Base de dados do Censos vai ser actualizada anualmente a partir de 2024

O XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação, que irá decorrer entre 1 de Março e 31 de Maio de 2021 em todo o território nacional, vai implicar “o recrutamento temporário de milhares de pessoas”. Os Censos 2021 são o processo de “recolha, apuramento, análise e divulgação” de dados estatísticos oficiais referentes às características demográficas e socioeconómicas da população e do parque habitacional e serão “conduzidos através da realização de um inquérito exaustivo e de resposta predominantemente efectuada através da internet”. A ideia é criar “uma base de dados de natureza individualizada sobre edifícios, alojamentos, famílias e indivíduos, que possibilite a integração de dados provenientes de fontes administrativas, no quadro da transição para um modelo censitário que proporcione a disponibilização de informação censitária mais frequente e com menores custos”.

Vistos Gold: Investimento chinês cai 41% para 60 milhões de euros no 1.º trimestre

O investimento oriundo da China captado através dos ‘Vistos Gold’ caiu 41% no primeiro trimestre, face a igual período de 2018, para 59,6 milhões de euros, segundo dados estatísticos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Até Março foram atribuídos 107 vistos ‘dourados’ a cidadãos chineses, contra 183 ARI atribuídas em igual período do ano anterior. Já o investimento brasileiro aumentou 3,3% no trimestre, para 43.253.600,72 euros, tendo sido concedidos 58 vistos até final de Março. No primeiro trimestre de 2018 tinham sido atribuídos 49 ‘Vistos Gold’ a cidadãos brasileiros, num total de 41.895.398,75 euros captado através deste mecanismo.

Acidentes sem seguro automóvel aumentaram em 2018

O número de novos processos em que o responsável pelo acidente automóvel não tinha um seguro válido aumentou 5% em 2018, para um total de 4.281 casos, gerando um pagamento total de 11,1 milhões de euros em indemnizações às vítimas desses sinistros. O Fundo de Garantia Automóvel, um fundo autónomo gerido pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), assegura que esse dinheiro é disponibilizado em caso de incumprimento na contratação – obrigatória por lei – deste seguro de responsabilidade civil.

Preço das casas em Portugal aumentou o dobro da Zona Euro no final de 2018

Os preços das habitações em Portugal aumentaram acima da média da zona euro e da União Europeia (UE) no quarto trimestre de 2018, quer face ao anterior, quer na comparação homóloga, divulga o Eurostat. Nos últimos três meses de 2018, os preços das habitações aumentaram 9,3% em Portugal face ao quatro trimestre do ano anterior, acima dos 4,2% registados quer na zona euro, quer na UE. As maiores subidas homólogas foram registadas, de acordo com o gabinete estatístico europeu, na Eslovénia (18,2%), na Letónia (11,8%) e na República Checa (9,9%), tendo havido um único recuo, em Itália (-0,6%).

Consumo mundial de vinho estagna, mas aumenta em Portugal

O consumo mundial de vinho parou de crescer em 2018, nomeadamente devido à desaceleração económica na China e à incerteza associada ao Brexit, segundo estimativas da Organização Internacional do Vinho (OIV) hoje publicadas. No ano passado, o planeta terá consumido cerca de 246 milhões de hectolitros de vinho, contra 246,7 milhões de hectolitros em 2017, segundo a OIV. Ao contrário da tendência de manutenção na Europa, em Portugal o consumo terá aumentado 5,4% em 2018 para um total de 5,5 milhões de hectolitros. Além de Portugal, o consumo de vinho também aumentou na Roménia, designadamente 8,7% para 4,5 milhões de hectolitros em 2018.

Portugal com 4.ª menor subida europeia do custo horário da mão de obra em 2018

Portugal teve o quarto menor aumento do custo horário da mão de obra em 2018, face ao ano anterior (1,4%), tendo o indicador avançado 2,7% na zona euro e 2,2% na União Europeia (UE), segundo o Eurostat. Em Portugal, o custo horário da mão de obra – excluindo os sectores da agricultura e administração pública – subiu de uma média de 14,0 euros para 14,2 euros, a quarta menor percentagem homóloga: 1,4%. Os custos salariais mais baixos foram registados, no ano passado, na Bulgária (5,4Euro/hora), Roménia (6,9Euro), Hungria (9,2Euro) e Letónia (9,3Euro), enquanto os mais elevados se observaram na Dinamarca (43,5Euro/hora), Luxemburgo (40,6Euro), Bélgica (39,7Euro), Suécia (36,6Euro), Holanda (35,9Euro) e França (35,8Euro). Na zona euro, a média do custo horário da mão-de-obra foi de 30,6 euros e na UE de 27,4 euros.

Fisco vai enviar todos os anos às empresas dados sobre a sua saúde financeira

A Autoridade Tributária vai enviar às empresas até 31 de Dezembro de cada ano indicadores sobre a sua saúde financeira e a menção aos mecanismos a que podem recorrer. O mecanismo de alerta precoce (MAP) quanto à situação económica e financeira das empresas tem sede em Portugal e prevê a prestação de informação económica e financeira aos membros dos órgãos de administração numa base anual, a partir de informação do Banco de Portugal analisada pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação.

Inflação abranda para 0,8%

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 0,8% em Março de 2019, taxa inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à do mês anterior. O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 0,7%, taxa inferior em 0,3 p.p. à registada em Fevereiro. Assim, a variação média dos últimos doze meses fixou-se em 1,0%, uma taxa idêntica à registada no mês anterior. A região com a variação mensal mais elevada foi a da Madeira (0,6%), e as regiões com as variações mensais mais baixas foram as do Alentejo e do Centro (ambas com 0,2%).

Investimento dos vistos gold cai 33% no primeiro trimestre

Nos primeiros três meses do ano, o investimento proveniente de Autorização de Residência para Actividade de Investimento (ARI) totalizou 196.858.014 euros, uma redução de 33% face aos 293.894.642 euros registados no período homólogo do ano passado. Em Março, o investimento captado atingiu 48.368.488 euros, uma queda de 53% em termos homólogos e uma redução de 23% face a Fevereiro, de acordo com contas feitas com base nas estatísticas mensais divulgadas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Em mais de seis anos – o programa ARI foi lançado em Outubro de 2012 -, o investimento acumulado até Março totalizou 4.446.656.792,63 euros. Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 7.291 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 329 em 2019.

Pressão financeira na zona euro pode passar para empresas e famílias, diz FMI

As possíveis perdas com empréstimos improdutivos e quedas no valor dos títulos soberanos (…) poderiam acarretar um impacto significativo no capital de alguns bancos, podendo a “pressão sobre o sector financeiro” ser “repassada, mais uma vez, para as empresas e as famílias”. O FMI considera ainda que as vulnerabilidades na economia mundial “continuam a aumentar” graças à manutenção de políticas acomodatícias, e que o “aperto” do final de 2018 “não alterou os riscos de médio prazo”. Entre as vulnerabilidades identificadas pelo fundo estão ainda a dívida empresarial nas economias avançadas e os desequilíbrios financeiros da China.