9 Jan 2019 | Destaques
Todos os bancos que receberam ajudas públicas desde 2007 serão obrigados a revelar à Assembleia da República a lista dos maiores devedores em incumprimento, isto é, aqueles a quem concederam empréstimos acima dos cinco milhões de euros e que representem pelo menos 1% dos apoios recebidos pelo Estado. Os socialistas que, até então se tinham oposto à proposta, optaram ontem por deixar passar a medida “para que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) não seja o único visado.
8 Jan 2019 | Destaques
O total de crédito malparado nos bancos portugueses caiu 19,2 mil milhões de euros entre Junho de 2016, o momento em que atingiu o valor máximo, e Setembro do ano passado, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal. Esta situação deve-se, sobretudo, a uma queda de 12,2 mil milhões de euros nos empréstimos em incumprimento das empresas e 4,6 mil milhões nos de particulares. Os bancos vendem a carteira de crédito malparado para melhorar o seu balanço. Em Setembro passado o crédito malparado nos bancos portugueses representava 11,3% do crédito total, menos 0,4 pontos percentuais do que em Junho, o que se justifica com a “redução do stock de empréstimos non-performing em 1,3 mil milhões de euros”, sobretudo devido à redução do malparado nos empréstimos a particulares para compra de casa que caiu 269 milhões de euros no trimestre.
8 Jan 2019 | Destaques
A taxa de inflação em Dezembro do ano passado na Zona Euro fixou-se nos 1,6%, de acordo com os dados divulgados pelo Eurostat. Ou seja, o nível de preços entre Dezembro de 2017 e Dezembro de 2018 aumentou 1,6%. Esta taxa de inflação no final de 2018 representa uma desaceleração face aos valores à volta de 2% que se verificaram nos últimos meses. Tal deve-se à travagem dos preços da energia que passaram de crescer cerca de 10% para 5,5% em Dezembro. Excluindo a energia, a inflação da Zona Euro em Dezembro seria de 1,1%. A desaceleração nota-se também na comida, álcool e tabaco cujos preços sobem 1,8%, menos do que os 1,9% registados em Novembro.
7 Jan 2019 | Destaques
A taxa de inflação voltou a diminuir no último mês do ano. A média de 2018 coloca a taxa de inflação em 1%, um valor inferior ao registado um ano antes. Os preços no consumidor aumentaram em Dezembro 0,7%, o que significa que a taxa de inflação diminuiu face ao mês anterior (0,9%), revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). A contribuir para esta evolução esteve, sobretudo o segmento dos produtos energéticos que terá diminuído de 4,7% em Novembro para 1,5% em Dezembro. Ainda assim, é possível verificar que a taxa de inflação média de 2018 recuou para 1%, menos 0,4 pontos percentuais que o apurado para o ano anterior.
7 Jan 2019 | Destaques
A produção renovável abasteceu 52% do consumo nacional em 2018, repartida pela eólica e hidroeléctrica (cada uma com 23%), biomassa (5%) e fotovoltaica (1,5%), de acordo com os dados da REN — Redes Energéticas Nacionais. Por sua vez, a produção não renovável abasteceu os restantes 48%, repartida pelo gás natural (27%) e pelo carvão (21%). “O saldo de trocas com o estrangeiro foi exportador, pelo terceiro ano consecutivo, equivalendo a cerca de 5% do consumo nacional”, revelou, em comunicado, a REN. Em 2018, o consumo de energia elétrica totalizou 50,9 Terawatts-hora (TWh), mais 2,5% face ao período homólogo, enquanto o índice de produtibilidade hidroelétrica anual fixou-se em 1,05 (média histórica igual a um) e o de produtibilidade eólica se situou em um, “em linha com o regime médio”.
6 Jan 2019 | Destaques
2018 foi o ano mais fértil em captação de investimento directo estrangeiro em Portugal desde a formação da AICEP, tendo sido o ano em que o peso das nossas exportações no produto subiu ao seu valor mais alto de sempre, 43%, e a perspectiva é que continue a aumentar.
6 Jan 2019 | Destaques
Os portugueses movimentaram no último mês de 2018 cerca de sete mil milhões de euros, entre levantamentos e pagamentos em caixas e terminais automáticos, revelou ontem a SIBS. A verba corresponde a um aumento na ordem dos 14% face ao mesmo período de 2017, tendo sido realizados mais de 276 milhões de movimentos. Quanto ao total dos gastos, os supermercados ocuparam, de longe, a principal quota (cerca de 25%) no conjunto dos pagamentos electrónicos, seguidos pelas lojas de vestuário (9,8%) e pelos restaurantes (8%).
5 Jan 2019 | Destaques, Fiscalidade
Numa altura em que as receitas de IMI batem sucessivos recordes de receita, as autarquias continuam a descer as suas taxas. Enquanto quase metade das câmaras opta pela taxa mínima, 19 vão cobrar pelo máximo, uma das quais vai aplicar mesmo um valor mais alto do que o máximo previsto no código do imposto Há 19 autarquias que, em 2019, vão cobrar às famílias proprietárias de habitações a taxa máxima de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI): 0,45%. E há um município, Vila Real de Santo António, que optou por recorrer à excepção dos 0,5%, permitida pela lei em situações de dificuldades financeiras. Neste caso, o anúncio da subida da taxa, que era de 0,45%, foi feito em Novembro, em assembleia municipal, pela presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, justificando a decisão com os problemas orçamentais desta localidade.
5 Jan 2019 | Destaques, Fiscalidade, Turismo
O entendimento da AT é de que, como a “obtenção do rendimento a tributar depende da utilização da plataforma Booking”, a comissão que é paga a esta empresa “preenche os requisitos para ser considerada como despesa indissociável à obtenção do rendimento” sendo, por isso, dedutível. Os contribuintes que exploram alojamento local e que, no momento da entrega do IRS, optam pelas regras de tributação da Categoria F (rendas), podem deduzir a este rendimento as comissões pagas às plataformas de reserva. Até 2017, os rendimentos do alojamento local eram tributados segundo as regras da Categoria B, sendo considerados em 15%, já que a restante parcela era assumida como despesa. Neste momento existem em Portugal 80 387 registos de alojamento local.
4 Jan 2019 | Destaques
No terceiro trimestre de 2018 registavam-se 30.031 postos de trabalho sem candidatos em Portugal, o que representa uma subida de 8,9% em termos homólogos. Os sectores com o maior número de vagas por preencher são o comércio e a restauração. No entanto, os segmentos de actividade com o maior aumento nos postos de trabalho sem candidatos foram a construção (+49,5%) e a administração pública, educação e saúde (+42,8%). O desemprego registado subiu 0,2% em Novembro, em comparação com Outubro, fixando-se em 334.897. No entanto, caiu 17,2% face a Novembro de 2017, com menos 69.728 indivíduos inscritos.