Reino Unido reforça verbas para o Brexit

O Governo britânico reservou mais 2,1 mil milhões de libras (2,4 mil milhões de euros) para a eventualidade de sair da União Europeia sem acordo. Este reforço vem aumentar a verba total alocada pelo Reino Unido ao Brexit para 6,1 mil milhões de libras (6,7 mil milhões de euros) e pode ser interpretado como um sinal de que o governo britânico está mesmo a considerar a possibilidade de um Brexit sem acordo. A nova tranche inclui verbas para infra-estruturas de fronteira e operações alfandegarias, acesso a produtos médicos de primeira necessidade, apoio a negócios e campanha pública de comunicação.

Fisco deixa escapar mil milhões de euros

Um quarto do valor total da dívida em processos de execução fiscal suspensos por processos de insolvência ou de revitalização poderá ter prescrito. Em causa está qualquer coisa como 1090 milhões de uma dívida total de 4451 milhões. IGF quer que o Fisco “uniformize procedimentos”, que elabore um plano de acção que “assegure um maior controlo da dívida cobrável”, e que “aperfeiçoe os sistemas informáticos”, com automatismos que identifiquem a dívida que ainda pode ser reclamada. Taxa de recuperação do Fisco é de 25%, mas não vai além dos 5% no caso dos credores comuns.

Dívida pública afunda mais de 5 mil milhões após recorde

De acordo com o Banco de Portugal, a dívida pública na óptica de Maastricht, a que interessa a Bruxelas, desceu para 246,933 mil milhões de euros. A este valor corresponde uma queda acima de 5 mil milhões de euros, face ao nível recorde de Maio de 252,4 mil milhões de euros, que correspondia ao nível mais alto de sempre em termos nominais. A meta do Governo passa por baixar o rácio da dívida pública dos 121,5% em 2018 para os 118,6% em 2019. Este é o indicador a que estão atentos tanto os mercados como as agência de rating.

Patrões unem-se contra envio para o Fisco de dados das empresas

As signatárias – Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e Confederação do Turismo de Portugal (CTP) – manifestam “de forma veemente a sua discordância quanto às soluções apresentadas pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais à COFMA [Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa] para submissão de um ficheiro SAF-T (PT), contendo todos os movimentos contabilísticos, ‘prometendo’ a AT não fazer uso deles”. E sustentam que não é possível cumprir com as novas obrigações em 2020, pedindo ao Governo mais um ano para se afinarem e consolidarem os procedimentos.

Inflação na zona euro cai para 1,1% no mês de Julho

A inflação na zona euro no mês de Julho apresentou uma ligeira quebra, fixando-se em 1,1%, depois de no mês de Junho de ter situado em 1,3%. Os principais componentes ‘comida, álcool e tabaco’ apresentaram a sua taxa de inflação mais elevada este ano, com 2%, em comparação com 1,6% de Junho, representando um aumento de 0,4 pontos percentuais, seguidos pelos ‘serviços’, cuja taxa de situou em 1,6% no mês de Junho. A ‘energia’ foi o que mais caiu, sendo que em Junho se tinha fixado em 1,7% e a estimativa apresenta uma queda para 0,6%. Os bens industriais não energéticos apresentaram uma ligeira subida, para 0,4%, após no mês de Junho se ter fixado em 0,3%.

Desemprego atinge novos mínimos na zona euro

A taxa de desemprego atingiu um novo mínimo de 7,5% na zona euro em Junho e estabilizou na União Europeia (UE) em 6,3%. No que toca à média da UE, a taxa de desemprego fixou-se em 6,3%, mantendo-se inalterada face à percentagem registada em Maio deste ano e baixando relativamente a Junho de 2018, quando atingiu 6,8%. Em Portugal, a taxa de desemprego fixou-se em 6,7% em Junho deste ano, acima dos 6,6% verificados em Maio, mas abaixo dos 6,9% registados no mesmo mês do ano passado. As taxas de desemprego mais baixas registaram-se na República Checa (1,9%), Alemanha (3,1%), Hungria, Malta e Holanda (3,4% nos três países).

Fisco lança mega-operação a milhares de restaurantes, padarias, bares e cafés

A operação “Ementa turística” centra-se nas áreas de maior concentração de restauração, como os centros históricos, as zonas da baixa das cidades e zonas balneares, numa altura em que estão mais turistas em Portugal e que muitos portugueses estão também de férias. Em causa está a correcta aplicação do IVA, da fuga ao fisco e da utilização de software certificado. A AT pretende também recolher no terreno dados que permitam conhecer a dimensão e o modo de funcionamento da actividade desenvolvida pelo estabelecimento em causa, para “permitir uma monitorização subsequente e uma eficaz análise de risco para selecção para inspecção.

Cada português paga 4310 euros em impostos

Cada português pagou, em média, 4310 euros em impostos no ano passado. O valor é o mais elevado desde 1972, primeiro ano de registos. Cada português pagou 1919,70 euros em impostos directos, como o IRS, e outros 2390 euros em impostos indirectos, como o IVA. No ano passado, o Estado arrecadou 44,3 mil milhões de euros em impostos, também o valor mais alto desde que há memória estatística. O imposto que mais contribuiu para encher os cofres do Estado foi o IVA, que valeu quase 16,7 mil milhões de euros. Já o IRS vale outros quase 12,9 mil milhões. Foi em 2017, com o actual Governo, que o valor médio de impostos pago por cada português ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos quatro mil euros.

Notas falsas atingiram mais de 570 mil euros, avança Banco de Portugal

É importante saber reconhecer a autenticidade das notas no momento em que são recebidas, dado que não é possível trocar uma nota contrafeita por uma nota genuína. O Banco de Portugal retirou mais de 7.400 notas falsificadas de circulação durante o primeiro semestre. As mais falsificadas foram as notas de 20 euros e 50 euros, correspondendo a 80%. No total, o valor falsificado correspondia a mais de 570 mil euros. As notas retiradas de circulação durante os primeiros seis meses de 2019 representou um aumento de 10% face ao segundo semestre do ano anterior, quando se registou 6.757 notas contrafeitas, cujo valor se fixou em 304 mil euros.

Estudo ambiental viabiliza aeroporto do Montijo mas alerta para ameaças às aves e ruído

O EIA entrou em consulta pública, que se prolonga até 19 de Setembro, podendo os interessados participar para que os contributos sejam considerados no parecer da Agência Portuguesa de Ambiente. O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) ao futuro aeroporto do Montijo viabiliza a construção desta infra-estrutura nos terrenos da Base Aérea nº6 e a sua exploração, mas aponta “impactes significativos” para o ambiente. De acordo com o documento, os principais impactes negativos para o ambiente são as ameaças para as aves e o ruído, que tem efeitos na saúde humana. Em causa está o “aumento de pessoas, veículos e aeronaves” nessa zona. Ainda assim, o estudo diz que “nenhuma das espécies estudadas terá as suas populações afectadas”.