIB para pior trimestre de sempre

Economistas apontam queda histórica do PIB. Média das projecções sinaliza tombo de 16,5%. Actividade afundou em Abril e melhorias em Maio foram pouco visíveis. Em tempos de pandemia, o peso do sector do turismo é um lastro que atrasará a retoma da economia. São tempos inéditos os que se têm vivido em Portugal — e no mundo — nos últimos meses, na sequência da pandemia de covid-19. Como inéditos são os números da crise económica que o surto do novo coronavírus está a arrastar.

Contribuintes fogem ao IRS em 437,8 milhões de euros

Os 90 mil contribuintes que em 2015/2016 estavam no regime da contabilidade organizada de IRS (obrigatório para quem tem um volume de negócios acima dos 200 mil euros) conseguiram manipular as contas de modo a fugir aos impostos em 437,8 milhões de euros. A auditoria da Inspecção Geral de Finanças detectou rendimentos não declarados, serviços cobrados com um valor abaixo do normal e custos fiscais que não existiam. Neste regime encontram-se pequenos restaurantes, cafés, oficinas de reparação automóvel, entre muitos outros pequenos negócios.