Comércio internacional na zona euro em excedente de 15,7 mil milhões de euros

Em Abril, as primeiras estimativas das exportações de bens na zona euro foi de 192,9 mil milhões de euros, um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período no ano passado, em que se registou um valor de 183,4 mil milhões de euros, de acordo com os dados avançados pela organismo de estatística da União Europeia (UE). No que diz respeito às importações do resto do mundo, o valor foi de 177,2 mil milhões de euros, o que significa uma subida de 6,6% face ao mês de Abril de 2018, quando se verificaram 166,3 mil milhões de euros. Como resultado, a zona euro registou um excedente de 15,7 mil milhões de euros no comércio internacional com o resto do mundo. Já dentro da zona euro, o comércio observou um crescimento de 163,7 mil milhões de euros, um ligeiro acréscimo de 3% em comparação com o mês de Abril de 2018.

Inflação em Portugal baixou para 0,3%

A taxa de inflação anual recuou em Maio para os 1,2% na zona euro e os 1,6% na União Europeia, com Portugal a registar a segunda menor (0,3%). Na UE, a subida de 1,6% dos preços em Maio representa um abrandamento face à inflação de 2,0% homóloga e à de 1,9% registada no mês anterior. As menores taxas de inflação anuais registaram-se em Chipre (0,2%), Portugal (0,3%) e Grécia (0,6%) e as mais elevadas na Roménia (4,4%), Hungria (4,0%) e Letónia (3,5%). Em Portugal, os 0,3% de inflação anual em Maio comparam-se com os 1,4% do mês homólogo e os 0,9% de Abril.

Imobiliárias com novas regras

A partir do próximo dia 26, as imobiliárias têm de seguir novas regras no que diz respeito à identificação, controlo e comunicação de operações de compra, venda, arrendamento, ou permuta de imóveis. Estas novas regras têm como objectivo a prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo. Uma das novas regras é a identificação do cliente, seja ele particular ou empresa, bem como dos beneficiários efectivos, ou seja, as pessoas ou entidades que detêm, de forma directa ou indirecta, o imóvel. Além disso, as imobiliárias estão agora obrigadas a ter um registo de todas as informações recolhidas, que deve ser mantido durante sete anos.

Ninguém sabe o custo de 50% dos benefícios fiscais

Não existe informação para apurar quanto custam cerca de metade dos benefícios fiscais existentes. A conclusão é do grupo de trabalho que estudou esses mecanismos e que verificou também que quase um quarto dos incentivos fiscais não têm uma função definida. Quase um quarto dos benefícios fiscais não tem uma função definida. O Grupo de Trabalho para o Estudo dos Benefícios Fiscais olhou para mais de 500 incentivos e considerou que benefícios fiscais não tem função definida ou despesa associada, correspondendo a facilitismo e complexidade.

Mais de metade das empresas do Reino Unido não estão preparadas para o Brexit sem acordo

O risco de Brexit sem acordo é muito real e apelamos a todas as empresas, se ainda não o fizeram, que considerem a sua exposição [ao Brexit] e desenhem planos de contingência agora, considera a organização que representa os líderes das empresas do Reino Unido. Mais de metade das empresas não têm planos para a saída do Reino Unido da União Europeia, mostram dados da organização. E apenas 4% das inquiridas pretendem usar este prolongamento até Outubro para recuperar o tempo perdido e elaborar planos de contingência.

Terras ao abandono vão pagar IMI mais alto

Os proprietários de terras que as deixarem ao abandono vão passar a pagar mais Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). A avaliação geral da propriedade rústica vai abranger cerca de 11,5 milhões de terrenos de norte a sul do país, segundo os dados do fisco. Desta forma, o IMI vai funcionar como factor de incentivo ao ordenamento do território e à promoção da agricultura. A avaliação geral já está a ser aplicada como teste-piloto a sul do Tejo, com esta zona a ser escolhido devido à maior dimensão das terras e a uma maior facilidade em elaborar o seu cadastro. Depois, a avaliação será alargada ao resto do país. As receitas do IMI de terrenos rústicos atingiram os 7,7 milhões de euros em 2017, um valor bastante abaixo dos 1,48 mil milhões de euros gerados com os imóveis urbanos.

Portugal e Reino Unido garantem direito de voto dos cidadãos pós-Brexit

Portugal e Reino Unido assinaram um acordo que garante aos cidadãos britânicos recenseados em terras lusas e aos portugueses que vivem em terras de Sua Majestade que poderão permanecer e continuar a participar em eleições locais no futuro. O recém-formado acordo vem garantir que “todos os direitos” daqueles que estão recenseados no Reino Unido e em Portugal “se manterão depois da saída. Assim, vamos começando já a construir a relação futura com o Reino Unido. Portugal é um dos primeiros países da União Europeia” a celebrar este tipo de acordo com as autoridades britânicas.

Portugal continua a perder população, mas a um ritmo menor

No ano passado, Portugal perdeu 14.410 residentes. O país continua a encolher, mas a um ritmo menor do que o que se tinha verificado em 2017. Segundo o INE, havia no ano passado 10.276.617 pessoas a residir no país. A diminuição da população está a ser ditada por um saldo natural cada vez mais negativo. Ou seja, sem contar com os fluxos migratórios os residentes no país estão a encolher a um ritmo maior: no ano passado este saldo agravou-se para uma perda de quase 26 mil pessoas, enquanto em 2017 se tinha registado uma contracção de 23,4 mil pessoas. Foi o saldo migratório que contribuiu para atenuar esta tendência, tendo registado uma melhoria de 4.886 pessoas em 2017, para 11.570 pessoas em 2018.

Saldos e promoções com novas regras

Em defesa dos consumidores, o Governo aprovou o decreto-lei que altera a Lei dos Saldos, Promoções e Liquidações, “simplificando e harmonizando os procedimentos que os comerciantes devem cumprir sempre que comunicam à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) que pretendem realizar vendas em saldo ou liquidação”. Quando se proceda a saldos, promoções ou liquidações, tem de se oferecer um desconto relativamente ao preço mais baixo praticado no período de 90 dias anterior à promoção, saldo ou liquidação, com excepção de saldos, promoções ou liquidações anteriores.

Notícias falsas: preocupação está a tornar as pessoas “mais cuidadosas”

A preocupação pública relativa à desinformação (fake news) está a tornar as pessoas “mais cuidadosas” com as marcas que escolhem e os conteúdos que partilham online. A preocupação relativa às fake news “continua extremamente alta (média de 55% em 38 países) e cresceu de forma significativa no ano passado em alguns países, apesar das tentativas das plataformas e dos governos” no combate à desinformação, refere. Uma das consequências desta preocupação, adianta o Digital News Report, “parece ser uma maior consciência e afinidade com marcas de notícias confiáveis”.