1 Jun 2019 | Destaques
O
Estado disponibilizou 23,8 mil milhões de euros a sete instituições bancárias,
entre 2007 e 2018, de acordo com o relatório extraordinário relativo a
instituições de crédito que recorreram a fundos públicos, elaborado pelo Banco
de Portugal (BdP). O documento mostra que os bancos mais beneficiados foram a
Caixa Geral de Depósitos, com 6,25 mil milhões de euros e o antigo BPN, com
4,91 mil milhões de euros.
31 Mai 2019 | Destaques
Únicas
instituições bancárias que já devolveram a totalidade do que o Estado lhes
disponibilizou foram o BCP (3 mil milhões) e o BPI (1,5 mil milhões). O Estado
só recuperou perto de 5,3 mil milhões de euros de um total de 28,3 mil milhões
de euros em auxílios concedidos à banca entre 2007 e 2018, segundo o Banco de
Portugal (BdP). No caso do Banif, o Estado recuperou 275 milhões de euros e 136
milhões de euros que foram reembolsados pelo Fundo de Resolução. O banco foi
alvo de uma injecção de 3,35 mil milhões de euros.
31 Mai 2019 | Destaques
A
iniciativa “Acção sobre Rodas” da Autoridade Tributária controla na
auto-estrada quem tem dívidas ao fisco. Quem não pagar, fica sem o carro até
pagar. O controlo dos devedores está a ser feito através de um sistema
informático, que se encontra montado em mesas em tendas colocadas na rotunda da
Auto-estrada 42 (A42). O sistema informático cruza dados através das matrículas
das viaturas e compara-os com a existência de dívidas ao fisco.
30 Mai 2019 | Destaques, Fiscalidade
Em
Abril, a receita fiscal aumentou 7,6% para 12.662 milhões de euros devido
sobretudo ao desempenho do IVA com um acréscimo de receita de 459 milhões de
euros. Nos quatro meses do ano, a receita fiscal somou 12.662 milhões de euros,
numa evolução explicada sobretudo pelo crescimento da receita do IVA que
resultou num encaixe para os cofres do Estado de 5.676 milhões euros e do ISP e
IRS que contribuíram com 174 milhões e 118 milhões de euros, respectivamente.
30 Mai 2019 | Destaques
A execução orçamental das administrações públicas
registou um défice de 1259 milhões de euros até Abril. O valor representa uma
melhoria de 786 milhões de euros face a 2018, impulsionado pelo crescimento da
receita de 4,5% e da despesa de 1,1%. Também a despesa primária cresceu 1,7%.
“A execução até Abril encontra-se influenciada por efeitos sem impacto no
défice em contas nacionais, no valor de cerca de 713 milhões de euros.
29 Mai 2019 | Destaques
Em Portugal, nos últimos oito anos, mais de metade das horas extraordinárias feitas pelos trabalhadores por conta de outrem não foram pagas, de acordo com um novo estudo do Observatório sobre Crises e Alternativas. O pior ano foi 2012: ficaram por pagar 114,2 milhões de horas de trabalho suplementar de um total de 189,8 milhões, ou seja, mais de 60% do total de horas extra feitas nesse ano. Em 2018, o volume de horas extraordinárias não pagas caiu ligeiramente (para cerca de 109,2 milhões de horas) e o seu peso no total desceu um pouco. Ainda assim, o peso deste trabalho não remunerado ficou em 49% do total de horas extra realizadas.
29 Mai 2019 | Destaques, Fiscalidade
Nos primeiros três meses deste ano, a cobrança coerciva do Fisco ultrapassou os 254,6 milhões de euros. Metade dessa receita foi recuperada através de impostos directos, que justificam grande parte da subida de 22% na cobrança coerciva. Assim sendo, a execução no primeiro trimestre deste ano subiu mais 22% do que nos mesmos três meses de 2018.
28 Mai 2019 | Destaques, Fiscalidade
Há
cinco anos, a UE dedicou três frases telegráficas ao tema da transparência dos
negócios: prometeu combater a evasão e fraude fiscal; apoiou o imposto sobre as
transacções financeiras e uma base fiscal consolidada para as empresas; e
comprometeu-se a lutar contra o branqueamento de capitais. Na hora dos balanços
de despedida, é caso para dizer que aquilo que escasseou em palavras sobejou em
acção, com a equipa a fechar o mandato com uma produção legislativa ímpar nesta
área.
28 Mai 2019 | Destaques
É o terceiro valor mais elevado da União Europeia
que se tem mantido assim desde o início do século, apenas ultrapassado pela
Espanha (26,9%) e a Polónia (21,2%). Ao longo dos anos têm-se registado
ligeiras alterações, mas o país parece ter ficado agarrado à última posição do
pódio entre todos os 28 países da União Europeia e da zona euro. A flutuação
varia entre os 21% e os 22%. A média da União Europeia é substancialmente mais
baixa, fixando-se nos 14,1% do total de trabalhadores com idades entre os 15 e
os 64 anos. Os Estados-membros com a proporção mais baixa de temporários são a
Roménia (1,1%), a Lituânia (1,6%), Letónia (2,7%), Estónia (3,5%) e Bulgária
(4%). O Eurostat define “temporários” como as pessoas “que têm um contrato a
termo fixo ou cujo trabalho irá terminar se determinado objectivo for atingido.
27 Mai 2019 | Destaques
O
endividamento da economia portuguesa inverteu a tendência de descida no
primeiro trimestre. A “culpa” é do Estado, já que nas empresas
privadas e nos particulares o peso da dívida no PIB está em mínimos históricos.
O endividamento da economia portuguesa agravou-se no primeiro trimestre deste
ano, invertendo a tendência de queda que este indicador tem vindo a registar
desde 2013, quando se situava acima de 400% do PIB. Os dados revelados pelo
Banco de Portugal na quarta-feira, 19 de Maio, mostram que o endividamento do sector
não financeiro (Estado, empresas públicas e privadas e famílias) aumentou em Março
para 724,4 mil milhões de euros, o que representa 356,8% do PIB.