Brexit já custou 138 mil milhões de euros à Europa

Desde que o Reino Unido votou pela saída da União Europeia, Portugal perdeu oportunidades de exportação na ordem dos dois mil milhões de euros. Sabe-se que no conjunto das economias de Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Alemanha, o Brexit já custou 138 mil milhões de euros. Ainda assim, Portugal é dos países europeus que foi menos impactado. No caso da Alemanha, por exemplo, esse valor foi de 50 mil milhões de euros. Em Espanha foi de 7,8 mil milhões de euros. Brexit pode causar um impacto enorme no turismo, que vale perto de 15% do PIB português. 22% dos passageiros que entram nos aeroportos portugueses são britânicos, mas este valor pode ser afectado caso se comecem a requerer vistos de turismo a estes cidadãos.

Já nasceu o BEM, banco destinado a empresas

O BEM contará com dez Espaços Empresa – situados em Aveiro, Braga, Leiria, Lisboa e Grande Lisboa, Porto e Grande Porto, Faro e Viseu. A ideia é simples: “ajudar a resolver problemas há muito identificados no nosso tecido empresarial, como os constrangimentos à capitalização e ao acesso a fontes de financiamento alternativas por parte das empresas”. De acordo com a instituição financeira, o objectivo é “suprir falhas do mercado” e responder às necessidades de crescimento e sofisticação do tecido empresarial português, num universo potencial de mais de cinco mil empresas.

Inflação da Zona Euro acelera em Abril

A inflação da Zona Euro fixou-se em 1,7% em Abril deste ano, acelerando face aos 1,4% registados em Março e atingindo um máximo de cinco meses. Em termos homólogos, os preços na energia continuam a registar a maior subida (5,4%, ligeiramente acima dos 5,3% em Março), seguido dos serviços (1,9%, acelerando face aos 1,1% de Março) e dos alimentos, álcool e tabaco (1,5%). Esta valorização dos preços aliada à recuperação do ritmo de crescimento – o PIB da Zona Euro no primeiro trimestre acelerou – poderá dar descanso ao BCE no que toca aos estímulos monetários, que voltaram a estar em cima da mesa no final do ano passado.

Mais de mil clientes bancários reclamam sobre comissões MBWay

Mais de mil pessoas juntaram-se para reclamar o fim da cobrança de comissões pelas transferências do serviço MBWay, que aumentaram para 1,20 euros. Em 30 de Abril, a DECO anunciou estar a preparar uma reclamação, em nome dos consumidores, para entregar ao Banco de Portugal a exigir uma “limitação dos custos associados a todas as formas de pagamento e transferências” pelos consumidores. “Cabe ao Banco de Portugal limitar os encargos aplicados às transferências feitas através do MBWay, já que é esta instituição que valida os preçários dos bancos”.

Dívida pública sobe 1,1 mil milhões de euros

A dívida pública, na óptica de Maastricht, que conta para Bruxelas, aumentou 1,1 mil milhões de euros entre Fevereiro e Março, situando-se nos 250,4 mil milhões de euros. De acordo com o banco central, os activos em depósitos das administrações públicas aumentaram 1,2 milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos registou uma redução de 0,1 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando os 227,7 mil milhões de euros, acrescenta. Em Fevereiro, a dívida pública tinha aumentado para 249,3 mil milhões de euros face aos 248 mil milhões registados em Janeiro.

Portugueses fizeram mais de 22 milhões de viagens em 2018

As deslocações dos portugueses por motivos de férias ou negócios estiveram no ano passado em alta, com as viagens ao estrangeiro a subir 13,1%. As viagens dos portugueses motivadas por férias e lazer aceleraram no ano passado 4,2%, e com um crescimento particularmente expressivo, de 6,3%, no último trimestre, segundo destaca o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), com base em resultados ainda provisórios relativos à Procura Turística dos Residentes no quarto trimestre de 2018. Ao todo, os portugueses fizeram no ano passado 22,1 milhões de viagens, com as deslocações ao estrangeiro a ter um impulso maior, de 13,3%, relativamente às que foram realizadas em território nacional, que aumentaram 4,2%.

Viagens de negócios subiram 22%

As viagens por motivos profissionais ou de negócios aumentaram o seu peso relativo em 22%, totalizando 1,8 milhões de deslocações, evidenciando a maior apetência de internacionalização por parte das empresas nacionais. Este crescimento foi sobretudo visível no quarto trimestre, em que os portugueses realizaram 549,2 mil viagens de negócio, representando 10,9% do total neste período. O alojamento particular gratuito manteve-se a principal opção dos portugueses que viajaram em 2018 (com um peso de 63,3% no total de dormidas), à semelhança de anos anteriores, mas com uma redução de 3,6 pontos percentuais. Já os hotéis e similares reforçaram o seu peso em 3,2 pontos percentuais, passando a concentrar 22,1% das dormidas.

Governo deu mais dois meses às empresas para revelarem os seus beneficiários efectivos

A generalidade das sociedades tem agora até 30 de Junho para entregar a declaração, sem penalizações. O Governo decidiu prolongar por dois meses o prazo que as empresas têm para comunicarem quem são os seus beneficiários efectivos. A decisão surge depois de se ter verificado que, a 15 dias do final do prazo, apenas 10% das entidades sujeitas estavam em conformidade com a Lei. O Registo Central do Beneficiário Efectivo está previsto nas novas regras de prevenção do branqueamento de capitais, consistindo na criação de uma mega base de dados onde constam os nomes das pessoas singulares que controlam as entidades.

Inflação mantém-se em 0,8%

A inflação manteve-se em 0,8% em Abril, segundo a estimativa do INE. Em Março, a taxa de inflação registada em Portugal foi a mais baixa da União Europeia (UE), inferior à verificada na Grécia e muito abaixo da média de 1,4% na zona euro. Os dados da inflação em Abril na Alemanha (acelerou de 1,4% em Março para 2,1% em Abril), Espanha (acelerou de 1,3% para 1,6%), França (subiu de 1,3% para 1,4%) e Itália (subiu de 1,1% para 1,2%).

Há 24% de proprietários a pagar valores de IMI inferiores a 100 euros

A Autoridade Tributária e Aduaneira emitiu este ano 3.890.587 notas de cobrança do Imposto Municipal sobre Imóveis e a maioria (58%) corresponde a valores entre os 100 e os 500 euros, sendo 24% as inferiores a 100 euros. As datas de pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e os valores a partir do qual este é feito numa única fase ou desdobrado em duas ou três fases foram alteradas e as mudanças começaram a ser visíveis este mês com o envio das notas de cobrança. De acordo com os dados facultado à Lusa pelo Ministério das Finanças, este ano foram criadas 960.561 notas de cobrança com valor inferior a 100 euros.